TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

ME FAZ DELIRAR




Noite estrelada, a nos inspirar
teu olhar em chamas
que me faz delirar.

Silêncio ardente nos envolve,
constelações tremem no ar,
teu sopro roça minha pele
como promessa a incendiar.

E entre luzes e desejos,
me perco no teu luar,
pois amar-te assim, tão perto,
é aprender a eternizar.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

O VENTO




O vento
O vento sopra com doçura e vigor
Levando
Levando consigo o perfume das flores
Abraço
Abraço invisível que acalenta o calor
Ele
Ele é mensageiro de muitos amores.

Ele
Ele brinca com os cabelos ao passar
Sussurra
Sussurra segredos ao pé do ouvido
Carinho
Carinho suave que me faz suspirar
Versejando
Versejando em momentos perdidos.




  Cléia Fialho

O Experimental Poeko é uma criação
Da Poeta 
Christiano Nunes

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

É UMA ILUSÃO TOLA




Na escuridão profunda, ressábios se escondem
Delíquio de ventura, em sombras se perdendo
É uma ilusão tola e fanal, lágrimas vertendo.

Expressa melancolia que no peito vai crescendo
Em sombrios corredores, o dartro se espalha
A pele pálida sucumbe, a dor não se cala.

A alma envenenada, em agonia se agacha

Na escuridão eterna, a esperança é bonacha.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

RUÍNAS DO PASSADO



Castelos abandonados, ruínas do passado
Segredos obscuros, mistérios enterrados
Janelas quebradas, portas enferrujadas
Testemunhas mudas de histórias macabras.

Lápides eretas no cemitério sombrio
Onde as almas penam, em tormento frio
As lágrimas de sangue mancham o chão
Lamentos ecoam na escuridão.

Pálidas rosas vermelhas, símbolo de dor
Desabrocham na escuridão com esplendor
Esqueletos dançam ao som do órgão funesto
Envolvidos pela melodia do protesto.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

ATREVIMENTO



  A- Aguçada libido que desponta
  T- Toda cheia de sensualismo
  R- Redundante minha escrita conta
  E- Excitante e instigante erotismo
  V- Vivo de um jeito que julgo
  I- Incapaz de ofender alguém
  M- Minhas poesias divulgo
  E- E não há o que me abstém
  N- Nada pode, nem vai detendo
  T- Tanto atrevimento assim
  O- O que de mim... vou escrevendo.




  Cléia Fialho

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

CONDENADOS A AMAR



Na névoa densa da noite sombria
Ouço sussurros de almas perdidas
Passos silenciosos ecoam na escuridão.

Enquanto os corações pulsam em solidão
No véu da noite, a lua brilha intensamente
Iluminando o caminho dos amantes decadentes.

Condenados a amar com paixão

Réprobos eternamente sem salvação.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

CANTO SINISTRO




Cristais quebrados, beleza sombria
Noite eterna, vestígios, a alma se guia
Mistério e dor em versos entrelaçados.

Um universo obscuro, tão desejado
Trínula volata, sombras a bailar
Essência e mistérios, o ar a cortar.

Voos noturnos em céus de escuridão

Um canto sinistro, de pura sedução.




  Cléia Fialho

domingo, 22 de janeiro de 2023

ROSAS OBSCURAS



Pétalas negras
de rosas sombrias
Desabrocham à luz da lua,
alegrias vazias

Perfume enigmático,
seduções suscetíveis
Amores fadados,
destinos imprevisíveis.

No véu da noite,
sussurros de agonia,
sombras dançam
na fria melodia.

Olhares perdidos,
promessas quebradas,
sangue e silêncio
em almas seladas.

O vento arrasta
segredos mortais,
beijos que queimam
em ecos fatais.

Na eternidade sombria,
a paixão se consome,
e a rosa negra
com o tempo não some.





  Cléia Fialho