TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 15 de junho de 2023

E FOI ASSIM QUE EU DESCOBRI...




O sol já havia se despedido do céu e a noite havia chegado.
As estrelas começavam a brilhar no firmamento, criando um espetáculo único de luz e cor.

Era uma noite quente, e o ar estava impregnado de um perfume doce e suave.
Foi nessa noite que eu a encontrei, em um barzinho escondido na cidade.

Ela estava lá, sozinha em uma mesa, com um copo de vinho tinto em suas mãos.
Eu me aproximei, timidamente, e puxei conversa.
A conversa fluiu facilmente, como se nos conhecêssemos há anos.

Foi quando ela me olhou nos olhos e, sem dizer uma palavra, me puxou para perto e me beijou com paixão.
Foi um beijo ardente, que acendeu em mim um fogo que eu nunca havia sentido antes.

Nossas línguas se entrelaçaram, e eu senti o gosto do vinho em sua boca.
Suas mãos percorreram meu corpo, me fazendo sentir como se estivesse flutuando em um mar de prazer.

O beijo durou apenas alguns instantes, mas foi o suficiente para que eu saber que aquela noite seria inesquecível.
Nós passamos a noite inteira juntas, explorando nossos corpos e nossos desejos mais secretos.

Nada era proibido, não havia regras ou preceitos, não havia espaço para medo, arrependimento ou dúvidas.
O relógio parece que parou para nós, se fazendo eterno aquele momento de êxtase.

Mãos curiosas e ousadas, dedos aguerridos e audaciosos, línguas atrevidas e exploradoras.
Uma mescla diabolicamente angelical, ingenuamente maliciosa, docemente selvagem.

Nós duas apenas... eu e ela... ela e eu... mas apenas um ser.

E foi assim que eu descobri que um beijo ardente pode ser o começo de algo ainda mais intenso e profundo.
Uma noite que nunca esquecerei, cheia de paixão e desejo, que mudou minha vida para sempre.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 14 de junho de 2023

A LÍNGUA QUE MAPEIA O TEU CORPO




Desenho com a boca caminhos sem pressa  
sobre a pele que se abre ao meu toque.  
A língua reconhece trilhos quentes  
que só eu sei percorrer.  

Avanço devagar como nau em mar calmo  
buscando a costa mais íntima de ti.  
As ondas do teu desejo batem no meu peito  
e o tempo se desfaz entre os corpos colados.  

Primeiro os dedos, leves, exploram.  
Depois os lábios demoram em cada curva.  
Por fim entrego tudo o que sou  
e o amor chega quente, sem pressa,  
presente em cada abraço.  

Deixo o meu perfume na dobra da nuca,  
na curva suave dos ombros,  
no vale secreto entre as tuas coxas.  
Fico ali embriagada de uma paixão quieta  
saboreando o instante exacto  
em que tu me queres inteira  
e eu me deixo ficar.




  Cléia Fialho

terça-feira, 13 de junho de 2023

É O MEU DELEITE




Ter-te nu entre os lençóis é o meu deleite mais puro.  
A gente rola, brinca, ri até perder o fôlego  
e o corpo fica suado, quente,  
espalhado na cama desfeita.  

Sentamos no meio da bagunça  
e o jogo não termina.  
Continuamos falando a sério de literatura  
enquanto o suor ainda escorre  
pela nuca que eu beijo devagar.  

Fico quieta a pensar,  
com a boca ainda no teu cangote:  
Senhor, que trabalho terias  
para me arrumar outro amante assim  
se um dia me tomasses este.  

O riso volta fácil,  
a pele ainda treme,  
e eu rolo de novo contra ti  
só para sentir o peso do teu corpo nu  
e o cheiro misturado de sexo e livros.  

Nada se acaba de verdade.  
O deleite continua  
nos lençóis descompostos,  
na conversa que arde,  
no beijo lento que demora  
e no pensamento secreto  
de que este homem nu ao meu lado  
seria impossível de substituir.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 12 de junho de 2023

NO JARDIM SECRETO DO MEU CORPO



Nessas horas solitárias eu encontro meu ser  
Explorando os recantos quentes que ninguém pode ver  
Os dedos deslizam lentos pela pele ao vento.  

Cada sonho não vivido vira gemido e alento  
A solidão não é escuridão fria e vazia  
É o convite úmido à minha própria luxúria.  

Um jardim secreto onde a alma floresce molhada  
Seios, coxas, o centro latejante e aberto.  

Refúgio onde a paz e o prazer se encontram  
E eu me entrego inteira ao toque que só eu sei dar.




  Cléia Fialho

domingo, 11 de junho de 2023

NA SOLITUDE




Na calada da noite,
estrelas são minhas guias
Na solitude...descubro
forças que antes não via.

Sou eu, nua e crua,
sem máscaras ou véus
Abrindo meu coração
ao universo, aos céus.

E no silêncio profundo
onde a alma faz morada
Escuto antigas verdades
na memória adormecida.


Cada lágrima caída
rega flores no caminho
Transformando antigas dores
em clarões de carinho.

A lua beija meus sonhos
com sua luz prateada
E eu me encontro renascida
pela esperança abraçada.


Pois quem encara a si mesma
com coragem e emoção
Descobre dentro do peito
um infinito de imensidão.






  Cléia Fialho

sábado, 10 de junho de 2023

METÁFORAS OUSADAS




Em letras sem razão, dança o poema
Palavras sem sentido, traçam desejos
Silêncios sussurram, segredos queimam
Na pele das frases, ardem desvelos.

Versos sem lógica, entrelaçam anseios
A linguagem do corpo, em cada toque
Metáforas ousadas, deslizam na pele
Na dança das sílabas, o amor brota.

Sem sentido aparente, mas profundo na carne
Poema sensual, entre linhas ardentes
Em cada verso vago, um convite sutil
Ao toque das palavras, despidas de limites.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 9 de junho de 2023

O TOQUE QUE ME RENASCE



E enquanto a solidão abraça meu ser  
eu deslizo a mão pela própria pele,  
aprendo a amar este corpo que treme,  
a renascer sob meus próprios dedos.

Dentro de mim reside um mundo completo:  
seios que endurecem ao meu toque,  
coxas que se abrem sem vergonha,  
o calor úmido que escorre lento  
quando eu me toco com fome e com carinho.

Na solidão encontro um amante secreto:  
eu mesma.  
Assim abraço a solidão com gratidão  
e com a mão entre as pernas,  
sentindo o prazer subir como uma onda  
que só eu sei provocar.

Ela me ajuda a crescer,  
a gemer baixo no escuro,  
a descobrir cada ponto que me faz arquear,  
cada suspiro que me entrega inteira  
ao meu próprio desejo.

No eco das minhas próprias palavras  
e no gemido que solto quando gozo,  
descubro que a solidão também é um lar…  
quente, molhado,  
onde eu me fodo devagar  
e renasço completa.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 8 de junho de 2023