TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

segunda-feira, 19 de junho de 2023

sábado, 17 de junho de 2023

PENETRADA SEM FREIO




Sinto agitar-me a nuca  
quando vejo o teu olhar-me  
os seios endurecerem depressa  
os bicos levantarem-se duros

Um arrepio enorme me percorre  
e atiro-me em teu peito  
num pequeno voo quente  
busco em ti e aí me acho

Acomodada feito um caramujo  
que houvesse reencontrado a casca  
quero cansar de ser tua  
entre as cobertas da cama

Quero inventar mais gemidos  
para sorver tua alma inteira  
quero ser massa esporrada  
na glande do seu membro

Do teu corpo ardente e forte  
cola teu busto nu nos meus seios  
me abraça, me traça fundo  
faz valer a tua força

Fico entregue, sou doada  
penetrada sem freio  
no teu calor me derreto  
e gozo sendo toda tua.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 16 de junho de 2023

O TOQUE QUE EU DESEJO




Coloca na minha língua o sabor doce  
Que já pressente o toque que eu desejo  
Mistérios voam soltos no vento forte  
Dentro da tempestade do meu anseio.

Minha boca quer descobrir teu paraíso  
Sinto o gozo que embriaga e provoca  
Beijos acordam o néctar escondido  
Fazem a carne inteira se elevar.

Teus nervos ficam todos bagunçados  
Enquanto eu desnudo tua alma em rota  
Pelos poros encontro a trilha certa.

Além de qualquer ilusão distante  
Pra que as horas não te tirem de perto  
Transformando tua pele em fonte eterna.




  Cléia Fialho

FOGO ENTRE AS COXAS




O aroma e o gosto da tua carne  
acendem em mim uma fome sem fim  
minha língua invade teus orifícios latejantes  
e nos teus mamilos duros mordo como loba.

Profano teu corpo rígido em delírio  
tu me fazes explodir de prazer puro  
eu montada na tua vara inchada  
adoro os gemidos loucos que soltas.

Enquanto eu subo e desço no teu pau  
tu me seguras contra o peito quente  
chupo com voracidade teu lábio macio  
sinto tua respiração curta e ofegante.

Aumentamos o ritmo selvagem  
a cabeça grossa raspa meu fundo molhado  
antecipo a mistura dos nossos climaxes  
nos agarramos com força brutal.

Nos dilaceramos em êxtase  
nossas bocas se devoram famintas  
nossos líquidos se fundem quentes e viscosos  
embevecidas nos olhamos ainda tremendo.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 15 de junho de 2023

E FOI ASSIM QUE EU DESCOBRI...




O sol já havia se despedido do céu e a noite havia chegado.
As estrelas começavam a brilhar no firmamento, criando um espetáculo único de luz e cor.

Era uma noite quente, e o ar estava impregnado de um perfume doce e suave.
Foi nessa noite que eu a encontrei, em um barzinho escondido na cidade.

Ela estava lá, sozinha em uma mesa, com um copo de vinho tinto em suas mãos.
Eu me aproximei, timidamente, e puxei conversa.
A conversa fluiu facilmente, como se nos conhecêssemos há anos.

Foi quando ela me olhou nos olhos e, sem dizer uma palavra, me puxou para perto e me beijou com paixão.
Foi um beijo ardente, que acendeu em mim um fogo que eu nunca havia sentido antes.

Nossas línguas se entrelaçaram, e eu senti o gosto do vinho em sua boca.
Suas mãos percorreram meu corpo, me fazendo sentir como se estivesse flutuando em um mar de prazer.

O beijo durou apenas alguns instantes, mas foi o suficiente para que eu saber que aquela noite seria inesquecível.
Nós passamos a noite inteira juntas, explorando nossos corpos e nossos desejos mais secretos.

Nada era proibido, não havia regras ou preceitos, não havia espaço para medo, arrependimento ou dúvidas.
O relógio parece que parou para nós, se fazendo eterno aquele momento de êxtase.

Mãos curiosas e ousadas, dedos aguerridos e audaciosos, línguas atrevidas e exploradoras.
Uma mescla diabolicamente angelical, ingenuamente maliciosa, docemente selvagem.

Nós duas apenas... eu e ela... ela e eu... mas apenas um ser.

E foi assim que eu descobri que um beijo ardente pode ser o começo de algo ainda mais intenso e profundo.
Uma noite que nunca esquecerei, cheia de paixão e desejo, que mudou minha vida para sempre.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 14 de junho de 2023

A LÍNGUA QUE MAPEIA O TEU CORPO




Desenho com a boca caminhos sem pressa  
sobre a pele que se abre ao meu toque.  
A língua reconhece trilhos quentes  
que só eu sei percorrer.  

Avanço devagar como nau em mar calmo  
buscando a costa mais íntima de ti.  
As ondas do teu desejo batem no meu peito  
e o tempo se desfaz entre os corpos colados.  

Primeiro os dedos, leves, exploram.  
Depois os lábios demoram em cada curva.  
Por fim entrego tudo o que sou  
e o amor chega quente, sem pressa,  
presente em cada abraço.  

Deixo o meu perfume na dobra da nuca,  
na curva suave dos ombros,  
no vale secreto entre as tuas coxas.  
Fico ali embriagada de uma paixão quieta  
saboreando o instante exacto  
em que tu me queres inteira  
e eu me deixo ficar.




  Cléia Fialho

terça-feira, 13 de junho de 2023

É O MEU DELEITE




Ter-te nu entre os lençóis é o meu deleite mais puro.  
A gente rola, brinca, ri até perder o fôlego  
e o corpo fica suado, quente,  
espalhado na cama desfeita.  

Sentamos no meio da bagunça  
e o jogo não termina.  
Continuamos falando a sério de literatura  
enquanto o suor ainda escorre  
pela nuca que eu beijo devagar.  

Fico quieta a pensar,  
com a boca ainda no teu cangote:  
Senhor, que trabalho terias  
para me arrumar outro amante assim  
se um dia me tomasses este.  

O riso volta fácil,  
a pele ainda treme,  
e eu rolo de novo contra ti  
só para sentir o peso do teu corpo nu  
e o cheiro misturado de sexo e livros.  

Nada se acaba de verdade.  
O deleite continua  
nos lençóis descompostos,  
na conversa que arde,  
no beijo lento que demora  
e no pensamento secreto  
de que este homem nu ao meu lado  
seria impossível de substituir.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 12 de junho de 2023

NO JARDIM SECRETO DO MEU CORPO



Nessas horas solitárias eu encontro meu ser  
Explorando os recantos quentes que ninguém pode ver  
Os dedos deslizam lentos pela pele ao vento.  

Cada sonho não vivido vira gemido e alento  
A solidão não é escuridão fria e vazia  
É o convite úmido à minha própria luxúria.  

Um jardim secreto onde a alma floresce molhada  
Seios, coxas, o centro latejante e aberto.  

Refúgio onde a paz e o prazer se encontram  
E eu me entrego inteira ao toque que só eu sei dar.




  Cléia Fialho