TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 8 de julho de 2023

TEU BEIJO QUE ME FAZ TREMER TODA




Insana te arranho de prazer,
Amando seguro tudo que desejo,
Me puxa toda pra dentro de você,
E carinhosa me oferece teu beijo.

Entre teus lábios rosados e molhados,
Deixo meu beijo apaixonado,
Sinto brilhar teus olhos excitados,
Tua pele enluarada ao meu lado.

Então cavalgamos enlouquecidos,
Até o limite do prazer,
Quando explodimos unidos,
Num momento pra nunca esquecer.

Nos teus segredos brinco atrevida,
Teu corpo treme querendo meu toque,
Louca liberto gemidos de vida,
Enquanto em teu peito me provoco.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 7 de julho de 2023

APENAS UM FRAGMENTO



Os olhos que brilhavam, 
agora refletem tristeza
Cada toque, cada palavra, 
agora é uma incerteza
Amar era uma alegria, 
agora se tornou um lamento
No palco do desamor, 
o amor é apenas um fragmento.

Mas no silêncio da noite,
quando a alma quer se encontrar,
Entre lágrimas contidas,
há estrelas a cintilar,
Pois mesmo em meio às ruínas
de um sonho que se perdeu,
Há sementes de esperança
florescendo no que morreu.

O coração ferido aprende
a renascer devagarinho,
Transformando antigas dores
em luz pelo caminho,
E quem sofreu por amor
um dia torna a sorrir,
Porque até depois da tempestade
um novo sol volta a surgir.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 6 de julho de 2023

A CADA SUSPIRO EU ME PERCO EM TI




A cada suspiro o tempo se desfaz  
e a brisa quente da tua pele  
me envolve inteira.  

Meu coração arde  
quando os nossos corpos se encontram  
nessa dança lenta  
onde o desejo não pede licença  
ele simplesmente toma conta.  

Nos teus olhos vejo a chama  
que me guia até o altar da noite.  
Ali me entrego sem medo,  
sinto os gritos de prazer  
subirem pela minha garganta  
e se espalharem pela alma.  

Teu toque é infinito,  
profundo, quase sagrado.  
Cada carícia me desfaz  
e me reconstrói ao mesmo tempo.  

Fico molhada de paixão,  
rendida ao calor que sobe entre nós.  
E quando o prazer explode  
em harmonia pura,  
só existe isso:  
eu, tu,  
e o amor se entregando  
sem pressa de acabar.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 5 de julho de 2023

A PAIXÃO SE DERRAMA



Cada palavra, um afago, uma carícia
No silêncio, ecoa as nossas delícias
Palavras são versos, enlaçados na pele

Num gemido sufocado, que o amor revele
No êxtase da noite, em harmonia em cetim
A paixão se derrama, como um doce jardim

Sussurra baixinho, segredos latejantes

Num versejar sensual, entre dois amantes.




  Cléia Fialho

terça-feira, 4 de julho de 2023

HÁ BELEZA NO ABISMO



Mas às vezes,
na loucura, encontramos a arte
A criatividade que brota
das sombras mais à parte.

Como pinceladas caóticas
em um quadro vazio
Na loucura, a alma encontra
um sussurro sombrio.

E entre corredores frios
de espelhos estilhaçados
nascem versos silenciosos
por fantasmas inspirados.


A razão perde as correntes
que prendiam o coração
E os delírios se transformam
em estrelas da criação.

Há beleza no abismo
que o mundo teme enxergar
Nos fragmentos da memória
que insistem em murmurar.


Pois a mente em tempestade
mesmo ferida e sem calma
faz da dor uma linguagem
gravada no fundo da alma.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 3 de julho de 2023

MINHAS ANCAS DITAM O RITMO



Então vem de uma vez, deixa de lado esse ar de santo,
Quero teu corpo inteiro rendido na minha vontade.
Teu beijo é lâmina doce, meu único encanto,
Me rasgando por dentro onde o desejo invade.

Vou te amar como quem rasga a própria noite,
Como quem não quer amanhã, só quer o agora.
O encontro dos nossos corpos será açoite,
Fazendo do nosso inferno a melhor hora.

Vou montar em ti e domar tua força de fera,
Minhas ancas ditam o ritmo, sem piedade.
Nossa pele estala nessa marcha sincera,
E cada teu suspiro é pura tempestade.

Minhas mãos te provocam, te prendem, te guiam,
Minha boca no teu peito é marca que acalma.
Teus dedos nos meus cabelos se prendem e viciam
No ritmo bruto que arranca a nossa alma.

Quero te sentir tremer até os olhos revirados,
Na única prece que eu preciso escutar.
Teu corpo pulsando nos meus beijos molhados
É o delírio que me faz delirar.

Teu desejo delira sobre a minha pele acesa,
Teu corpo se entrega, se abre.
Nosso gemido, selvagem, sem defesa,
É a única verdade que no mundo ainda cabe.




  Cléia Fialho

domingo, 2 de julho de 2023

MEU CANTO EM TI




Não quero herdar versos de ninguém —  
quero inventar o som que te despe  
no papel, no ar, no entre-nós também,  
onde a palavra é carne e o verso, pele.  

Quero traçar teu rosto com a língua,  
não com pena emprestada de outro século:  
cada linha que eu abro é uma língua  
que lambe o teu perfil em círculo.  

Tua pele não é campo, é mar aberto,  
e eu sou a onda que escolheu a praia,  
não para possuir, mas para, de perto,  
inventar um naufrágio que não saia.  

Quero o cheiro do outono em tuas costas,  
mas não o outono dos livros — o teu,  
o que cai das tuas mãos quando me soltas  
e me recolhes no que é meu.  

Os pássaros que olham não têm ciúmes:  
são testemunhas do que eu crio agora  
— um poema que não usa penas nem plumas,  
mas o ritmo da tua respiração que demora.  

E quando o verso enfim se desenrolar,  
não serei dona, nem flor, nem prado:  
serei o vento que te fez parar  
para escutar o teu próprio lado.  




  Cléia Fialho

sábado, 1 de julho de 2023