Vou prender tuas mãos acima da tua cabeça e te dominar,
sentir teu peito subir e descer na pressa de me ver chegar.
Não há espaço para disfarces sob a luz do abajur,
só a fome crua que acende o teu silêncio azul.
Me prende então, que teu peso é o chão que eu quero tocar,
me despe com os olhos antes mesmo de me tocar.
Minhas pernas te chamam no convite mais desejado,
pedindo teu toque firme, teu corpo colado.
Desço minha boca sem pressa pelo contorno do teu quadril,
provocando arrepios nesse teu corpo varonil.
Mordo de leve tua pele até te ver tremer,
sentindo teu arrepio começar a nascer.
Teus lábios me deixam louca, sem eixo, sem direção,
meus dedos se perdem no teu cabelo em pura paixão.
Enterro minhas unhas de leve nas tuas costas, puxando-te pra mim,
querendo que essa delícia nunca chegue ao fim.
Meu corpo inteiro agora procura o teu calor,
vou te receber sem medo, num golpe de puro amor.
Sentir teu corpo no meu, me preenchendo ao me encontrar,
ouvindo teu gemido baixo de prazer ecoar.
Você me invade e eu me entrego a essa dor bonita,
tua força me embala e teu ritmo me incita.
Pulso ao redor de ti, te prendendo em meu ser,
enquanto teu prazer se mistura ao meu prazer.
O encontro é intenso, pele com pele, animal,
não somos mais razão, somos puro instinto carnal.
Acelero o ritmo, fundo, até o ar faltar,
vendo teus olhos virarem na luxúria de me amar.
Eu me desfaço, meu corpo contrai num espasmo final,
teu calor me inunda num banquete sensual.
Gozamos juntas da vida, num grito surdo no escuro,
derretidas no suor desse amor tão puro.