TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 24 de fevereiro de 2024

SABOREIA-ME



Quero ser a tua sobremesa
Um sabor que te enlouqueça
Saboreia-me com toda avidez
Depois, devora-me com calidez.

Quero ser teu encanto
na doçura da paixão,
o sabor que permanece
ardendo no coração,
feito fruta madura
provocando tentação.

Prova-me sem pressa
na febre desse querer,
entre beijos e carícias
que fazem estremecer,
até que a noite inteira
se renda ao nosso prazer.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

UM ARREPIO DE PRAZER




No encontro dos corpos, um fogo aceso
Em cada toque, um arrepio de prazer
Sinto-te totalmente pulsante e teso
Nossos sentidos, num só intumescer.

No encontro dos corpos, tudo se desfaz,
e o mundo lá fora já não nos traz paz,
só resta esse fogo a nos conduzir
num ritmo antigo de querer e sentir.

Em cada contato, um tremor delicado,
um tempo suspenso, quase quebrado,
e a pele responde antes da razão,
seguindo o compasso da própria pulsação.

E quando se unem sentidos e arder,
já não há fronteira entre dar e receber,
somos apenas vertigem e calor
num só movimento de intenso amor…





  Cléia Fialho

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

CÚMPLICES DO PRAZER




No leito, corpos 
se enlaçam quentes
Paixão em chamas, 
desejo a arder
Suspiros e gemidos 
tão eloquentes
Cúmplices do prazer 
a nos envolver.

Teus olhos me prendem
em doce vertigem,
e a febre dos beijos
desfaz a razão,
como brisa noturna
trazendo a origem
dos sonhos guardados
no meu coração.

Na maciez da noite
o desejo floresce,
em toques suaves
de intensa emoção,
e cada carícia
silente aquece
a chama secreta
da nossa paixão.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

SINTO A ENERGIA



Ao sentir o vento em meus cabelos soltos
Sinto a liberdade a me envolver
Como ondas dançantes em saltos
Flutuo no ar, sem nada temer.

O vento acaricia meus fios ao passar
Levando consigo o passar do dia
Como uma dança leve a me embalar
Sinto a energia que em mim irradia.

Meus cabelos ao vento voam livres
Emoldurando meu rosto com suavidade
A brisa traz uma sensação que vibra
Uma conexão com a natureza em plenitude.

Que meus cabelos ao vento sempre estejam
Lembrando-me da liberdade que almejo e desejo.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

FORÇAS A FLORESCER



Caminho só, entre os nós, sob o céu a brilhar
Passos ecoam na estrada voam a se estender
Solidão, minha paixão companhia a vagear
No silêncio, ego inocêncio busca entender

Sozinha, descubro em mudo, forças a florescer.




  Cléia Fialho

O Experimental Quadra Estilizada é uma criação
do Poeta Haley Romario

domingo, 18 de fevereiro de 2024

FLORES AO VENTO




No prado, um manto alado de cores a brilhar
Flores ao vento, momento primaveral a encantar
Em cada pétala, sem medo, um segredo a desvelar
Cores que contam fulgores, histórias, sem cessar

Pasto florido, colorido, beleza a desabrochar.




  Cléia Fialho

O Experimental Quadra Estilizada é uma criação
do Poeta Haley Romario

sábado, 17 de fevereiro de 2024

DEDOS QUE LÊEM O MEU CORPO



Os teus dedos deslizam sobre mim  
como quem lê em braille  
a página mais secreta da minha pele.  

Cada poro é uma letra,  
cada curva uma frase suja,  
cada gemido uma palavra  
que só a ponta dos teus dedos sabe soletrar.  

Eles sussurram prazeres  
direto no meu nervo,  
contam histórias chulas  
de bocas abertas e coxas tremendo,  
deliciosas pornografias  
escritas só com o tato.  

A mão sobe lenta pela parte interna da coxa,  
para no limite exato  
onde o calor já é quase líquido,  
e depois continua,  
decifrando o alfabeto úmido  
que eu abro só para ti.  

Transformas a derme em arrepio,  
a respiração em soluço,  
a boca em gemido rouco  
que enche o quarto  
com o perfume denso do meu prazer.  

Os dedos entram,  
lêem mais fundo,  
viram páginas dentro de mim  
que eu nem sabia existir.  
Dois, três,  
curvam-se, procuram,  
encontram o ponto  
onde a frase se quebra  
e vira só êxtase.  

Eu arqueio,  
aperto as pernas contra a tua mão,  
quero que continues a ler  
mesmo quando a letra já está molhada demais,  
mesmo quando o livro inteiro  
está a tremer nas tuas mãos.  

E quando o gozo sobe,  
sobe como um grito  
escrito em braille quente  
pela tua pele contra a minha.  

Depois ficas quieto,  
os dedos ainda dentro,  
ainda a soletrar o meu corpo  
no silêncio suado  
que cheira a prazer puro.  

E eu, de olhos fechados,  
ainda sinto a história  
que tu acabaste de escrever  
em mim.




  Cléia Fialho