TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 10 de setembro de 2024

PEDE-ME TUDO



Pede-me a água  
que escorre quente entre as minhas coxas  
quando o desejo já rasga a pele por dentro.  

Pede-me o travo salgado  
da minha boca depois do beijo longo e sujo,  
o odor antigo do suor  
colado na curva do meu pescoço,  
no oco dos meus seios,  
no mato molhado que já lateja por ti.  

Pede-me a vertigem  
dos meus olhos que se fecham  
quando tu me olhas assim,  
com a certeza crua  
de quem já me fode por dentro  
só com o olhar.  

Pede-me a boca inchada,  
o rasto quente de saliva  
que desce pela minha garganta  
enquanto eu gemo o teu nome  
como uma cadela no cio.  

Pede-me que me dispas  
devagar,  
que me deites de bruços  
e enterres o rosto entre os meus seios,  
respirando fundo  
o meu cheiro de mulher  
como quem finalmente encontra ar  
depois de anos sem respirar.  

Pede-me que me percorras  
com a língua e com as mãos,  
que me invadas sem pressa,  
que me pressintas  
até eu tremer inteira,  
até o gozo escorrer pelas minhas pernas  
e eu te implorar mais fundo.  

Pede-me que eu te queira  
no meio da noite,  
sobre a língua,  
entre as pernas abertas,  
no fundo da garganta,  
engolindo tudo o que tu me deres.  

Porque tu és  
meu ciúme,  
meu perfil,  
minha fome,  
meu sossego,  
minha paz,  
minha aventura.  

Meu sabor,  
minha avidez,  
minha saciedade,  
minha noite,  
minha angústia,  
meu costume.  

Pede-me tudo.  
Eu já sou tua.  
Toda.  
Molhada.  
Pronta.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

O AMOR E A LUA



Na noite serena, o amor se revela,
Com a lua como testemunha e sentinela.
O coração bate forte, em melodia,
E o romance floresce na luz da lua fria.

Sob o manto estrelado, os olhos brilham,
Entrelaçados, os sonhos se destilam.
Cada beijo é um sussurro doce e leve,
E o amor, na lua, se entrelaça e deve.

A lua reflete o brilho dos sentimentos,
Ilumina os olhares e os momentos.
Em cada passo, uma promessa de eternidade,
No abraço lunar, encontramos a verdade.

Ao amanhecer, o amor não se apaga,
Na luz da lua, o coração se embriaga.
E na memória, ficará a noite encantada,
Onde o amor dançou sob a lua prateada.




  Cléia Fialho

domingo, 8 de setembro de 2024

EU ENCAIXO MEU CORPO NO TEU



Eu te desenho
no deslizar quente das minhas mãos,
e não é força, é feitiço,
é vontade que não cabe.

Ofegante,
tua pele me chama,
entregue,
sem pressa, sem medo,
me pedindo pra ficar.

Eu te trago pra mim num suspiro só
e fico ali, presa,
nó que não desata,
laço aceso que nos prende.

Eu encaixo meu corpo no teu,
osso no osso, fôlego no fôlego,
alimentando essa fome boa
de te cobrir toda,
de ser coberta toda por ti,

mulher que molda e é moldada,
que prende e quer ficar presa
nesse fogo que é só nosso.




  Cléia Fialho

sábado, 7 de setembro de 2024

ESCALAR-TE INTEIRO



Escalar-te lábio a lábio  
é a única subida que me completa.  

Começo na tua boca,  
onde o gosto já me desarma,  
desço pela curva do teu pescoço  
e encontro o lume breve  
que arde entre as tuas nádegas  
quando tu te arqueias sob as minhas mãos.  

Percorro o ventre,  
o peito largo que sobe e desce,  
o dorso quente  
onde os meus dedos se perdem.  

Enterro os olhos  
na pedra fresca dos teus,  
e entrego-me poro a poro  
ao furor da tua língua  
que me abre inteira.  

A minha mão esquece-se de ser mão  
e vira só desejo:  
desce até a festa dura,  
à fresta onde eu me abro  
à doce penetração  
das águas quentes que me enchem.  

Respiro como quem tropeça  
no escuro do prazer.  
Grito baixinho  
às portas da alegria  
e da solidão mais íntima.  

Porque é terrível  
e é glorioso  
subir assim às hastes da loucura,  
passar do fogo à neve  
e abandonar-me de vez  
nas ervas molhadas do teu corpo,  
onde eu me entrego  
e me deixo ser tomada  
até o fim.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

O BEIJO QUE SE PERDE NAS BRUMAS




Nas brumas da manhã, teu beijo é brisa,
Que dança suave sobre o meu querer,
Teus olhos são estrelas a brilhar,
E o toque das tuas mãos, pura delícia.

Nos teus lábios, sinto o doce mistério,
Que encanta e enfeitiça, sem fim,
Cada gesto teu é um suave jardim,
Onde o amor se faz eterno e etéreo.

A luz que nos envolve é de seda,
Em tua presença, o mundo se dissolve,
Paixão leve, mas quente igual labaredas
Que no teu corpo, com calma se resolve.

No calor de teu abraço, eu me perco,
A noite em nossos sonhos, se deita,
E cada toque teu, suave e acerco,
Faz da paixão um sonho que se aceita.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

AMOR QUE BRILHA NA ETERNIDADE



No abraço apertado, o amor se acende,
Teus olhos brilham como a luz do mar,
Teu beijo é chama pronta a nos queimar,
E o toque das tuas mãos me rende.

A noite desenrola o seu segredo,
Teus braços são o porto que me aquece,
E a paixão, que em nós nunca esmorece,
Nos guia ao sonho, livre, doce enredo.

No silêncio que envolve o nosso abraço,
Nossos corpos se unem, lentamente,
O prazer nos consome em doce laço.

Cada beijo floresce, brando e quente,
E no calor da noite, em pleno espaço,
O amor é luz que brilha eternamente.




  Cléia Fialho