TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

O COMOS SUSSURRA EM LÍNGUAS




Nas asas da aurora, além do tempo e espaço,
O espírito errante busca o seu abraço,
Na quietude do ser, o eco do universo ressoa,
Mergulhando fundo, onde a alma se entrelaça.

A floresta sussurra segredos ancestrais,
Enquanto os raios de sol dançam nos rios e vales,
Cada folha, uma página de sabedoria antiga,
Cada vento, um mensageiro que a verdade divulga.

Na busca pela essência, nas trilhas da mente,
Voo entre constelações, etéreo e eloquente,
O cosmos sussurra em línguas de estrelas e fogo,
Revelando mistérios que apenas os sonhos desdobram.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

VÍCIOS QUE INVENTAMOS NÓS DOIS




No fim eu ainda tremo em teu cheiro,  
Amanhecendo em teus braços,  
Com teu nome no meu travesseiro,  
Desfeita nos teus laços.  

Antes disso, o ápice tardava,  
Eu te pedia mais, sem pudor,  
E teu corpo em mim cavalgava,  
Me levando ao teu calor.  

A gente se mordia de desejo,  
De um jeito doce e violento,  
Tua saliva era meu beijo,  
Meu corpo teu unguento.  

Horas sem relógio, sem pressa,  
Suada, sem me entregar por completo,  
Uma luta que não cessa,  
Meu corpo e o teu a se rasgarem de tanto se amarem.  

Quebramos todas as regras,  
Inventamos nossa prova,  
Deixamos as almas cegas,  
A cada vontade nova.  

Eram ais, eram sussurros,  
Gemidos em profusão,  
Urros que viram murmúrios,  
Na nossa imensidão.  

Sem vergonha me beijavas,  
Numa entrega infinita,  
Inteira eu me devorava em ti,  
De um jeito que só excita.  

O quarto à meia luz aceso,  
Teus brinquedos, teu perfume,  
Teu aroma me deixa presa,  
No teu doce lume.  

No começo, só nós dois,  
Fêmea e macho na arena do amor,  
Uma noite toda tua,  
Num clima sedutor.




  Cléia Fialho

terça-feira, 17 de setembro de 2024

A GROSSERIA E A FALTA DE EDUCAÇÃO

Quão ruim é a sua cara de quase bunda?


Esse comentário é um exemplo clássico de desrespeito e falta de empatia. 
Usar uma expressão pejorativa como "cara de quase bunda" não só é ofensivo, mas também revela uma atitude mesquinha e desconsiderada em relação aos sentimentos dos outros. 
Em vez de buscar uma comunicação construtiva e respeitosa, esse tipo de comentário apenas serve para ferir e desvalorizar. 
É importante lembrar que todos nós temos nossas inseguranças e desafios, e o respeito mútuo é fundamental para uma convivência saudável e harmoniosa. 
Se você se deparar com algo assim, a melhor abordagem pode ser ignorar ou responder com maturidade, buscando sempre elevar o nível da conversa e promover a compreensão.

É triste quando nos deparamos com a grosseria e a falta de educação de pessoas que nem sequer tiveram a oportunidade de nos conhecer verdadeiramente. 
Esse comportamento não é apenas um reflexo da falta de respeito, mas também revela uma profunda insegurança e uma necessidade de afirmar uma superioridade ilusória. 
Muitas vezes, essas atitudes são manifestações de problemas internos que nada têm a ver conosco, mas que acabam nos atingindo de forma injusta. 
A verdadeira educação vai além das palavras e ações superficiais; ela está enraizada na empatia e na capacidade de reconhecer a humanidade nos outros. 
Em vez de se deixar abalar por atitudes desrespeitosas, é essencial lembrar que cada pessoa carrega uma bagagem e que, muitas vezes, a nossa resposta deve ser a compreensão e o afastamento, preservando a nossa própria dignidade e paz interior.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

domingo, 15 de setembro de 2024

sábado, 14 de setembro de 2024

O TOQUE É SUAVE



A cada curva, um segredo mora,  
Em cada sopro, a coragem se apoia.  
O aroma sobe, embriaga a alma,  
Um convite suave, que a noite acalma.

Na pele desliza como rio sereno,  
Revela jardins onde o tempo é pleno.  
Notas amadeiradas, toque de luar,  
Jasmim noturno vem para abraçar.

É confidência líquida, pele que fala,  
Sem palavras, a memória se instalha.  
Camada por camada, desabrocha o ser,  
Página antiga, pronta para se entregar.

Entre o crepúsculo e o amanhecer,  
Há uma flor que decide florescer.  
És tu, no espelho, que aprendeu a sorrir,  
Ao perfume que veio te redescobrir.

O toque é suave, mas marca a jornada,  
Cada gota é história, cada nota é alvorada.  
O pulso guarda universos pequenos,  
O peito respira silêncios tão plenos.

Lá fora o mundo perde sua urgência,  
Aqui, na essência, mora a permanência.  
Fecha os olhos, inala com tanta calma,  
E encontra no aroma a tua própria alma.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

A ESSÊNCIA FARROUPILHA NOS PAMPAS DO SUL




No pago, o céu reluzente,
De um setembro, a tradição,
Levantamos nossa frente,
Com orgulho no coração.
É a Semana Farroupilha,
Que o gaúcho vem honrar,
O pampa em fogo cintilha,
Revivendo o seu lutar.

Chimarrão ao pé da brasa,
Carreteiro no fogão,
Cada campo é nossa casa,
Berço forte da nação.
O lenço vermelho acena,
Lembrança da rebeldia,
De quem fez com honra plena
Nossa pátria em valentia.

Nas estâncias, a memória,
Desses bravos a pulsar,
Nosso orgulho é a história,
Que jamais vai se apagar.
Entre cavalo e campeiro,
Nos fandangos e tropeadas,
Segue vivo o verdadeiro,
Espírito das jornadas.

O Rio Grande é resistência,
No couro cru e na fé,
Nossa luta, nossa essência,
No braço firme e de pé.
Assim honramos o brio
De quem tanto se entregou,
Farroupilha é desafio,
Que o gaúcho sempre enfrentou.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 12 de setembro de 2024