TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sábado, 24 de janeiro de 2026

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

LAÇO SOLAZ



Aos amigos poetas que partiram para além do véu
Nossos corações ecoam em lamento, o que é fiel
Suas palavras como estrelas, ainda brilham no céu
Na imortalidade da poesia, encontram seu papel.

Em cada verso que criaram, deixaram um legado
Suas almas sensíveis, com talento abençoado
Rimas e metáforas, as almas voam com encanto
Como pássaros livres, em busca de outro rencanto.

Eles encontraram paz nas letras e nas rimas
Em versos que ecoam pelas épocas e climas
Seus poemas nos tocaram, nos fizeram refletir
Palavras que deixaram, seu espírito há de persistir.

A poesia é o vínculo que transcende o tempo
Unindo-nos a eles, em um laço de sentimento
Aos amigos poetas que agora repousam em paz
Nossos corações os honram, fazendo este laço solaz.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

SOU FEITA DE CHAMAS



Sou feita de chama,
mas também de calma,
em meus passos dançam
tempestade e alma.

Se minha boca atiça
o fogo do teu querer,
é porque levo no beijo
o segredo do prazer.

Meus olhos profundos
guardam mares e lua,
quem neles se lança,
nunca sai da rua.

Coxas que abraçam
com força e ternura,
sou carne que pulsa,
mas também sou cura.

Pecado talvez,
mas nunca em vão…
sou livre, sou brisa,
sou fogo na mão.

Meu corpo é poesia
que só rima com verdade,
não me basta o desejo —
preciso de lealdade.

Mistério, encanto,
sou mulher inteira.
Mas só me dou ao amor
que não me põe em algema.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUlCE

Você é paixão e calma,
tempestade e brisa, fogo e água,
carne e alma, luxúria e poesia,
prostituta e mulher virgem
em todas as suas formas.

 GRATIDÃO 
    Linda interação do Amigo Poeta A.S.

    Ahhh!... As tuas palavras atiçam,
    escorrem na pele, levantam tesão...
    Um doce pecado, silencioso e cúmplice,
    o sabor oculto
    o prazer do enlace
    o deslumbrado abandono
    o desejo solto nos lábios,
    onde o sol se acende,
    o fogo inunda...
    e o prazer se derrama!...

     GRATIDÃO 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

CHEIRANDO A CIO




 Derramo em ti o leite grosso da minha noite,  
selo tua cova com o tambor mais bruto das veias,  
e tu ficas —  
marca gravada a fogo,  
costura aberta,  
no estrago dos panos onde a gente se desfez.  

Teu corpo é a folha que eu rasgo com a língua,  
teu suor é a tinta que borra o que escrevemos.  
Não há redenção, só o gosto do sal,  
só o embate de quadris, só o choque de osso com osso.  

Eu te planto no meu centro como um grito,  
e tu brotas, raiz quente, veia pulsando,  
até que o colchão vire terra,  
até que o quarto vire mata,  
até que a madrugada nos engula  
— dois animais no mesmo buraco,  
cheirando a cio e a fim.




  Cléia Fialho

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

GOZO MUITO LOUCO



Totalmente nua
tão fêmea e tão sua...
Minha pele arrepiada
meus sentidos em alerta...
 
Minha fenda já molhada
pro seu pene sou oferta...
Felino canibal
obsceno animal...
 
Seus gemidos coléricos
meus gritos histéricos...
Pressagiam pouco a pouco
nosso gozo muito louco...




  Cléia Fialho

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

ESTE QUERER SELVAGEM



 Faz-me frouxa nos joelhos
esta tua ausência que me despe,
faz-me abrir as mãos sem defesa
no meio do dia mais banal.

Mas continuo em pé pelo tesão antigo,
pelo fogo que arde em mim mesmo sem lenha,
pela memória obscena das tuas mãos
a subirem por baixo do meu vestido escuro.

Ser tua dói-me na alma com prazer —
é lâmina que abre e mel que fecha,
é açoite que arde e beijo que embala,
é súplica calada e grito rasgado.

Frágil.
Firme.
Faminta.
Levanta-se em mim este querer selvagem,
esta cadela solta a rondar-me por dentro,
esta fêmea rouca que aúlla o teu vulto.

Da paixão que me rasga o peito com dentes,
do amor bestial que me devora inteira,
sinto do teu corpo este desejo antigo,
esta sede visceral que só a tua carne aplaca.

A tua ausência é deserto salgado nas minhas coxas,
areia rasgando o vale onde o meu ventre acorda,
enquanto o oásis molhado dos teus braços
é a única água que me mata a secura.

E ergue-se em mim um sorriso obsceno,
e ergue-se em mim este apetite absoluto,
esta vontade louca de te ter dentro,
fundo,
já,
sem tréguas nem pudor nenhum.




  Cléia Fialho

domingo, 18 de janeiro de 2026

FRONTEIRA DO REAL E IMAGINADO



Na fronteira do real e imaginado
A loucura se insinua, um mundo encantado
Labirinto de pensamentos que dançam sem freio
Na loucura, a mente se perde em seu próprio enleio.

Cores vibrantes como fogo no céu noturno
A loucura pinta paisagens de um sonho profundo
Risos e suspiros ecoam em harmonia selvagem
Nesse universo a razão é apenas uma miragem.

As estrelas sussurram segredos inaudíveis
A lua sorri com olhos impassíveis
No palco da loucura, o tempo se desfaz
O real se transforma em um caleidoscópio audaz.




  Cléia Fialho

sábado, 17 de janeiro de 2026