TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 9 de junho de 2026

CHAMA NA PENUMBRA



Na penumbra do quarto a pele arde,
Teu corpo ao meu se entrega em ardor,
Cada toque desvenda, sem alarde,
Os segredos profundos do amor.

No compasso da noite, a dança cresce,
Beijos pairam suaves pelo vento,
Cada curva em poesia resplandece,
E o desejo governa o firmamento.

A lua espia à fresta da janela,
Silente guardiã da chama acesa,
Ouve gemidos doces na viela.

E ao final da paixão que nos consome,
Nossas almas repousam na beleza
Desse fogo sem fim que traz teu nome.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 8 de junho de 2026

IDIOMA DA PELE


No encontro dos corpos
a noite aprende outro idioma.

Há fogo no toque,
há febre no silêncio entre um beijo e outro,
como se a pele escrevesse poemas
antes mesmo das palavras nascerem.

Teus lábios chegam famintos,
e eu me perco nesse instante
em que desejo e ternura
deixam de ser coisas separadas.

Nossos corpos dançam devagar,
às vezes urgentes,
às vezes suaves como maré noturna,
inventando uma música
feita de respiração, arrepio e entrega.

Tuas mãos percorrem caminhos secretos,
acendem constelações sob minha pele,
e cada suspiro parece abrir
mais espaço para o infinito.

Não há medo aqui.
Só dois corações incendiados
atravessando a madrugada
como quem descobre o amor
pela primeira vez —
intenso, ousado, inteiro.

E entre gemidos baixos
e versos sem medida,
nos amamos assim:
livres,
ardentes,
profundamente vivos.





  Cléia Fialho

domingo, 7 de junho de 2026

NOS BRAÇOS DA TEMPESTADE



A chuva cai suave, o céu a chorar,
Mas dentro de mim, só amor a pulsar.
O frio envolve o corpo em seu abraço,
E tu, meu amor, és o meu mais doce laço.

A cada gota que toca o chão,
Aumenta o fogo da nossa união.
Nos teus olhos, o brilho de quem sente,
O desejo que arde, quente e ardente.

Chuva e frio, o cenário perfeito,
Para o amor se fazer no leito.
Nos envolvemos em uma dança suave,
E cada toque, cada suspiro, é chave.

Nada mais importa, só nós dois,
Desfrutando do calor que é só nosso, depois.
A tarde é nossa, e a noite também,
Juntos no prazer que se torna um bem.

Vem, amor, e repousa nos meus braços,
Deixa a tempestade passar entre abraços.
No nosso refúgio, não há mais limites,
Só amor e carinhos, em mil infinitos.




  Cléia Fialho

sábado, 6 de junho de 2026

SOMOS POESIA E PRAZER



No leito da sedução
nossos desejos a explodir
Somos poesia e prazer
sem medo de nos permitir.

Teu beijo, um convite
para o êxtase a nos conduzir
Em versos vocábulos sensuais
nosso amor a seduzir.

Na dança cálida da noite,
teu corpo a me consumir,
feito chama em desatino
difícil de resistir.

E entre carícias e suspiros,
num doce e lento fluir,
somos dois astros ardentes
nascidos para sentir.

 



  Cléia Fialho

sexta-feira, 5 de junho de 2026

INCENDEIA MEU CORPO



Teus olhos profundos
como estrelas a cintilar
Desvendam segredos
que queremos revelar.

Teu toque suave
como brisa a acariciar
Incendeia meu corpo
não consigo disfarçar.

Teus sussurros em meu ouvido
fazem meu mundo silenciar,
e em cada doce instante
vejo o amor se derramar.

Na dança dos nossos sonhos,
sob o luar a nos guiar,
nossos desejos se encontram
como ondas beijando o mar.

 



  Cléia Fialho

quinta-feira, 4 de junho de 2026

O TEMPO REPOUSA



Contigo os dias brilham mais fortes,  
Sonhos que dançam, mudando a sorte,  
Voamos juntos sem direção,  
Na bússola louca do coração.  

Teu riso é brisa que me acalma,  
Teu toque é chama que aquece a alma,  
Nosso amor rompe o impossível,  
Tão real quanto o invisível.  

És o poema que a vida escreveu,  
O verso secreto que a vida me deu,  
Em cada gesto, o mundo se alinha,  
Meu céu começa onde tua mão caminha.  

Só com você, o tempo repousa,  
A dor se cala, a paz se pousa,  
E nesse abraço que não tem fim,  
O amor floresce dentro de mim.  




  Cléia Fialho

quarta-feira, 3 de junho de 2026

OLHARES CRUZADOS



No toque suave, desejo se inflama,
Olhares cruzados, ardor que chama,
E o fogo no peito já proclama.

Lábios que sussurram promessas ao ar,
Mãos que desenham mapas de morar,
Pulsos que se encontram, tempo a dobrar.

Respira a noite, envolvem-se as fibras,
Silêncios viram música entre sombras e brisas,
O desejo vive em nós, ardente, vive!
E o mundo se fecha em nossos giros livres.

Queime a vergonha, acenda a ventura,
Cada toque é ânsia, cada gesto é cura,
Somos brasas antigas em nova ternura.

Sussurros ao vento, convite velado,
Pele que anseia, um arrepio ao lado,
Corpos que dançam num ritmo marcado,
O tempo suspira, eterno e encantado.




  Cléia Fialho

terça-feira, 2 de junho de 2026

TRILHA ENVOLVENTE



No toque que acende o desejo ardente
Os corpos se encontram em doce chama
Suspiros sussurram em trilha envolvente.

Pele na pele, um fogo que clama
Olhares que dizem o que a voz não ousa
Beijos profundos em paixão confusa
Onde o amor se faz e se derrama.

No ritmo febril da noite serena
Mãos desenhando caminhos secretos
Entre arrepios de seda e poema.

E enquanto o silêncio recolhe os afetos
Fica no ar a fragrância pequena
De dois corações em laços inquietos.





  Cléia Fialho