quarta-feira, 17 de junho de 2026
CURVAS QUE SE DESENHAM
terça-feira, 16 de junho de 2026
ÊXTASE DIVINO
segunda-feira, 15 de junho de 2026
ENTRE VERSOS E DESEJOS
vestida de estrelas e silêncios,
enquanto a poesia desperta
na pele inquieta das palavras.
Os versos giram livres,
como mãos procurando abrigo,
como olhares que se reconhecem
antes mesmo do toque.
Há um perfume de desejo
escorrendo pelas entrelinhas,
uma chama suave
que dança sem pressa
na curva dos sentimentos.
Corpos imaginados se aproximam
no ritmo secreto da poesia,
e cada frase desenha
carícias invisíveis
sobre a memória do amor.
Sussurros passeiam pelo vento,
quase confissões,
quase pecado,
quase ternura demais
para caber no peito.
Então a poesia se despe
de toda timidez,
e permanece apenas a entrega:
dois corações ardendo
sob o mesmo céu,
na delicada vertigem
de serem desejo e verso
ao mesmo tempo.
domingo, 14 de junho de 2026
TEU SUOR DESLIZA
sobre o meu,
como duas águas
que se encontram
e deixam de ser separadas.
Desejo tuas mãos
percorrendo lentamente
cada silêncio da minha pele,
cada estremecer escondido
em mim.
Não sei esquecer.
Enquanto o tempo tenta apagar,
meu corpo recorda
o calor do teu alento
junto ao meu ouvido,
como um sussurro
que ainda vive.
Olho para ti
e te vejo diferente,
como se o amor
tivesse aberto novas janelas
dentro dos meus olhos.
Teu suor deslizava
sobre a pele morena
e minha sede aumentava
na distância mínima
entre teus braços e os meus.
“Agora…”
gritavam minhas mãos.
“Agora…”
implorava minha pele em febre.
Meu corpo ardia por ti
como chama indomável
na primeira noite
em que descobri
o mistério do desejo.
E foi assim…
entre o céu e o mar,
entre o pecado e a inocência,
que senti nascer
o amor verdadeiro
dentro de mim.
sábado, 13 de junho de 2026
URGÊNCIA DOS DESEJOS
Vem…
meu coração ainda te chama
com a urgência dos desejos
que ficaram suspensos no tempo,
esperando teus beijos
como quem espera o amanhecer.
Vem,
que meus braços guardam
o espaço exato do teu corpo,
e minha alma deseja perder-se
na intensidade do teu abraço
e na essência do teu ser.
Deixa-me tocar teus silêncios,
desnudar teus pensamentos,
confundir teus sentidos
com a febre doce dos meus arrepios.
Percorre minha pele
como vento em noite de verão,
mistura-te aos meus sóis e luas,
às estrelas derramadas
entre teu corpo e o meu.
Meus lábios te procuram
mesmo na ausência,
gritam teu nome em segredo
a cada segundo distante,
a cada vontade contida.
Marca em mim
a lembrança das tuas mãos,
como selo de pertencimento,
como promessa silenciosa
de entrega e desejo.
Do teu olhar ao meu,
do teu querer ao meu consentir,
que não existam barreiras,
nem medos, nem pudores.
Vem para mim…
porque meu coração te chama
em chamas,
e o amor não sabe esperar.
sexta-feira, 12 de junho de 2026
NO LIMITE DO SENTIR
Faço de ti presença intensa nos meus limites,
onde o desejo deixa de ser controle
e vira vertigem.
Te entrego aos meus excessos mais humanos,
não como culpa,
mas como travessia —
um mergulho fundo no que pulsa sem nome.
E deixo tua boca me atravessar em sensações
que desfazem o silêncio do corpo,
como se cada instante
quebrasse um pouco mais as fronteiras
do que eu sabia sentir.
Entre respirações e pausas que tremem,
me reconheço em teus gestos,
e me perco neles também,
como quem aceita o risco
de existir com intensidade demais.
Não há mártir, não há algoz —
apenas dois corpos conscientes
da própria fome de sentir,
se encontrando no ponto exato
onde o excesso
vira linguagem.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
VIAJAR PELA TUA PELE
Permite que eu viaje pela tua pele
devagar,
como quem atravessa um território sagrado
feito de silêncio e calor.
Quero saciar-me da tua presença
até que o mundo perca forma
e reste apenas o instante
em que dois corpos se reconhecem.
Deixa-me te cobrir de carícias
sem pressa,
entre beijos mornos que aprendem teu contorno
como se cada centímetro teu
fosse um verso recém-descoberto.
Quero deslizar meus lábios por ti
como vento suave em superfície quente,
sentindo tua pele responder
ao menor toque,
ao menor suspiro.
Que meus dedos despertem em ti
ondas de arrepio,
e que esse movimento silencioso
se transforme em linguagem
entre o teu corpo e o meu.
Permite que tua respiração me encontre,
que teus sons baixos preencham o espaço
onde não há mais controle,
apenas entrega e presença.
Quero te olhar no limite da intensidade,
ver teus olhos acesos
como farol em noite aberta,
enquanto te conduzo
a esse lugar onde o pensamento cede
e o sentir assume tudo.
E então me perder nos teus segredos
sem mapa, sem retorno,
apenas esse mergulho lento
onde cada toque é profundidade
e cada instante
um modo de desaparecer em ti.
quarta-feira, 10 de junho de 2026
VERTIGEM DO TEU CORPO
Te quero agora,
sem distância,
sem demora,
como a chuva quer a terra seca
antes da tempestade cair.
Meu corpo te chama
num idioma antigo,
feito de arrepios,
respiração falha
e desejos que queimam por dentro.
Imagino tuas mãos
percorrendo minha pele
como quem conhece caminhos secretos,
e teus beijos — fundos, lentos —
desfazendo toda a pressa
enquanto me incendiamos juntos.
Tua voz rouca
atravessa a noite
e encontra em mim
um lugar onde o desejo floresce
sem medo,
sem medida.
Há um calor crescendo,
um mar inquieto sob a pele,
uma vontade que transborda
e já não cabe no silêncio.
Então vem.
Vem como vento forte,
como fogo em madrugada fria,
como quem sabe exatamente
onde tocar
para transformar saudade
em vertigem.
E me abraça inteira,
até que não exista mais
teu corpo e o meu —
apenas essa chama viva
nos consumindo devagar.
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