uma folha em branco, silenciosa,
onde repouso a pressa do mundo
e me encontro em traços lentos.
Nela escrevo, já cansada de palavras,
o meu poema mais íntimo,
feito de pausas e respirações,
de tudo o que em mim não sabe calar.
Ou então tua pele se torna tela viva,
onde me derramo em aquarela,
cores que escorrem sem controle,
e eu me perco — inteira — dentro dela.
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