domingo, 21 de junho de 2026
ENLACE PROFUNDO
sábado, 20 de junho de 2026
ENTREGA SILENCIOSA
e ao teu manjar me abandono sem medida.
E então compreendo, em doce maré,
que tu és a água que move o que eu sou —
até o que eu não sei que é.
como quem se dissolve em bruma amorosa.
Teu nome me corre por dentro, lento,
feito rio que não conhece o seu próprio leito.
sou cheia e vazia no mesmo momento.
Pois em ti me perco e me reencontro inteira,
maré que não sabe de outra fronteira.
sou o antes, o agora, e o que vem mais.
E nesse vai e vem do nosso sentir,
aprendo contigo o verbo de existir.
sexta-feira, 19 de junho de 2026
MEU POEMA MAIS ÍNTIMO
uma folha em branco, silenciosa,
onde repouso a pressa do mundo
e me encontro em traços lentos.
Nela escrevo, já cansada de palavras,
o meu poema mais íntimo,
feito de pausas e respirações,
de tudo o que em mim não sabe calar.
Ou então tua pele se torna tela viva,
onde me derramo em aquarela,
cores que escorrem sem controle,
e eu me perco — inteira — dentro dela.
quinta-feira, 18 de junho de 2026
O SILÊNCIO DA PAIXÃO
feito brisa no verão,
e acendeu em minha pele
o silêncio da paixão.
Tuas mãos, em lento toque,
desenhavam sensação,
como quem conhece os segredos
guardados no coração.
A noite vestiu perfume,
lua clara no jardim,
e o desejo, tão sereno,
fez morada dentro em mim.
Teu sorriso me percorre
como vinho aquecedor,
numa dança delicada
entre a chama e o pudor.
E no encontro dos instantes,
sem promessas, sem alarde,
nossos corpos eram versos
se beijando pela tarde.
quarta-feira, 17 de junho de 2026
CURVAS QUE SE DESENHAM
terça-feira, 16 de junho de 2026
ÊXTASE DIVINO
segunda-feira, 15 de junho de 2026
ENTRE VERSOS E DESEJOS
vestida de estrelas e silêncios,
enquanto a poesia desperta
na pele inquieta das palavras.
Os versos giram livres,
como mãos procurando abrigo,
como olhares que se reconhecem
antes mesmo do toque.
Há um perfume de desejo
escorrendo pelas entrelinhas,
uma chama suave
que dança sem pressa
na curva dos sentimentos.
Corpos imaginados se aproximam
no ritmo secreto da poesia,
e cada frase desenha
carícias invisíveis
sobre a memória do amor.
Sussurros passeiam pelo vento,
quase confissões,
quase pecado,
quase ternura demais
para caber no peito.
Então a poesia se despe
de toda timidez,
e permanece apenas a entrega:
dois corações ardendo
sob o mesmo céu,
na delicada vertigem
de serem desejo e verso
ao mesmo tempo.
domingo, 14 de junho de 2026
TEU SUOR DESLIZA
sobre o meu,
como duas águas
que se encontram
e deixam de ser separadas.
Desejo tuas mãos
percorrendo lentamente
cada silêncio da minha pele,
cada estremecer escondido
em mim.
Não sei esquecer.
Enquanto o tempo tenta apagar,
meu corpo recorda
o calor do teu alento
junto ao meu ouvido,
como um sussurro
que ainda vive.
Olho para ti
e te vejo diferente,
como se o amor
tivesse aberto novas janelas
dentro dos meus olhos.
Teu suor deslizava
sobre a pele morena
e minha sede aumentava
na distância mínima
entre teus braços e os meus.
“Agora…”
gritavam minhas mãos.
“Agora…”
implorava minha pele em febre.
Meu corpo ardia por ti
como chama indomável
na primeira noite
em que descobri
o mistério do desejo.
E foi assim…
entre o céu e o mar,
entre o pecado e a inocência,
que senti nascer
o amor verdadeiro
dentro de mim.
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