TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

quarta-feira, 15 de julho de 2026

QUERO OUTRA VEZ


Ainda preciso confessar que o meu coração te chama
Que a saudade me derrama
E não me deixa descansar
Toda noite, em pensamento, você retorna.

E ao menor som na porta
Corro achando te encontrar.

Tenho tanta coisa presa aqui no peito
Da carência, do meu jeito
De sofrer sem teu calor
Me perco nas lembranças dos teus abraços
E ainda sinto em meus braços
A doçura do teu amor.

Quero outra vez provar teus lábios nos meus
Ver teu olhar dizendo os segredos teus
Sentir teu corpo estremecer junto ao meu
Enquanto o tempo para só pra nós dois.

Quero teu toque percorrendo a minha pele
Teu abraço me envolvendo devagar
E ouvir bem perto, entre suspiros e desejos
Que em teu mundo
Meu lugar é te amar.





  Cléia Fialho

terça-feira, 14 de julho de 2026

DO TEU AMOR


Uma tempestade de memórias
Deságua sobre a minha solidão
E junto nasce uma doce esperança
Iluminando o fundo do coração.

Teu retrato sobre o vidro
É um fragmento de ilusão
Na cama ficou teu perfume
Misturado à recordação.

E nesta noite tão intensa
Até a Lua chama por ti
Amor verdadeiro não se esconde
Desculpa — eu não sei mentir.

Meu pensamento chama teu nome
Meu corpo procura teu calor
Sou falha, humana, cheia de desejos
E sobrevivo apenas do teu amor.
— Do teu amor —

Hoje teus olhos já não me enxergam
Nem encontro abrigo no teu olhar
Agora faz frio dentro do peito
E a saudade insiste em machucar.

O céu e a terra parecem se tocar
Mas eu já não posso te alcançar
Vivo perdida entre perguntas
Sem nenhuma resposta pra encontrar.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 13 de julho de 2026

— TE AMO —


Quero entender de vez esse turbilhão no coração
Por que você insiste em morar na minha emoção?
Quando cruzo o teu olhar, tudo em mim ganha luz
Meu corpo inteiro arrepia, como chama que seduz

É um sentimento intenso, difícil de explicar
Que acelera o peito só de te encontrar
E nada disso muda

Algo tão diferente eu jamais vivi
Como se o amor lançasse encantos sobre mim
Sem deixar mais dúvidas

Percebi que em você encontrei meu complemento
E hoje só desejo confessar meu sentimento
— Eu te amo — eu te amo —

Está tão claro no meu jeito de te olhar
Que não consigo mais tentar disfarçar
Preciso de você, eu te amo, eu te amo

Quem diria que um dia aconteceria assim
De repente o amor floresceria em mim
Como um sonho que não terá final

Quando estou contigo o mundo perde a razão
Só quero o doce abrigo do teu beijo e tua paixão
E o meu coração repete sem parar:
— Te amo —

Só eu conheço a força desse amar
Desse amor tão grande dentro do meu olhar

E o meu coração continua a sussurrar:
— Te amo —





  Cléia Fialho

domingo, 12 de julho de 2026

MEU CORAÇÃO


Meu coração vive se perdendo
Quando ama, não sabe se cuidar
Mesmo em paz, insiste em reviver
Velhas histórias guardadas no olhar.

Meu coração parece uma criança
Tão frágil, sozinho e sonhador
Se apega a quem não lhe pertence
E espera em silêncio por amor.

Amanhã quero nascer diferente
Vestir coragem na alma inteira
Deixar para trás minhas lembranças
Os medos - as falsas esperanças
E esse sentimento
— sem verdade verdadeira —

Meu coração tão inconsequente
Às vezes me faz acreditar
Se lança inteiro, ama sem medida
Sem perceber o risco de se entregar.

Quero distância dessas paixões intensas
Que me confundem e me fazem cair
Desses amores breves e vazios
Que passam como ventos frios
Mas deixam cicatrizes por onde partir.





  Cléia Fialho

sábado, 11 de julho de 2026

SEM DEIXAR DE TE QUERER



No silêncio da madrugada,
a chuva insiste em cair
— eu lamento —
O vento dança na janela
E o frio invade meu peito, 
te procuro a todo momento.

Tento dormir pra esquecer
Mas em sonhos volto a te encontrar
— ilusão —
Alguns instantes distante de você
Viram eternidade dentro do coração.

Minha alma chama pela tua
Quer teu abraço junto à minha lua
Pra afastar de vez essa solidão.

Como o encontro do céu e do mar
Nós dois perdidos a nos amar
Entre carícias e doce paixão.

Já não consigo viver desse jeito
Esse desejo explode no peito
E o sabor do teu beijo ardente
Ainda insiste em permanecer.

Já não consigo viver assim
Traz de volta o que levou de mim
E leva embora essa saudade
Que aos poucos tenta me vencer
Pois sigo sem deixar de te querer.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 10 de julho de 2026

SEJAS MEU — AMOR


De onde nasce esse riso encantador
Esse olhar travesso e sonhador
Tentando em mim se revelar.

De onde brota esse amor inquietante
Esse querer tão dominante
Essa hesitação no olhar.

De onde surge essa vontade repentina
Que explode e desafina
Sem medida pra parar.

De onde vem tanta dúvida perdida
Essa estrada confundida
Esse receio de se entregar.

Sejas meu — amor
Deixa-me realizar em ti o meu querer
Sejas o meu caminho
Meu desejo - ser tua mulher.

Sejas meu — amor
Quero habitar a tua emoção
Sejas meu doce destino
O guardião do meu coração.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 9 de julho de 2026

TEUS OLHOS


Teus olhos são clarões na madrugada,
Cortando a névoa fria do caminho,
Como dois astros na distância calma
Guiando os passos meus sozinhos.

Teus olhos são fachos reluzentes,
Indicando ao coração abrigo,
Como chamas acesas docemente
Iluminando o meu destino.

Teu olhar carrega um doce enigma,
Como o sereno ao tocar a flor,
Sopro leve embalando minha alma
Com perfume de amor.

Teu olhar desperta encanto e desejo,
Água pura da nascente viva,
Brisa suave das primeiras horas
Que renova a minha vida.

Teu olhar é constelação brilhando,
Derramando luz sobre o meu ser,
Como um rio correndo sem descanso,
Paixão eterna a florescer.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 8 de julho de 2026

MINHA INSANIDADE


Como um delírio, como correnteza
Vai tomando conta de mim
Me abandono sem defesa
Como quem chegou ao fim
É minha insanidade.

É o vento levando embora a tormenta
É a chuva regando a dor que me atormenta
É minha insanidade.

É um amor sem remédio
Uma força sem freio
Um grito ecoando dentro do peito
É minha insanidade.

Como ave de asas feridas
Como alma sem saída
Meu coração se desfaz em dor.

A solidão bate à porta
E a paixão já criou rota
Faz crescer ainda mais meu sofrer.

Como um rio perdendo o curso
Como um céu ficando escuro
Meu coração desaprendeu viver.

Como vidro estilhaçado
Como um sonho abandonado
Vou seguindo sem saber por quê.





  Cléia Fialho