TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

terça-feira, 17 de março de 2026

POESIA DO COSMOS



Cada folha que cai revela a vida em movimento
Enquanto as estrelas dançam no infinito tempo
Somos parte do universo, em laços tecidos
Onde pensamentos e suspiros são ritmos unidos.

A verdade é caminho, não só um lugar
Em cada experiência, há algo a encontrar
Na poesia, encontro a alma a fluir
Ecoando além do que posso sentir.

Nos versos, atravesso o tempo e o espaço
Abraço o divino num terno laço
Nas palavras, ouço o som do universo inteiro
Onde a poesia revela o que é verdadeiro.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 16 de março de 2026

ALEGRIAS PLENAS




Vem amor ... senta comigo
Tenho o desejo de estar contigo.
Aqui... debaixo desta sombra
 Desmantelar o receio que assombra...

De um dia não poder mais ver
Tanto que nem posso conter
O brilho do seu doce olhar
 As lágrimas em minha face rolar.

Quero dizer-te suave em seu ouvido
Meu amado... meu querido
Juras incontáveis e eternas de amor
 Estar com você seja onde for...

Considerando nós dois apenas
Momentos de alegrias plenas
E o futuro que nos espera
 Onde somente a paixão impera.




  Cléia Fialho

domingo, 15 de março de 2026

sábado, 14 de março de 2026

FUTURO IMPRECISO



O meu coração te sente
 e meu corpo te procura
 semeando em minha mente
 hiatos de loucuras...

 Como dói este sentimento
 de ter você tão ausente
 estilhaçando cada momento
 que te imagino aqui presente...

 Por companheira a solidão
 e a reminiscência do seu sorriso
 tomada por grande emoção
 de um futuro impreciso.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 13 de março de 2026

APODERO-ME DE TI



Cravo garras no teu corpo dobrado,
faço meus os teus suspiros ofegantes,
transformo cada gemido teu em bandeira branca
hasteada sobre os lençóis do nosso motim.

Nos golpes ritmados de dois ventres em súplica,
que agonizam por rebentar em jorros,
avanço fundo, retorno molhada, retomo o compasso,
sinto-te tremer no compasso maldito da minha fome.

Fazes-me delirar. Fazes-me obscena. Fazes-me tua.

Escorro por ti como maré espessa,
num apoderar-se salgado, faminto, urgente,
consentido pelas nossas peles esfoladas,
condenado pelos manuais do decoro,
mas obscenamente, deliciosamente nosso.

Deslizo por ti em cio absoluto,
abro-te o rasgo por onde te habito,
enrosco-me em cada nervo do teu corpo
até me tornar febre por dentro dos teus ossos.

Absorve-me sem contenção nenhuma,
bebe-me até à última gota,
guarda-me na tua carne para sempre —
tatuagem viva, cicatriz que pulsa,
poema visceral gravado a dente e unha
na pele mais funda da tua alma.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 12 de março de 2026

CREPÚSCULO DE VOLÚPIAS



Nossos beijos sensuais e ardentes
esquentam o frio da madrugada
nossos corpos em cio jacentes

Fremem em nossa doce pousada
crepúsculo de volúpias quentes
aurora luxuosa e prateada

E as estrelas incandescentes
iluminam a nossa alvorada.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 11 de março de 2026

NO ABRAÇO DE TUA CARNE




Cada impulso que atravessa minha pele,
É uma promessa feita em língua quente,
Teus gemidos rasgam o ar, revelam-se,
Misturam-se ao suor, ao toque ardente.

Me embriago no abraço de tua carne,
Na corrente líquida que escorre fundo,
Sinto tuas mãos que apertam, que ardem,
Quase no limite do mundo.

O tato é fogo que incendeia e consome,
O calor é mar que invade e envolve,
Cada encontro é chama que não some.

Somos pele, suor, desejo que dissolve,
Na entrega feroz, no toque voraz,
Somos o instante que jamais se desfaz.




  Cléia Fialho

terça-feira, 10 de março de 2026

AMOR QUANDO DESCE PRO CORPO



O amor quando encosta
Não pede explicação
Borbulha fervente na pele
Que causa inundação.

Inundação de desejo
Que o corpo faz tremer
Querência louca de te ter
Ah que delícia
É te querer.

Te querer é tão gostoso
Tem gosto de pecado e mel
Faz da boca travessia
Teu corpo é pedacinho de céu.

Céu fechado no quarto
Noite de pele suada
Que nessa vida
Sempre tenhas
Minha boca na tua madrugada.




  Cléia Fialho