🐾 "TOCA DA LEOA" 🐾 SENSUALIDADE & EROTISMO À FLOR DA POEISA 🌶️ 🔞 🌶️

🐾 SE EU FOSSE FALAR EM POESIA E NAS MINHAS VONTADES 🐾 AFRODITE NEM EXISTIRIA E KAMA SUTRA SERIA BOBAGEM 🐾


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

SELVAGENS NA CABANA




A cabana isolada no meio da noite parecia respirar pecado. 
O cheiro de madeira úmida misturava-se ao suor que já escorria antes do primeiro toque. 
Ele a empurrou contra a mesa rústica, o som da madeira rangendo acompanhava cada gesto brutal. 
Sua boca percorreu cada curva, mordendo, sugando, rasgando, enquanto as mãos a prendiam contra o frio da superfície áspera.

Ela, faminta, se ergueu sobre ele, cavalgando sem clemência, unhas cravadas no peito, gemidos brutos que ecoavam como trovões dentro das paredes estreitas. 
O teto baixo vibrava com cada movimento, e a cabana inteira se tornava cúmplice da selvageria.

Ele a virou de repente, pressionando-a contra a janela empoeirada. 
O vidro mostrava apenas sombras da mata, mas dentro, cada estocada era brutal, cada gemido uma explosão que fazia o espaço tremer como se fosse parte da guerra.

Ela, em transe, mordia o pescoço, arranhava os braços, exigia mais. 
O espaço pequeno intensificava a violência: não havia fuga, não havia pausa, só luxúria explícita. 
O cheiro de suor e saliva impregnava o ar, transformando a cabana em altar profano.

No fim, ambos desabaram sobre o chão de madeira, corpos marcados por arranhões, mordidas e gozo. 
A cabana, silenciosa, guardava o segredo sujo da noite: ali não houve ternura, só pecado repetido, só prazer devastador.








Cléia Fialho

Nenhum comentário:

Postar um comentário

🐾 OBRIGADA PELA SUA PRESENÇA
🐾 É SEMPRE MUITO BOM TER VOCÊ AQUI
🐾 FIQUE À VONTADE PARA COMENTAR OU FAZER UMA INTERAÇÃO NAS POESIAS
🐾 SERÁ UM IMENSO PRAZER COLOCÁ-LA JUNTO À MINHA
🐾 VOLTE SEMPRE!

AFAGOS POÉTICOS EM SEU 💗
🐾