A cabana isolada no meio da noite parecia respirar pecado.
O cheiro de madeira úmida misturava-se ao suor que já escorria antes do primeiro toque.
Ele a empurrou contra a mesa rústica, o som da madeira rangendo acompanhava cada gesto brutal.
Sua boca percorreu cada curva, mordendo, sugando, rasgando, enquanto as mãos a prendiam contra o frio da superfície áspera.
Ela, faminta, se ergueu sobre ele, cavalgando sem clemência, unhas cravadas no peito, gemidos brutos que ecoavam como trovões dentro das paredes estreitas.
O teto baixo vibrava com cada movimento, e a cabana inteira se tornava cúmplice da selvageria.
Ele a virou de repente, pressionando-a contra a janela empoeirada.
O vidro mostrava apenas sombras da mata, mas dentro, cada estocada era brutal, cada gemido uma explosão que fazia o espaço tremer como se fosse parte da guerra.
Ela, em transe, mordia o pescoço, arranhava os braços, exigia mais.
O espaço pequeno intensificava a violência: não havia fuga, não havia pausa, só luxúria explícita.
O cheiro de suor e saliva impregnava o ar, transformando a cabana em altar profano.
No fim, ambos desabaram sobre o chão de madeira, corpos marcados por arranhões, mordidas e gozo.
A cabana, silenciosa, guardava o segredo sujo da noite: ali não houve ternura, só pecado repetido, só prazer devastador.
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Cléia Fialho

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