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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A PONTE DOS TRÊS AMANTES

 


O vento do fim de tarde cortava a ponte abandonada quando Bia parou no centro exato, os quadris encostados no corrimão enferrujado. O metal rangeu sob o peso dela — um gemido longo que ecoou sobre o rio seco lá embaixo.

Rafa e Leo estavam a três passos de distância, um de cada lado, os olhos medindo o adversário antes mesmo de olharem para ela.

"Você veio", Rafa disse, a voz grave e pausada. As narinas dilataram.

"Eu sempre venho", Bia respondeu.

Leo soltou uma risada curta, o pescoço tenso. "A pergunta é: quem fica?"

Bia mordeu o lábio inferior e sentiu o gosto de ferrugem no ar. Os dois se aproximaram devagar, como se a ponte fosse ceder sob o peso da disputa. Rafa segurou o pulso dela com firmeza, os dedos calejados marcando a pele. Leo roçou os dedos na nuca de Bia, o toque leve e provocativo.

"Essa ponte não é de ninguém", Bia disse, cortando os dois. Tirou a jaqueta de couro dos ombros e espalhou no concreto, entre os pés deles. "E eu quero os dois agora."

Rafa agarrou a nuca de Bia e a puxou para um beijo duro, a língua invadindo a boca dela sem pedir licença. A saliva escorreu pelo queixo de Bia enquanto ela gemia contra os lábios dele.

Leo levantou o cabelo preto curto dela e colou a boca no pescoço, os dentes roçando a pele. Por trás, desceu o sutiã e apertou os seios de Bia com as duas mãos, os polegares pressionando os mamilos.

Bia abriu a calça de Rafa e enfiou a mão, apertando o pau duro. A outra mão puxou Leo pela cintura, abrindo a calça dele também. Rafa abaixou a calça dela até os joelhos. Leo arrancou a calcinha.

Os dois trocaram um olhar sobre o ombro de Bia. A tensão virou cumplicidade.
Bia empurrou os dois para a jaqueta no chão e caiu de joelhos entre eles.

De joelhos sobre a jaqueta de couro, Bia sentiu o concreto frio sob os joelhos, mas o calor que subia pelas coxas apagava qualquer desconforto. Leo estava de pé à sua frente, o pau duro apontado para o rosto dela, a glande roxa e brilhante de pré-gozo. Bia segurou a base com uma mão e lambeu a ponta, sentindo o gosto salgado. 

Depois abriu a boca e engoliu tudo de uma vez, a garganta se fechando em volta do pau até os lábios tocarem os pelos loiros na base. A saliva escorreu pelo queixo enquanto ela estufava a boca, os olhos lacrimejando. Leo gemeu e agarrou o cabelo preto curto dela, a veia no pescoço saltando.

Atrás dela, Rafa se ajoelhou e posicionou a glande na entrada da boceta molhada. Bia sentiu a pressão e empurrou o quadril para trás, oferecendo-se. Rafa enfiou tudo de uma vez, uma estocada funda que arrancou um gemido abafado da boca cheia de Bia. Ele começou um ritmo constante, as mãos calejadas cravadas nos quadris magros dela, os dedos marcando a pele sobre as cicatrizes dos ombros. 

A boceta fremia a cada investida, o suco escorrendo pelas coxas e pingando na jaqueta. O rangido da ponte acompanhava as estocadas de Rafa — um som metálico e antigo que ecoava no vazio sob eles, marcando o ritmo do sexo. Bia gemia alto, a boca cheia vibrando no pau de Leo, enquanto Rafa metia cada vez mais forte.

"Troca", Leo disse, a voz rouca. Ele puxou Bia pelo cabelo e tirou o pau da boca dela. Rafa saiu de dentro e os dois trocaram de posição. Bia se virou e montou em Leo, que estava deitado sobre a jaqueta. Ela segurou o pau dele e sentou devagar, a boceta engolindo cada centímetro até o saco bater na carne. 

Bia gemeu alto, a cabeça jogada para trás, os seios balançando. Leo apertou os quadris dela e começou a meter de baixo. Rafa ficou de pé ao lado, masturbando-se com força, a mão subindo e descendo pelo pau molhado do suco de Bia.

Bia puxou Rafa pela cintura e enfiou o pau dele na boca, sem parar de cavalgar Leo. Agora ela estava cheia dos dois — o pau de Leo enterrado na boceta, o de Rafa na boca. O rangido da ponte ficou mais alto, sincronizado com os três corpos se movendo juntos. 

Bia gozou primeiro, a boceta apertando em espasmos no pau de Leo, o suco escorrendo no saco dele. Rafa gemeu e gozou na cara dela, a porra branca jorrando no queixo, nos seios, escorrendo pelas mamas. Leo gozou dentro, a porra quente enchendo a boceta e vazando pelas bordas, pingando na jaqueta de couro enquanto o rangido da ponte cessava.

Bia deixou a cabeça cair no peito nu de Leo, o coração dele ainda acelerado contra a orelha. Rafa puxou a jaqueta de couro do chão e cobriu os três, a mão encontrando a coxa dela por baixo, os dedos parados ali sem exigir nada. A porra secava nas coxas de Bia, os três corpos suados e grudentos respirando em silêncio. O rangido da ponte voltou baixinho, um gemido de metal cansado. 

Rafa e Leo trocaram um olhar por cima da cabeça dela — sem provocação, só o reconhecimento de quem dividiu o mesmo corpo e sobreviveu. Bia fechou os olhos e sentiu os dois ao mesmo tempo, o peso de Rafa de um lado, o calor de Leo do outro, e não precisou escolher. Rafa murmurou que a ponte aguentou. Leo riu baixo. Bia sorriu com os olhos fechados.







Cléia Fialho

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