A tinta agora é o suor que brilha no escuro,
o pincel é a urgência da tua boca faminta.
Riscamos o silêncio com sussurros agudos,
súplicas de quem já não quer ser salvo,
Somos a moldura que se desfaz,
a própria arte ardendo em chamas.
Nossas pernas se trançam em traços profundos,
o gozo é a cor que transborda a tela,
um mergulho voraz nas tuas curvas macias,
onde minha boca se perde, faminta e nela,
escrevemos o êxtase em suor e gemidos,
uma sinfonia de corpos ardentes, fundidos.
❦
Cléia Fialho

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