Os seios são território de partida.
Dois pontos que clamam por atenção.
Cada toque desperta vertigem.
Cada gesto acende o fogo.
Lamba com entrega.
Chupe com lentidão, como quem descobre segredos.
Passe a língua nos mamilos e sinta a pele reagir.
Eles endurecem, respondem, imploram por mais.
Morda de leve, como quem provoca.
Ou mais forte, se o desejo pedir.
O corpo dita o ritmo, o prazer guia o caminho.
Não é apenas ato, é ritual.
É preciso gostar, é preciso querer.
É dar prazer e receber prazer.
É entrega absoluta, sem reservas.
Os seios não são apenas carne.
São linguagem, são convite, são vertigem.
Eles falam sem palavras.
Eles gritam sem voz.
E quem os toca, quem os devora,
descobre que ali começa o infinito do desejo.
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Cléia Fialho
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