O calor da tua boca na linha exata do meu ombro,
um mapa de brasas que redesenha a minha pele.
O mundo lá fora silencia e se desfaz,
enquanto os nossos dedos decifram cada relevo.
A tua respiração pesa e se funde à minha,
um ritmo febril que acelera no mesmo pulso.
Não há barreiras entre o teu corpo e o meu,
apenas o atrito lento, pesado, magnético.
Sinto a textura do teu desejo colada à minha,
a vertigem de nos perdermos inteiros no toque.
Cada curva tua é uma curva minha,
uma dança crua de pele, suor e eletricidade.
E ficamos assim, suspensos na mesma chama,
devorando o tempo, a ânsia e o ar,
fundidos na carne, na febre, no gozo do instante,
onde nada mais importa além do nosso calor.
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