Não ajoelho
— mas me entrego a ti
Teu corpo é festa que parto com os dentes
E o vinho não está no cálice
— escorre da tua coxa
E eu bebo como quem busca entrega.
Teu suspiro é canto que decoro às escuras
Cada gemido teu é verso que invento na hora
Meu refúgio é tua barriga
— onde deposito oferendas
De suor,
de mordida,
de silêncio roubado.
Tu és desejo e tormento no mesmo movimento
Quando tu fechas os olhos, vejo só fogo
E quando tu abres as pernas, vejo o paraíso,
Mas não é céu
— é chama com cheiro de cravo.
Eu me entrego e não peço clemência,
Peço que tu me consumas de novo,
Que tuas mãos sejam laços nos meus pulsos
E que o último som seja o grito do gozo.
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Querida amiga, preciosa canción de los Valientes que hicieron próspera la tierra.
ResponderExcluirUn placer leerte poeta.
Abrazos y te dejo un beso, que tengas un feliz día