Não nos deitamos, nos jogamos
Não nos beijamos, nos engolimos
Os lençóis viram trapos molhados de porra e suor
Enquanto te monto e te fodo sem piedade
Não murmuro amor, rosno teu nome
Enquanto enfio fundo, te rasgo, te marco
Minhas unhas cravadas na tua bunda
Meus dentes na tua garganta, sugando, mordendo
Não há travesseiros, só cabeças jogadas pra trás
Gargantas expostas, gemidos roucos escapando
Teu pau latejando dentro de mim
Minha boceta apertando, sugando, engolindo
Não há roupas pelo chão, há farrapos
Rasgados na pressa, destruídos no tesão
Corpos nus, pele brilhando, escorregando
Pelos nossos fluidos misturados
Não nos abraçamos, nos prendemos
Tu me segura pelos quadris e me fode
Eu te seguro pelo cabelo e te puxo
Teu pau me estocando, me abrindo, me destruindo
Não há palavras de amor, só gemidos
Só "fode mais forte", "me usa", "goza dentro"
Só o som molhado de carne contra carne
Só o cheiro de sexo cru e selvagem
Não nos entregamos ao destino
Nós tomamos, nós devoramos
Corpos que se fundem em fúria
Almas que se perdem no prazer bruto
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