Fico em ti, derretida, sem regras e sem forma,
Ainda pulsando, ainda tua, em teu corpo presa.
Minha boca no teu cabelo, enquanto a carne informa
Que o paraíso é queimar em ti, desse jeito, acesa.
Sinto o teu recuo lento, a falta que me invade,
Enquanto minha boca desce e beija o teu ventre nu.
Minha língua colhe o mel com pressa e crueldade,
No eco do teu gemido que só eu sacio.
Agora me deito de costas, com as pernas bem abertas,
Deixando a minha fenda totalmente exposta ao teu olhar.
Tua língua desce feroz, em linhas incertas,
Pronta para a festa que vai me incendiar.
Sinto a tua boca em meu clitóris, sugando por inteira,
Teus dedos entram fundos, arrancando a minha bênção.
Meu corpo arqueia e te puxa de qualquer maneira,
Até que o meu espasmo vire a nossa canção.
Desabo no teu peito, devorada e renascida,
Bebendo o último rastro do incêndio que ficou.
O nosso pacto bruto está consumado e vivido,
No inferno mais bonito que a luxúria criou.
Agora a tua seiva escorre, abundante e pura,
Minha boca te engole feito fonte de calor.
Sinto você tremer na mais sagrada loucura,
E quando você goza, o mundo perde o valor.
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