Te prendo contra o tronco, selvagem, sem pudor,
minha boca te procura, meu corpo é puro calor.
Te provoco sem descanso, arranco suspiros brutos,
me alimento do teu desejo em segundos absolutos.
Me abro inteira, faminta, pedindo mais e mais,
teu ritmo me arrebata em golpes tão animais.
Cavalgo em teu corpo, te arranho e te exijo,
sou o teu pecado bonito que te queima e fustigo.
Te seguro pelos quadris, te conduzo sem trégua,
cada movimento é intenso, cada entrega é uma guerra.
Teus gemidos ecoam na mata, roucos, devastadores,
sou a mulher faminta que desperta os teus calores.
Não há espaço pra pausa, só pele em convulsão,
perdemos o fôlego até perder a razão.
Na terra úmida marcamos nosso suor e nosso prazer,
sou tua devassa, teu vício mais bonito de ter.
Te deito contra a terra, sem medo, na insanidade,
meu desejo te envolve com pura vontade.
Teus arrepios me prendem, intensos, sem pudor,
sou dona do teu ritmo, teu abrigo e teu calor.
Me entrego sem freios, na mata, em total perdição,
rasgando o próprio peito nessa nossa colisão.
Meu corpo te envolve, meu beijo é tua prisão,
sou a luxúria cega que te acende em combustão.
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