Tua boca deixou rasto de fogo obsceno
na minha pele nua e sensível,
língua quente lambendo meu pescoço,
descendo voraz até à minha virilha em chamas,
onde chupas meu clitóris intumescido com fome de loba,
arrancando gemidos roucos
que escapam da minha garganta sem controle.
No ritual selvagem da cama somos versos suados,
emoções dilaceradas e carne unida.
Sinto teu pau entrar fundo e brutal,
penetrando-me até à base em estocadas profundas
que ecoam no meu ventre em grunhidos animais
e gritos de prazer insaciável.
A nos destruir em gozos repetidos,
sem fim nem trégua, até à loucura total.
Fluidos quentes escorrem pelas minhas coxas abertas,
os lençóis encharcados de nós,
corpos colapsados e trémulos, ofegantes,
grudados de suor, sexo e fome voraz,
eternos nesse poema que tu escreves com língua,
dentes, mordidas e o pau que me rasga.
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