Cada golpe é trovão que rasga,
cada gesto é lâmina acesa,
no eco da tua voz partida
desenho o grito da matéria em chamas.
Derramo sobre ti o peso da fúria,
selando teu corpo com marcas de fogo,
e ficas — poema — na cama incendiada,
onde o mundo se desfaz em cinzas e desejo.
Teus olhos são relâmpagos em tormenta,
teu peito, tambor que explode em guerra,
e eu, ferida aberta, mergulho no abismo,
devorando o caos que nos consome.
A cada sopro, a cada ruína,
o universo se curva em febre,
e somos dois animais em delírio,
rasgando o silêncio com dentes de sombra.
Não há fronteira, não há descanso,
apenas o ritmo bruto da vertigem,
um incêndio que não se apaga,
um poema que sangra até o fim.
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Uma tragédia sem dúvida. Que Deus e quem tem o poder os ajude.
ResponderExcluir.
Deixo cumprimentos e votos de uma semana feliz
.
Obriado amigo.
ExcluirBoa semana para ti também.
Abraços.
Poema que toca o coração
ResponderExcluirSaudações poéticas
Gratidão pela presença.
ExcluirAfagos poéticos.
E' sempre un gran piacere essere sulle tue pagine.
ResponderExcluirCari saluti
Obrigada querida.
ExcluirAfagos em seu coração.
Boa tarde de Paz, querida Cléria!
ResponderExcluirQue o povo gaúcho tenha força de se reerguer!
Uma tragédia inimaginável...
Genha dias abençoados e protegidos do mal!
Beijinhos fraternos
Gratidão minha linda pela visita e comentário de apoio.
ExcluirBeijos em seu coração.