Escorro devagar até à tua boca aberta,
sou fio de mel que a tua língua colhe,
sou riacho quente que teu queixo escolhe,
sou súplica molhada que a tua fome liberta.
Enquanto os teus dentes me marcam a coxa nua,
e a tua boca desce até à sede tua,
onde o meu ventre trémulo já se oferta.
Tu ajoelhas-te como quem venera o pecado,
provas-me lento, obsceno, demorado,
até o meu grito rasgar a noite deserta.
Enterras-te em mim, fundo, sem tréguas nem freio,
cavalgas-me a fome, ordenhas-me o seio,
e o meu corpo inteiro à tua fúria se aperta.
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Apasionado y romántico poema. Me gusto leerte de nuevo. Te mando un beso.
ResponderExcluirComo nos dices en este bonito poema es el amor el que nos marca el camino.
ResponderExcluirSaludos.