ESPELHO MEU
Tu puxas-me para frente do espelho
e eu vejo-nos — tu atrás de mim, eu nua.
A saia branca já não cobre nada
e os meus olhos encontram os teus no reflexo.
— "olha", tu dizes, "olha como eu te como"
Tu abres as minhas pernas devagar
e eu vejo cada dedo teu a entrar em mim
Vejo a minha boca abrir-se
vejo os meus seios balançarem
vejo o teu quadril a pressionar o meu.
Eu não desvio o olhar — quero ver tudo
cada contração minha, cada movimento teu
o brilho da minha pele molhada
o teu sorriso de dono quando eu gemo.
— "gostas de te ver assim?", perguntas
e eu só consigo balançar a cabeça
porque as palavras fugiram
e o que sobra é o som molhado
da tua pele contra a minha
Tu aceleras e o espelho treme
Eu vejo o meu rosto desfazer-se em prazer
vejo as minhas mãos apertarem o batente
vejo o teu olhar fixo no meu
enquanto me comes de frente para o reflexo.
E quando eu venho
— e tu vês cada onda no espelho —
eu não fecho os olhos
quero ver-me gozar para ti
quero ver-te ver-me
porque essa imagem
vai ficar gravada em mim
mais fundo que qualquer beijo.
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Es muy triste cuando eso sucede. Buen poema. Te mando un beso.
ResponderExcluirBELÍSSIMO. AMEI. TESTOSTERONA ARREPIANTE. PARABÉNS PELA SUA ARTE POÉTICA. VISITE O MEU, FICAREI FELIZ: https://sonhospoesiaseversos.blogspot.com
ResponderExcluirUna bella poesía en que nos muestras lo que se siente en la ruptura.
ResponderExcluirSaludos.
Le delusioni d'amore fanno soffrire molto e, a malincuore, si sceglie la via dell'addio.
ResponderExcluirUn caro saluto poetessa