Eu não vou te beijar.
Eu vou te desmanchar.
Vem com essa boca lenta
que eu já estou molhada só de te esperar na porta.
Me encosta na parede,
mas me encosta como quem reza,
com as duas mãos na minha cintura
pedindo licença pra me perder.
Tua boca no meu pescoço não é beijo,
é batismo.
Tu me batizas de novo,
com outro nome, mais sujo, mais meu.
Me chama do jeito que só você fala
quando tá com tesão e com ternura ao mesmo tempo,
que eu me abro.
Me abro inteira,
como fruta rachada de madura,
como oração que não aguenta mais ficar presa na garganta.
Entra em mim devagar,
fica.
Não me fode, me habita.
Me ocupa como se meu corpo fosse a tua casa depois de uma guerra longa.
Eu te aperto,
te puxo pela nuca,
te prendo com as pernas porque não quero que você saia nunca mais desse lugar
onde eu sou santa e safada na mesma respiração.
Quando eu gozo com você dentro,
eu não gozo só.
Eu vou embora.
E já volto,
e quando volto,
volto com teu nome tatuado por dentro da minha coxa.
Fica em mim mais um pouco,
amor.
Deixa o mundo lá fora se virar sem nós.
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Hola Cléia, sin dudas tienes la capacidad de transformar en poesía algo que tiene cierto misterio, es una de tus virtudes. Además en este poema en particular encuentro una delicadeza descriptiva exquisita, con una conexión entre naturaleza, silencio y fantasía que deja una sensación de calma maravillosa, que cautiva la imaginación.
ResponderExcluirUn abrazo.
Έξοχο!
ResponderExcluirΈξοχο!
ResponderExcluirMe gusto el poema aunque creo no me lo tradujo correctamente el traductor.
ResponderExcluirQuizás me perderé alguno pero intentare ponerme al día.
Saludos.