Estava de quatro sobre o colchão, os joelhos afundados no lençol encharcado de suor, a testa pressionada contra a nuca exposta dele. O calor abafado do quarto colava-lhe a pele às costas largas à sua frente, cada respiração dos dois sincronizada no mesmo ritmo pesado.
Sentiu o caralho engrossar dentro da ruca, o anel a esticar-se devagar, a ceder à pressão lenta e funda que o enchia por dentro. O corpo dele tremia ligeiramente a cada investida, os músculos das costas a contraírem-se sob a luz pálida da rua que atravessava a persiana.
As unhas cravaram-se nos ombros dele. Primeiro a ponta, depois a pressão inteira, a afundar-se na pele quente e suada até deixar rastos vermelhos que brilhavam com o suor. Precisava de se aguentar a alguma coisa — aquele caralho a crescer dentro dele ameaçava desmontá-lo por dentro, e as unhas eram a única âncora que tinha.
Ele murmurou qualquer coisa inaudível, um som grave que vibrou contra a testa ainda colada à sua nuca, e empurrou mais fundo. O ritmo era lento, profundo, os testículos a baterem contra o períneo num compasso constante que fazia o corpo inteiro estremecer. O suor escorria pelas costas dele, misturava-se com o do seu peito, e o som molhado da pele contra pele enchia o quarto escuro.
Mordeu o lábio com força para não gritar. O gemido escapou na mesma — um som áspero, cortado, que se perdeu contra a nuca exposta. Abriu a boca contra a pele salgada e o primeiro grito subiu na garganta.
O primeiro grito saiu-lhe da garganta como uma golfada — áspero, rouco, directo contra a nuca exposta. A boca aberta colada à pele salgada, o som a vibrar nos músculos tensos do pescoço dele, a afogar-se no suor que escorria. Não o conteve. Deixou-o rasgar o ar abafado do quarto, a voz a embater nas costas largas e a voltar para trás, para dentro de si.
As unhas cravaram-se nos ombros e rasgaram para baixo. Do trapézio até à lombar, dez rastos vermelhos que se abriam na pele suada como sulcos na terra seca. O suor escorreu para dentro das marcas, ardeu, e ele gemeu — um som grave que tremeu no peito e se perdeu contra o lençol. O caralho dentro da ruca pulsou mais forte, mais grosso, e o ritmo mudou.
Agora era duro. Rápido. As estocadas entravam até ao fundo, as bolas a baterem no períneo com um estalo molhado que se repetia cada vez mais depressa. O corpo dele batia contra o seu, o som da pele suada a encher o quarto, e o segundo grito já não foi só voz — foi um gemido alto e ininterrupto que saiu com cada investida, a encher-lhe a nuca, os ombros, as costas inteiras.
A ruca apertou o caralho num espasmo. Primeiro um, depois outro, depois uma sucessão de contrações que o agarraram por dentro e não largaram. Líquido pré-seminal escorreu pelo períneo, quente e viscoso, a misturar-se com o suor que já cobria tudo. As unhas cravaram-se outra vez, agora na carne viva das costas marcadas, e o corpo dele estremeceu.
O sémen jorrou dentro da ruca — um jorro quente que encheu o canal e escorreu para fora quando o caralho continuou a bombear. O gemido dele tornou-se um urro abafado contra o colchão, e o seu próprio sémen jorrou contra o lençol em espasmos, um atrás do outro, o grito a sair-lhe da garganta sem parar, a voz a vibrar na nuca exposta, a tempestade a rebentar por dentro e por fora.
O corpo convulsionou contra as costas dele. Um tremor incontrolável que lhe sacudiu os músculos todos, o suor a pingar da nuca dele para a sua boca aberta, o gosto salgado a encher-lhe a língua. Os dois colapsaram juntos, o caralho dele ainda dentro da ruca, tremendo.
O caralho dele escorregou devagar, ainda duro, ainda quente. A glande passou pelo esfíncter com um estalido húmido, e o sémen veio atrás — uma golfada morna que escorreu pela fenda, pelo períneo, a pingar no lençol já encharcado. O corpo dele ainda tremia, os músculos das costas a contraírem-se em espasmos pequenos, e o ar cheirava a suor e a sémen e a sal.
Os dedos tocaram-lhe as costas. As marcas estavam lá — oito linhas vermelhas, quatro de cada lado, da base das omoplatas até às costelas. Traçou-as com a ponta dos dedos, devagar, a seguir cada rasto que as unhas tinham deixado. A pele estava quente, inchada nos sulcos mais fundos, e ele sentiu o corpo dele estremecer ao toque. Não disse nada. Deixou os dedos pousados sobre as marcas, a palma da mão aberta contra a pele suada, e fechou os olhos.
Ele virou-se. O movimento foi lento, pesado, o peito a rodar sobre o colchão até ficarem frente a frente. Passou o braço por trás das costas dele e puxou-o contra o peito — um puxão firme, sem pressa, a palma da mão a assentar na nuca exposta. O suor dos dois misturou-se. O peito dele subia e descia, a respiração ainda pesada mas a abrandar, e o coração batia-lhe contra as costelas com uma força que se ouvia no silêncio do quarto.
A respiração foi abrandando. O calor abafado do verão continuava ali, a luz da rua a riscar a persiana, mas a tempestade já tinha passado. O corpo dele deixou de tremer. Os músculos descontraíram-se, o peso do braço dele sobre as costas era uma âncora, e o silêncio entre eles já não pedia nada.
Encostou a testa contra a nuca dele e respirou fundo, a tempestade já passada.
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El verdadero amor florece en silencio y en la oscuridad. Te mando un beso
ResponderExcluirEl poema como nos dices en su lema haya fluido en ese tiempo en que el alma adormece y el mundo se desvanece. Pero el verso a florecido de tal manera que le dio un brillo especial y una gran belleza.
ResponderExcluirSaludos.