TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




terça-feira, 6 de janeiro de 2015

COLCHÃO EM CHAMAS



Que o colchão seja pira de paixão
onde não ardamos devagar,
mas nos queimamos depressa,
nu, aberto, tu sobre mim,
eu aberta sob ti,
o membro dentro
fazendo a cama gemer.

Onde ardam nossos corpos em união,
não é união de mãos dadas,
é suor colando pele em pele,
é o bater desenfreado dos teus quadris
contra as minhas coxas,
é a fricção que fuma
e nos deixa sem fôlego.

Prende-me firme entre teus braços,
não com ternura,
com a mão que aperta meu pescoço,
que puxa meu cabelo,
que me prende para eu não fugir
do prazer que me fode.

Percorre meu corpo entre laços,
mas não são laços de pano,
são dedos que entram,
língua que desce,
sexo que me rasga e me preenche
até eu não saber
onde acabo
e onde começa
teu desejo.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

domingo, 4 de janeiro de 2015

sábado, 3 de janeiro de 2015

CADÊNCIA DE PELE E SUOR



Nossas pernas se enrolam em um só compasso de fogo,
cabeça jogada para trás, boca escancarada, 
mordendo o ar quente.
Nossos corpos em êxtase a se unir, a travar, 
a fundir em carne viva,
numa cadência de pele e suor.

Em cada beijo arranco tua respiração,
engulo o gemido cru, 
lambo a língua com fome insaciável,
com um tesão sem igual, sem freio, sem vergonha,
mãos que apertam, dedos que cravam, que riscam,
deixando marcas no território do prazer conquistado.

No teu ser me encontro a imergir,
afundar, desaparecer, morrer de gozo,
enterrar o rosto no teu calor, no teu úmido, no teu cheiro,
sugar, lamber, cravar, foder, até o mundo
estremecer e nos deixar só,
sudados, vencidos, em um só compasso.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

DESEJO INCENDIADO



Com o balé sinuoso da minha cintura,
Despertei em ti um fogo incontrolável,
Te deixei louco, rendido, apaixonado,
Como um cordeirinho, perdido em fascínio,

Cada movimento meu é um convite à perdição,
Meus quadris deslizam, provocam, dominam,
Teu olhar arde, tua respiração se perde,
No ritmo quente da nossa dança proibida,

Sou tempestade, sou fogo, sou tentação viva,
Te envolvo, te enlaço, te faço meu,
Teu corpo implora, teu desejo grita,
Na entrega que só nós podemos entender,

Cada toque meu é um sussurro de prazer,
Cada suspiro teu, uma promessa de mais,
Somos dois corpos em chamas,
No frenesi do desejo que não se apaga,
No balé eterno do amor selvagem e ardente.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

FETICHE PROIBIDO



Meu fascínio sempre foi por homens maduros, casados, aqueles que carregam no olhar segredos e culpas. Há algo neles que me atiça, talvez porque cada transa tenha sido gratificante, intensa, marcada por uma fome que não se encontra em corpos jovens.  

Naquela noite, escolhi meu alvo. Ele estava sozinho, sentado no carro à beira da praia, olhando o mar como quem buscava respostas. Eu me aproximei com passos lentos, o vestido curto colado à pele, e sorri com malícia. Bastou um olhar para que o jogo começasse.  

Entrei no carro sem pedir licença. O cheiro de sal misturava-se ao perfume masculino, e a tensão era palpável. Toquei sua coxa, senti o músculo firme, e percebi o arrepio imediato. Ele tentou resistir, mas sua respiração denunciava o desejo.  

Minha boca encontrou a dele, quente, urgente, e nossas línguas se devoraram como se o mundo fosse acabar ali. Minhas mãos deslizaram para dentro de sua camisa, sentindo o calor da pele, enquanto ele me puxava para o colo, já duro, já entregue.  

O banco reclinou, e eu me abri sobre ele. Sua mão firme segurava minha cintura, guiando meus movimentos, enquanto minha boca mordia seu pescoço, arrancando gemidos abafados. O carro balançava, o vidro embaçava, e cada investida era um choque elétrico que nos consumia.  

Eu o cavalgava com fúria, sentindo cada centímetro me preencher, e ele me agarrava como se quisesse me possuir inteira. O som das ondas lá fora era engolido pelos nossos gemidos, pelo ranger do couro, pelo ritmo selvagem que nos dominava.  

Ele sussurrava meu nome, perdido, culpado, mas faminto. Eu ria, provocava, apertava mais forte, exigia que me desse tudo. E ele deu. Seu corpo explodiu em espasmos, o meu se abriu em vertigem, e juntos nos afogamos em suor, saliva e gozo.  

E não paramos ali. Ainda colados, respirações ofegantes, eu continuei a me mover sobre ele, lenta, cruel, exigente. O prazer não cessava, era onda atrás de onda, gemido atrás de gemido. O carro virou caverna de pecado, nossas marcas gravadas no couro, nossos fluidos espalhados pela noite. Não havia eternidade — havia excesso, havia luxúria sem fim, havia dois corpos famintos que se devoravam até não restar nada além da carne exausta e do gosto proibido. 




  Cléia Fialho

sábado, 27 de dezembro de 2014

PECADO NO MOTEL



Ele entrou no quarto carregando o peso da culpa. Casado, maduro, olhar faminto. Eu já sabia: era meu fetiche, minha perdição. O cheiro barato do quarto misturava-se ao perfume masculino, e a tensão era palpável.

Fechei a porta e o empurrei contra a cama. Minha boca encontrou a dele, urgente, faminta, nossas línguas se devoraram sem piedade. Minhas mãos desceram rápido, encontraram sua rigidez, e o gemido que escapou foi música suja.

Ele me virou, me prensou contra o colchão, rasgou meu vestido sem cuidado. Sua boca mordia meus seios, seus dedos me abriam sem delicadeza, e eu arqueava, pedindo mais. O som da cabeceira batendo contra a parede era o compasso da nossa fúria.

Eu o puxei para dentro de mim, sem véu, sem pausa. Cada estocada era brutal, cada investida me rasgava em prazer cru. O colchão rangia, o quarto inteiro vibrava, e eu gritava sem pudor, sem medo. Ele me agarrava pelos quadris, me dominava, e eu me oferecia inteira, devassa, faminta.

Mudamos de posição sem descanso. Eu o cavalgava com força, minhas unhas cravadas em seu peito, minha boca mordendo seu pescoço. Ele gemia meu nome, perdido, culpado, mas entregue. O motel se tornava caverna de pecado, nossas marcas gravadas nos lençóis, nossos fluidos espalhados pela noite.

E quando explodimos, não foi suave: foi grito, foi carne em convulsão, foi suor escorrendo, foi gemido rasgando o ar. O gozo foi violento e devastador.

Ainda molhados, ainda famintos, continuei a cavalgá-lo sem piedade, exigindo mais, arrancando gemidos brutos. Ele me segurava com força, me penetrava sem trégua, e o quarto se enchia de cheiro de sexo, de pele batendo contra pele, de gemidos animalescos.

O motel virou arena de pecado: lençóis encharcados, marcas de unhas, mordidas espalhadas pelo corpo. 
Cada estocada era selvagem, cada gozo era repetido, cada respiração era cortada pela fúria do prazer.

Não paramos até o corpo não aguentar mais, até o suor escorrer em rios, até o silêncio ser quebrado apenas pelo som da nossa exaustão. 
Não restou nada além da carne usada, do pecado gravado, da luxúria devastadora que nos consumiu até o limite.




  Cléia Fialho

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

domingo, 14 de dezembro de 2014

O APERTO DO ELEVADOR



O tranco foi seco — um estalo metálico seguido de silêncio. Ela se apoiou na parede do elevador, os olhos fixos no painel. Apertou o botão do térreo uma, duas, cinco vezes. Nada. A luz de emergência banhava o cubículo de um amarelo doentio.

— Não vai funcionar.

A voz dele veio de trás, grave e sem pressa. Ela ignorou e continuou pressionando os botões, os dedos rígidos, o gesto inútil se repetindo. O painel não respondia — as pequenas luzes verdes apagadas, os números mortos.

Ele se moveu. Sem aviso, o antebraço dele roçou o ombro dela ao passar, um contato mínimo que a fez prender a respiração. Ficou parada, o ar preso no peito, enquanto ele se inclinava para o interfone ao lado do painel.

— Interfone também não responde.

Estava perto demais. O calor do corpo dele preenchia o espaço entre eles, e ela desviou o olhar para o chão, os braços cruzados com força. Ele não recuou. Em vez disso, apoiou a mão aberta na parede ao lado da cabeça dela, bloqueando qualquer saída.

O antebraço dele desceu até a porta espelhada, encurralando-a contra o vidro frio. Ela tentou empurrar o peito dele, mas os dedos agarraram a camisa em vez de afastá-lo. Ele a beijou com força, a boca quente pressionando a dela até que seus lábios cederam. A língua dele invadiu, grossa e insistente, e a saliva se misturou enquanto ela abria a boca sob a dele. 

As mãos dela subiram para a nuca dele, as unhas cravando na pele. Ele agarrou as coxas dela por cima da saia, puxando o tecido para cima, e enfiou o joelho entre as pernas dela — o algodão da calcinha arrastando na carne. Ela gemeu contra a boca dele e empurrou a mão dele para dentro da calcinha.

Ele arrancou a calcinha dela com um puxão seco — o algodão rasgou na lateral e o pedaço de tecido caiu no chão do elevador. As mãos grandes agarraram as coxas dela, os dedos cravando na carne macia, e ele a levantou como se não pesasse nada. As costas dela bateram no espelho frio, o vidro gelado contra a pele quente, e ela soltou um gemido curto.

O pau nu encostou na buceta molhada. A glande quente pressionou a entrada, deslizando na umidade que já escorria, e ela ofegou alto — um som que ecoou nas paredes metálicas. Ele não esperou. Empurrou de uma vez, o pau grosso abrindo caminho, engolido até a base num único movimento molhado. Ela gritou. Um grito agudo que saiu involuntário, as costas arqueando contra o espelho, as unhas cravando nos ombros dele.

O quadril dele começou a bombear. Ritmo duro e rápido, o pau entrando e saindo da buceta com força, o saco batendo na carne molhada a cada estocada. O som de líquido preenchia o elevador — chape, chape, chape — misturado com os gemidos dela e a respiração pesada dele. 

As mãos dela agarraram os ombros dele, as unhas cravando fundo, arranhões vermelhos surgindo na pele morena. Ele mordeu o pescoço dela, os dentes pressionando a carne sensível, e a saliva escorreu pela clavícula até o decote da blusa.

Ela retribuiu com o quadril, empurrando contra cada estocada, a buceta apertando o pau dele em espasmos cada vez mais intensos. Gozou com um gemido longo e trêmulo, o corpo tremendo contra o espelho, o líquido quente escorrendo pelo pau dele. Ele continuou bombeando, os dedos ainda cravados nas coxas dela, até que o pau pulsou forte dentro da buceta. Gozou em jatos quentes, a porra enchendo e vazando pela fenda, escorrendo pelas coxas dela em fios grossos.

Ficaram pregados, o pau ainda enterrado, porra e gozo misturados pingando no chão do elevador. A luz de emergência tremelicou. O painel do elevador piscou, os botões ainda inúteis. A perna dela escorregou da cintura dele enquanto o pau ainda pulsava dentro dela.

Os corpos escorregaram juntos pelo espelho até o chão frio do elevador. As pernas dela tremiam, os músculos das coxas ainda em espasmo, e a porra quente continuava escorrendo pela pele, misturada ao próprio gozo. Ele a segurou pela cintura durante a descida, o pau ainda meio duro saindo devagar de dentro dela, e o líquido quente escorreu mais rápido quando o vácuo se desfez. 

Ela caiu de joelhos primeiro, as mãos apoiadas no chão de metal, a respiração ofegante. Ele se ajoelhou ao lado, o peito suado subindo e descendo, e ficaram assim por um momento — nus da cintura para baixo, a roupa amassada, o cheiro de sexo impregnando o ar parado.

Ele levantou a mão devagar e passou o polegar na marca da mordida no pescoço dela. A pele estava inchada, vermelha, os dentes dele ainda impressos na carne sensível. Ela estremeceu com o toque, mas não se afastou. A ponta do polegar percorreu o contorno da marca, pressionando de leve, e a ardência subiu pela nuca. Ela levou a própria mão ao pescoço e tocou a marca também, os dedos encontrando os dele sobre a pele quente. O ardor latejava sob a ponta dos dedos, uma lembrança física do que tinham feito.

Ela olhou para o painel do elevador. Os botões ainda estavam apagados, inúteis como antes, fileiras de números mortos sob a luz amarela de emergência. Uma risada trêmula escapou da garganta dela — curta, sem humor, quase um soluço. Os botões que ela apertara sem parar minutos atrás pareciam agora uma piada sem graça. A ilusão de controle tinha se desfeito completamente, e o que restava era o chão sujo, as coxas molhadas e o homem ao lado.

O elevador deu um tranco. A luz principal acendeu com um zumbido elétrico, branca e forte, varrendo a penumbra amarela. O motor roncou acima deles e a cabine começou a descer. 

Ela se levantou às pressas, as pernas ainda bambas, e puxou a saia para baixo com as mãos trêmulas. Ele se levantou também, mais devagar, e enfiou a calcinha dela no bolso da calça antes de fechar o zíper. O elevador parou no térreo com um sinal sonoro. A porta se abriu. Ela saiu sem olhar para trás, a marca vermelha no pescoço à mostra, a calcinha ainda no bolso dele.



  Cléia Fialho