sábado, 15 de outubro de 2016
SONS E SENTIDOS
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
LOUCOS QUE AMAM
Loucos que amam, sem medo de se entregar
Em corações desvairados, o amor a brotar
Insanos na paixão, prontos para voar.
Loucos que amam, sem rédeas no coração
Em cada gesto, uma explosão de emoção
Insanos na entrega, vivendo a plena paixão.
Loucos que amam, sem limites a sonhar
Em cada olhar, o fogo a incendiar
Insanos no prazer, prontos para amar.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
PAIXÃO LETAL
Sentada à beira da estrada
Olhando a vida passar
Minh'alma faz leve pousada
Nos pensamentos à voejar...
Aduzem lembranças infelizes
Do amor umbrático que outrora
Comprimia oscilantes matizes
Ofuscando a minha aurora...
Assentou no peito orfandade
Expelindo mortífero veneno
Que o meu coração invade
Frágil inda o sente inameno...
Fragmentos de um cartapácio
Antiga página já encerrada
Pousou na origem do prefácio
Da paixão letal e debandada...
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
PARA SEMPRE AMAR
Abraçados na noite, estrelas a brilhar
Ainda acordados, nosso amor a perpetuar
Felizes e extenuados, no calor do luar,
Corações sussurram: "Para sempre amar."
Abraçados na noite, o tempo se estende
Ainda acordados, nos olhos o brilho se prende.
Felizes e extenuados, a vida é nossa canção
Escrevemos mais um capítulo, coração a coração.
terça-feira, 11 de outubro de 2016
A BRISA DO DESEJO
Abraço apertado, a brisa do desejo
Teus olhos são estrelas a brilhar
O toque das tuas mãos é um cortejo
Teu beijo é o convite para amar.
A noite se estende em doce enredo
Teus braços são meu porto acolhedor
Desperta-nos do sonho em segredo
E a paixão que nos guia com fervor.
No calor da noite o querer avança
Cada beijo é primavera em paz
O amor é a chama que não cansa.
Nos mistérios que o silêncio traz
Nossos corpos se unem devagar
E o prazer em nós começa a soar.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
ENTRE AS FRESTAS DO DESEJO
Há uma febre no gesto que desliza,
um tremor que escorre na pele do instante.
Não há mapa, nem saída,
no labirinto onde o toque é delirante.
Cada mão é um verbo que implora,
um destino que se escreve em carne.
Os corpos, desfolhados em silêncio,
confessam pecados sem alarde.
Eis a paixão — feroz e muda —
que escava a alma com garras de bruma.
É chama que lambe e despedaça,
é noite sem fim sob a mesma espuma.
As palavras, exaustas, se recolhem,
deixando à pele a língua dos sentidos.
E o tempo, cúmplice das horas rasgadas,
abraça os amantes, já quase esquecidos.
Há um eco que não morre,
na cúpula onde as promessas jazem.
E entre o delírio e o desencanto,
o amor, ferido, ainda se refazem.
No espelho, um reflexo se desfaz,
mas a lua — ah, a lua — persiste no olhar.
E as bocas, ainda que caladas,
insistem em querer se encontrar.
domingo, 9 de outubro de 2016
UNIVERSO POÉTICO
No êxtase da criação, a poesia se revela
Dança das palavras, a sensualidade desvela
Corpos e versos entrelaçados em um só canto.
Universo poético, sensualidade de encanto
Cada estrofe, um toque de desejo profundo
Onde a rima é a música que embala o coração.
Cada linha, um sussurro que percorre o mundo
Desvendando o amor em sua plena expressão.
sábado, 8 de outubro de 2016
ESSÊNCIA QUE ME EMBRIAGA
Em teus olhos, amor, perco-me em canto
Qual nau sem rumo, ao mar me entrego
Teus braços me aquecem como um manto
Tua beleza me cativa, não me desapego.
Qual nau sem rumo, ao mar me entrego
Teus braços me aquecem como um manto
Tua beleza me cativa, não me desapego.
Em teu beijo, minh’alma se alimenta
Teu toque é chama em rubro ardente
E tua pele de seda vistosa e sedenta
No teu abraço, o meu "eu" se sente.
No teu abraço, o meu "eu" se sente.
Teu cheiro é essência que me embriaga
Teus lábios são pétalas que me afaga
Teu sorriso, sol que guia minha vida.
Teu sorriso, sol que guia minha vida.
Nos teus braços, o desejo me abriga
Onde amor e prazer dançam em liga
Onde amor e prazer dançam em liga
Nossa paixão é luxúria, que se coliga.
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
PAIXÃO EM ÓRBITA
Se tua paixão é rio que ruge, sem freio,
sou a margem que sonha em conter tal delírio.
Mas cedo, me entrego ao fervor desse anseio,
sou fogo que dança no mesmo martírio.
És mar que arrasta, furor que consome,
eu sou veleiro de alma rendida,
no teu rugido meu nome se some,
mas me reencontro no sopro da vida.
Se és centelha que o céu desafia,
sou brasa encantada em teu redemoinho.
Tua tormenta é também poesia,
que escreve em mim seu verso sozinho.
Paixão que devora, mas nunca destrói,
em teu furor, sou flor que floresce.
Mesmo que o mundo em cinzas me ponha,
teu beijo me rega, teu corpo me aquece.
E assim nos cruzamos: meteoro e planeta,
tua órbita louca, meu chão a girar.
Indomável és tu — mas em mim te completa
o desejo sereno de te amar, sem domar.
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
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