TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




sábado, 15 de outubro de 2016

SONS E SENTIDOS



No peito, a paixão se esconde
Versos soltos, emaranhados de encanto
Palavras dançam, num ritmo que responde.

A poesia que brota, livre portanto
Nas estrofes, segredos se revelam
Sons e sentidos se entrelaçam no ar.

A paixão, forma poética que encantam

Versos entrelaçados, prontos a desvendar.



Cléia Fialho

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

LOUCOS QUE AMAM



Loucos que amam, sem medo de se entregar
Em corações desvairados, o amor a brotar
Insanos na paixão, prontos para voar.

Loucos que amam, sem rédeas no coração
Em cada gesto, uma explosão de emoção
Insanos na entrega, vivendo a plena paixão.

Loucos que amam, sem limites a sonhar
Em cada olhar, o fogo a incendiar
Insanos no prazer, prontos para amar.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

PAIXÃO LETAL



Sentada à beira da estrada
 Olhando a vida passar
 Minh'alma faz leve pousada 
Nos pensamentos à voejar...

Aduzem lembranças infelizes
 Do amor umbrático que outrora
 Comprimia oscilantes matizes
 Ofuscando a minha aurora...

 Assentou no peito orfandade
 Expelindo mortífero veneno
 Que o meu coração invade
Frágil inda o sente inameno...

 Fragmentos de um cartapácio
 Antiga página já encerrada
Pousou na origem do prefácio
 Da paixão letal e debandada...




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta Mário Margaride

Quando o amor nos causa dano,
a nossa alma chora num pranto.
São dores poderosas de um amor de ilusão,
que deixou dentro de nós,
uma grande e letal desilusão.

 GRATIDÃO

    quarta-feira, 12 de outubro de 2016

    PARA SEMPRE AMAR



    Abraçados na noite, estrelas a brilhar
    Ainda acordados, nosso amor a perpetuar
    Felizes e extenuados, no calor do luar,

    Corações sussurram: "Para sempre amar."
    Abraçados na noite, o tempo se estende
    Ainda acordados, nos olhos o brilho se prende.

    Felizes e extenuados, a vida é nossa canção

    Escrevemos mais um capítulo, coração a coração.




      Cléia Fialho

    terça-feira, 11 de outubro de 2016

    A BRISA DO DESEJO



    Abraço apertado, a brisa do desejo
    Teus olhos são estrelas a brilhar
    O toque das tuas mãos é um cortejo
    Teu beijo é o convite para amar.

    A noite se estende em doce enredo
    Teus braços são meu porto acolhedor
    Desperta-nos do sonho em segredo
    E a paixão que nos guia com fervor.

    No calor da noite o querer avança
    Cada beijo é primavera em paz
    O amor é a chama que não cansa.

    Nos mistérios que o silêncio traz
    Nossos corpos se unem devagar
    E o prazer em nós começa a soar.




      Cléia Fialho

    segunda-feira, 10 de outubro de 2016

    ENTRE AS FRESTAS DO DESEJO



    Há uma febre no gesto que desliza,
    um tremor que escorre na pele do instante.
    Não há mapa, nem saída,
    no labirinto onde o toque é delirante.

    Cada mão é um verbo que implora,
    um destino que se escreve em carne.
    Os corpos, desfolhados em silêncio,
    confessam pecados sem alarde.

    Eis a paixão — feroz e muda —
    que escava a alma com garras de bruma.
    É chama que lambe e despedaça,
    é noite sem fim sob a mesma espuma.

    As palavras, exaustas, se recolhem,
    deixando à pele a língua dos sentidos.
    E o tempo, cúmplice das horas rasgadas,
    abraça os amantes, já quase esquecidos.

    Há um eco que não morre,
    na cúpula onde as promessas jazem.
    E entre o delírio e o desencanto,
    o amor, ferido, ainda se refazem.

    No espelho, um reflexo se desfaz,
    mas a lua — ah, a lua — persiste no olhar.
    E as bocas, ainda que caladas,
    insistem em querer se encontrar.




      Cléia Fialho

    domingo, 9 de outubro de 2016

    UNIVERSO POÉTICO



    No êxtase da criação, a poesia se revela
    Dança das palavras, a sensualidade desvela
    Corpos e versos entrelaçados em um só canto.

    Universo poético, sensualidade de encanto
    Cada estrofe, um toque de desejo profundo
    Onde a rima é a música que embala o coração.

    Cada linha, um sussurro que percorre o mundo

    Desvendando o amor em sua plena expressão.




      Cléia Fialho

    sábado, 8 de outubro de 2016

    ESSÊNCIA QUE ME EMBRIAGA



    Em teus olhos, amor, perco-me em canto
    Qual nau sem rumo, ao mar me entrego
    Teus braços me aquecem como um manto
    Tua beleza me cativa, não me desapego.

    Em teu beijo, minh’alma se alimenta
    Teu toque é chama em rubro ardente
    E tua pele de seda vistosa e sedenta
    No teu abraço, o meu "eu" se sente.

    Teu cheiro é essência que me embriaga
    Teus lábios são pétalas que me afaga
    Teu sorriso, sol que guia minha vida.

    Nos teus braços, o desejo me abriga
    Onde amor e prazer dançam em liga
    Nossa paixão é luxúria, que se coliga.




      Cléia Fialho

    sexta-feira, 7 de outubro de 2016

    PAIXÃO EM ÓRBITA



    Se tua paixão é rio que ruge, sem freio,
    sou a margem que sonha em conter tal delírio.
    Mas cedo, me entrego ao fervor desse anseio,
    sou fogo que dança no mesmo martírio.

    És mar que arrasta, furor que consome,
    eu sou veleiro de alma rendida,
    no teu rugido meu nome se some,
    mas me reencontro no sopro da vida.

    Se és centelha que o céu desafia,
    sou brasa encantada em teu redemoinho.
    Tua tormenta é também poesia,
    que escreve em mim seu verso sozinho.

    Paixão que devora, mas nunca destrói,
    em teu furor, sou flor que floresce.
    Mesmo que o mundo em cinzas me ponha,
    teu beijo me rega, teu corpo me aquece.

    E assim nos cruzamos: meteoro e planeta,
    tua órbita louca, meu chão a girar.
    Indomável és tu — mas em mim te completa
    o desejo sereno de te amar, sem domar.




      Cléia Fialho

    quinta-feira, 6 de outubro de 2016

    LINGUAGEM DOS OLHARES



    De nossos lábios, sussurros
    Gritos que vêm e que vão
    Palavras tecem murmúrios
    Segredos do coração.

    Na linguagem dos olhares
    Gestos que falam sem som
    No silêncio dos toques
    Almas se encontram, então.

    E no balbuciar de nós
    Somos um só, sem pensar
    Lábios cúmplices e sós,
    Traduzem o nosso amar.




      Cléia Fialho