TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quinta-feira, 24 de novembro de 2016

AS ESTAÇÕES



Como as folhas secas do outono
 Meu âmago caiu em abandono
 Tal qual as flores da primavera...

A paixão renasce suave e bela
 Se foi então o inverno frio
 Levando consigo meu grande vazio...

Finalmente chegou o verão

Esquentando o amor em meu coração!




  Cléia Fialho

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

FOLHAS SECAS AO VENTO



Os dias que ficaram para trás
são como folhas secas ao vento
carregando em cada curva do tempo
os ecos de risos que se perderam.

A saudade, suave como a brisa da tarde
toca o peito, leve, mas profunda
como quem lembra sem querer
o cheiro do que já não é.

No silêncio das horas que passam
os momentos surgem
imagens distantes, mas tão presentes
guardadas no peito como estrelas antigas
a brilhar em uma noite que nunca se apaga.

E eu, perdida entre a dor e o amor
me encontro com a memória
em cada passo que sigo
carregando em minha alma
todas as despedidas que não dissemos.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

SIGO A ESMO



Pela estrada sigo a esmo
Vou moldando meu viver
Cada passo é um retrato
Que o destino vem tecer.

Sol se põe, a lua brilha
Tempo dança sem parar
Vou colhendo cada instante
Que a vida quer me dar.

Se há espinhos no caminho
Há também um lindo tom
Pois a vida é um poema
Que se escreve em cada som.




  Cléia Fialho

domingo, 20 de novembro de 2016

TE AMAREI EM VERSOS



Vou fazer amor com você
 Em forma de poesia
 Inspirar-me em seu corpo
 E compor uma melodia.

 Poema em movimentação
 Realizando suas fantasias
 Explorando o seu tesão.

 Vou consumir-te aos poucos
 Rompendo todas as barreiras
 Em prazeres deixar-te louco
 Esgotar-te numa canseira.

 Falarei ao seu ouvido
 Tocarei seu coração
 Roubarei-te os gemidos
 Com libidinosa sedução.

 Serpenteando vou beijar
 Seu túmido sexo latente
 Minha fenda vai destilar
 Meu gozo ávido e quente.

 Assim te amarei em versos
E me darei em cada trova
 Em orgasmos submersos
 Dentro de minha alcova.




  Cléia Fialho

sábado, 19 de novembro de 2016

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

SEDENTA DE AMOR



Ao sonhar, suspiro, 
envolta em desejo
"Será que aqui 
encontrarei seu beijo?"

Sou flor que exala 
um doce fervor
Espero meu príncipe, 
sedenta de amor
Que ele me tome, 
sem hesitar
E em seus braços 
me faça ficar. 




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta A.S

O teu poema sabe-me a deserto…
e eu tenho sede!
Mas é na aridez deste deserto
onde se morre e renasce
quando nos abandonamos
nesta deliciosa loucura de amantes,
neste desejo feroz
náufrago de todos os sonhos
esvoaçando entre todos os gritos
como uma lingua de fogo insubmissa
que tudo incendeia
até arder o último suspiro da noite...

 GRATIDÃO 

    quarta-feira, 16 de novembro de 2016

    MEUS SONHOS POÉTICOS




      M- Mergulho no mundo da fantasia
      E- Explorando universos no meu pensar
      U- Uma jornada onde a poesia é guia
      S- Sob o manto das estrelas a brilhar

      S- Sigo a trilha dos sonhos no peito
      O- Olhos cerrados, alma a flutuar
      N- Nas asas da inspiração, me deleito
      H- Horizontes de versos a desvendar
      O- Olhar atento, sereno e profundo
      S- Sabor que transcende o mundo

      P- Pelas linhas da vida, vou tecendo
      O- O fio poético que me conduz
      E- Encanto e magia, vou oferecendo
      T- Tecendo sonhos, a luz da minha luz
      I- Inspirada na beleza que por assim
      C- Canta em rimas a alegria e a dor
      O- Onde o sonho e a poesia sem fim
      S- São as asas d'alma, meu voo interior.




      Cléia Fialho

    segunda-feira, 14 de novembro de 2016

    SONHOS NO VENTO



    Vem,
    teu corpo convida o meu a amar
    sem regras, sem ritmo marcado —
    só o pulsar do instante.

    Nos teus braços,
    o vento não sopra, acaricia.
    Os sonhos se vestem de pele,
    e cada toque,
    é promessa de flor que se abre.

    Brilha em nós
    o amor sem moldura,
    um fogo brando
    que arde onde a alma se revela.

    Tua risada é canto,
    meu suspiro, verso.
    Nos movemos como quem reza
    em silêncio,
    mas com o corpo inteiro.

    Não há fim para essa dança,
    quando o bem é beijo,
    e o respeito,
    um lençol que nos cobre de harmonia.

    E seguimos...
    germinando desejos,
    traçando passos certos
    sobre o chão do possível —
    até o céu se curvar
    ao ideal que te sonha em mim.





      Cléia Fialho

    domingo, 13 de novembro de 2016

    QUIMERAS DE UM FUTURO




    Broto floreado à espera de um mimo
     Lírica melodia refreada no leito
     Sopro lhano embargado no peito
     Renovando a flama de afeto sublimo.

     Fortalece o sentimento que outrora
     O ciclo da vida jamais suprimiu
     À noite poética dos lábios exprimiu
     De dia as odes magníficas tal aurora.

     No flagrante nossos espíritos se unem
     E as almas sorridentes se integram
     Nossos corpos ternos se assumem.

    Como crianças com doces se alegram
     Quimeras de um auspicioso futuro
     Externando nosso amor singelo e puro.




      Cléia Fialho

    quinta-feira, 10 de novembro de 2016

    MAREJANDO NESSE AMOR



    Marejando nesse amor
    As lágrimas caem em vão
    Tentando encontrar calor
    Sem nunca perder a emoção.
     
    Marejando nesse amor
    Vou em busca do querer
    Sem jamais perder o humor
    De que tudo possa se refazer.
     
    Marejando nesse amor
    Eu ainda sigo em frente
    Nos lábios um doce clamor
    Que a vida me faça contente.




      Cléia Fialho