domingo, 18 de dezembro de 2016
ENTRE A NÉVOA E O TEU PULSO
sábado, 17 de dezembro de 2016
O TESOURO QUE MORA NA TUA PELE
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
EU QUERO TODA A ESSÊNCIA
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
ARREPIO QUE ATRAVESSA A PELE
À beira do rio, onde a luz se derrama,
teu olhar acende a margem do instante.
A dança não começa nos pés,
mas no arrepio que atravessa a pele.
Os corpos se buscam —
sem pressa,
mas com a urgência de quem já sabe
o gosto do destino.
A brisa levanta o lençol
como se desnudasse o tempo,
e nele,
passado e presente se tocam,
como nossas bocas,
lentas, certas, famintas.
Giramos no fogo calmo do querer,
onde o fetiche é semente
e o prazer, flor aberta no meio do dia.
O mundo lá fora desbota —
só nós existimos
neste rito antigo de amar
com todos os sentidos
à flor do agora.
E se o amor é fome,
a gente se devora
num eterno começar.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
DOMA E TOMA
deliciar-te em meu êxtase
rouba-me sufocados gemidos
possua-me com ênfase
doma e toma meu cio de fera
fazendo-me uivar de prazer
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
COMO FOGO A BRILHAR
Fecho os olhos…
e o mundo se dissolve em brisa.
Tua pele, silêncio que me toca,
como se o tempo fosse apenas
o instante do teu gesto.
Teus dedos —
são raízes que dançam sobre mim,
acendem luas no meu ventre,
incendeiam caminhos onde só existe
a curva do teu olhar.
Há uma canção invisível
quando tua presença me atravessa,
e o amor canta
na dobra mais serena da noite.
Que ninguém apague
essa fogueira de ventos e desejos —
teus dedos florescem na sombra,
como segredo que insiste em brotar.
Deixa o tempo se desmanchar,
como névoa leve entre os corpos.
Eu voo contigo
no espaço onde o toque é abrigo
e o sentir é morada.
Cada gesto teu é palavra,
cada olhar teu, poesia.
Somos verso vivo
na canção que o campo escuta







