TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia








domingo, 18 de dezembro de 2016

ENTRE A NÉVOA E O TEU PULSO



Respiro tua sombra como vinho quente,
e a pele se abre em brasa lenta,
cada poro te procura no escuro
como quem bebe sal na ponta dos dedos.

Deslizas por mim feito água e fogo,
derretendo as margens onde me escondo.
Teus ossos desenham mapa no meu corpo,
e eu me perco de propósito em cada curva.

O mundo some quando teu hálito encosta,
na dobra fina onde o silêncio geme.
Sou rio, sou chão, sou boca que implora
o peso leve do teu desejo.

Não há túmulo que segure esse voo,
nem areia que me tire das tuas mãos.
Quando teus lábios batem asa em mim,
até a noite aprende a arfar em nós.




  Cléia Fialho

sábado, 17 de dezembro de 2016

O TESOURO QUE MORA NA TUA PELE



Estou acesa,
mais que desejo, sou labareda,
porque em meus braços
finalmente tenho o que o tempo me devia.

Teu corpo é o meu mapa proibido,
meu homem é o meu rito,
o que me ensina a desaprender o pudor
e mergulhar onde o prazer não pede perdão.

Teu olhar me desnuda antes das mãos,
teu gesto me chama sem dizer palavra,
e a cada toque teu
eu lembro que nasci para incendiar.

A cada dia contigo, descubro
que não há ouro maior
que a curva do teu peito encostando no meu,
que o calor da tua boca
quando me rouba o fôlego devagar.

Teu carinho é febre que me invade,
teu beijo é a prece que me rende,
e eu, que um dia te vi passar numa passarela,
hoje te guardo inteira,
tatuada por dentro da pele.

Te desejo.
Hoje, amanhã 
e em cada arrepio que me chamar teu nome.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

EU QUERO TODA A ESSÊNCIA



 Eu quero o beijo quente
Da tua língua sedosa
 Que me deixa tão fremente
 Por tua saliva aquosa.

  Eu quero toda a brasa
Do teu corpo sedutor
 Labareda que extravasa
 E dilacera meu calor.

  Eu quero toda essência
Do teu sexo em alta
 Tua seiva com violência
 Que em minha boca salta.




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta Azsantos

 Esse teu beijo sedutor
 Tem a força, tem a sedução
 Que me deixa todo excitado
 Seduzido ao fogo da paixão
 De meu ser ter sido mergulhado
 Na doçura dos beijos aguçado
 Numa noite de amor e de tesão.

 GRATIDÃO 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

ARREPIO QUE ATRAVESSA A PELE



À beira do rio, onde a luz se derrama,
teu olhar acende a margem do instante.
A dança não começa nos pés,
mas no arrepio que atravessa a pele.

Os corpos se buscam —
sem pressa,
mas com a urgência de quem já sabe
o gosto do destino.

A brisa levanta o lençol
como se desnudasse o tempo,
e nele,
passado e presente se tocam,
como nossas bocas,
lentas, certas, famintas.

Giramos no fogo calmo do querer,
onde o fetiche é semente
e o prazer, flor aberta no meio do dia.

O mundo lá fora desbota —
só nós existimos
neste rito antigo de amar
com todos os sentidos
à flor do agora.

E se o amor é fome,
a gente se devora
num eterno começar.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

DOMA E TOMA




Vem, lambuzar-te em meu mel
deliciar-te em meu êxtase
rouba-me sufocados gemidos

possua-me com ênfase
aprecie meus rugidos
doma e toma meu cio de fera

fazendo-me uivar de prazer
na espera do teu pleno suster.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

A fera,
domada e empalada,
possuída com autoridade
por aquele que te faz rugir
a cada orgasmo.

 GRATIDÃO

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

COMO FOGO A BRILHAR


Fecho os olhos…
e o mundo se dissolve em brisa.
Tua pele, silêncio que me toca,
como se o tempo fosse apenas
o instante do teu gesto.

Teus dedos —
são raízes que dançam sobre mim,
acendem luas no meu ventre,
incendeiam caminhos onde só existe
a curva do teu olhar.

Há uma canção invisível
quando tua presença me atravessa,
e o amor canta
na dobra mais serena da noite.

Que ninguém apague
essa fogueira de ventos e desejos —
teus dedos florescem na sombra,
como segredo que insiste em brotar.

Deixa o tempo se desmanchar,
como névoa leve entre os corpos.
Eu voo contigo
no espaço onde o toque é abrigo
e o sentir é morada.

Cada gesto teu é palavra,
cada olhar teu, poesia.
Somos verso vivo
na canção que o campo escuta

quando a alma, enfim, se entrega
como fogo a brilhar.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Você voa
nas asas do desejo,
entregue ao sentimento,
brilhando na noite
ardente como a sua essência.


 GRATIDÃO

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

domingo, 4 de dezembro de 2016

QUERO TE POSSUIR



A alma por demais histérica
O corpo padece em sofrer
 Razão ilusória e quimérica
 Encontra no peito acolher.

 O gosto da delicadeza
 Dos beijos suaves e ternos
 Do rosto a alva beleza
 De olhar nostálgico eterno.

 E se o amor não consumir
 Chicotetando adverso convir
 Pudera ser castigo de fato.

 Desabitando cruel abstrato
Para abrandar o tormento
Quero te possuir no momento.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta Ryk@rdo

A natureza não tem rival
Tem tudo o que se quer
Tem flores, beleza natural
E uma Rainha: A Mulher.

 GRATIDÃO

sábado, 3 de dezembro de 2016

CASCATA D'ÁGUA CRISTALINA



Cascata que tem água cristalina
És um cortês convite à minh'alma
Um chamado à paixão que me fascina
Traz bucólica sustância à minha calma.
 
Tuas águas são tão límpidas e serenas
Que refletem o encanto da natureza
E as tuas têmperas tão suaves e amenas
Sobrelevam a mais adocicada beleza.
 
És como um paraíso escondido
Que só os amantes podem encontrar
E que só os corações pretendidos
Sentem a sua sútil vibração no ar.
 
E assim, na tua cascata cristalina
Entrego-me ao amor com paixão
Mescla de forte mulher, frágil menina
Faz-me menear em intensa emoção.
 
Teu abraço qual cascata d'água cristalina
É como um poema que nasceu encantado
Ode, lírico que fala de amor e adrenalina
Que em meu amago ficou impregnado!




  Cléia Fialho

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O AMOR É SEMPRE A MAIOR JÓIA



O vento sopra forte lá fora
A chuva cai em gotas miúdas
E eu sinto dentro de mim agora
A alvura da paixão mais aguda.
 
As gotículas lavam minh'a alma
Regando o amor árduo e sua bonança
Fazendo a vida ficar bem mais calma
Germinando a paixão com sutil nuança.
 
A virgem alvorada traz novo dia
E com ela renova oportunidades
De amar com fragor de forma vadia
Encontrando o fluxo de felicidade.
 
A suave brisa expira a correnteza
Tal fluência vai repelindo minhas nóias
E que a aurora traga-me a certeza
De que o amor é sempre a maior jóia.




  Cléia Fialho