TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





terça-feira, 27 de dezembro de 2016

FAÇO-TE A MINHA POESIA



Não precisa estar aos meus pés...
 pois tão formoso és
 faço-te a minha poesia
 eu nada seria
 se não o traduzisse em meus versos
 pois conspira o universo
 totalmente à nosso favor
 entre palavras de amor
 eu digo-te novamente:

 És a minha poesia
 e tudo se faria vão
 se dentro
 do meu pequeno coração
 eu não falasse desta emoção
 quando vejo sua bela face
 que em meu peito fez enlace.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O ARDOR QUE QUEIMA



Em noites de lua, meu coração,  
Teu nome ecoa em minha mente,  
Um sussurro quente, quase um gemido,  
Vontade de libertar este ardor que queima,  
Os limites do corpo dissolvem-se,  
E em cada pensamento, eu me perco em ti.  

Que sabores seriam nossos,  
Se a pele falasse, se o toque dançasse?  
O vinho da tua presença,  
Fermentado na lucidez de um abraço,  
Corpos entrelaçados como a brisa ao florescer,  
Despertando a essência dos sentidos.  

Daria vida a cada gesto,  
Com coragem, sem medo, sem pudor,  
Teus lábios, a taça que desejo erguer,  
Um brinde ao inusitado, ao desconhecido,  
Caindo na armadilha do prazer,  
De perder-me, de encontrar em ti a totalidade.  

Ah, a intensidade que abriga o instante,  
Um eletricidade, um brilho escondido,  
Que explode silencioso, como um trovão,  
Desnudando os desejos mais profundos.  
E entre suspiros e carícias,  
Permito que o tempo se faça eterno.  

E enquanto o mundo lá fora,  
Desaparece como neblina ao amanhecer,  
Eu me entrego ao caos que é saber de ti,  
Aventurando-me em cada toque,  
De cada poro em chama,  
A vida pulsando em um ritmo voraz.  

Vamos juntos, ceder ao impulso,  
A liberdade em cada gesto roubado,  
A dança dos sentidos, uma sinfonia,  
Entre o amor e o desejo,  
Uma celebração visceral,  
Entre nós, um universo em ebulição.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

SENSUALIDADE INFINITA



O sabor que deixas, em minha pele se derrama,  
Teus dedos traçam mapas onde o desejo se revela.  
Invocas vontades que dançam ao luar da noite,  
Um ritmo profundo, incessante, em cada toque.  

Teus olhos, chamas que ardem na penumbra,  
Iluminam memórias que tarde se desdobram.  
E mesmo ao me ausentar, teu eco persiste,  
A doce sinfonia que em meu ser se inscreve.  

Repleto deste calor, anseio por mais,  
Esse mistério de nós dois, simplesmente voraz.  
Os instantes se estendem em suaves carícias,  
Como a maré que embala e transforma a areia.  

A força do teu ser me envolve, atordoante,  
E cada suspiro é um convite à entrega,  
Um desafio velado entre risos e gemidos,  
E um pacto sutil que a brisa não revela.  

Desejo intenso, feito de névoa e paixão,  
Teus lábios, um oásis em meio à solidão.  
À sombra, descobrimos o que é ser onde estamos,  
E o tempo é mero detalhe, diante do instante.

Por ti, subo montanhas, atravesso tempestades,  
Teu corpo é a sinfonia que ecoa a eternidade.  
Não são os momentos, mas o fogo que permanece,  
A essência crua, visceral, que nunca adormece.  

Quero mais dessa dança, desse amor indomável,  
Aquela loucura que não se contém em palavras.  
Na entrega profunda, estou sempre a voltar,  
Teu toque, uma alvorada, difícil de esquecer.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

domingo, 18 de dezembro de 2016

ENTRE A NÉVOA E O TEU PULSO



Respiro tua sombra como vinho quente,
e a pele se abre em brasa lenta,
cada poro te procura no escuro
como quem bebe sal na ponta dos dedos.

Deslizas por mim feito água e fogo,
derretendo as margens onde me escondo.
Teus ossos desenham mapa no meu corpo,
e eu me perco de propósito em cada curva.

O mundo some quando teu hálito encosta,
na dobra fina onde o silêncio geme.
Sou rio, sou chão, sou boca que implora
o peso leve do teu desejo.

Não há túmulo que segure esse voo,
nem areia que me tire das tuas mãos.
Quando teus lábios batem asa em mim,
até a noite aprende a arfar em nós.




  Cléia Fialho

sábado, 17 de dezembro de 2016

O TESOURO QUE MORA NA TUA PELE



Estou acesa,
mais que desejo, sou labareda,
porque em meus braços
finalmente tenho o que o tempo me devia.

Teu corpo é o meu mapa proibido,
meu homem é o meu rito,
o que me ensina a desaprender o pudor
e mergulhar onde o prazer não pede perdão.

Teu olhar me desnuda antes das mãos,
teu gesto me chama sem dizer palavra,
e a cada toque teu
eu lembro que nasci para incendiar.

A cada dia contigo, descubro
que não há ouro maior
que a curva do teu peito encostando no meu,
que o calor da tua boca
quando me rouba o fôlego devagar.

Teu carinho é febre que me invade,
teu beijo é a prece que me rende,
e eu, que um dia te vi passar numa passarela,
hoje te guardo inteira,
tatuada por dentro da pele.

Te desejo.
Hoje, amanhã 
e em cada arrepio que me chamar teu nome.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

EU QUERO TODA A ESSÊNCIA



 Eu quero o beijo quente
Da tua língua sedosa
 Que me deixa tão fremente
 Por tua saliva aquosa.

  Eu quero toda a brasa
Do teu corpo sedutor
 Labareda que extravasa
 E dilacera meu calor.

  Eu quero toda essência
Do teu sexo em alta
 Tua seiva com violência
 Que em minha boca salta.




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta Azsantos

 Esse teu beijo sedutor
 Tem a força, tem a sedução
 Que me deixa todo excitado
 Seduzido ao fogo da paixão
 De meu ser ter sido mergulhado
 Na doçura dos beijos aguçado
 Numa noite de amor e de tesão.

 GRATIDÃO 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

ARREPIO QUE ATRAVESSA A PELE



À beira do rio, onde a luz se derrama,
teu olhar acende a margem do instante.
A dança não começa nos pés,
mas no arrepio que atravessa a pele.

Os corpos se buscam —
sem pressa,
mas com a urgência de quem já sabe
o gosto do destino.

A brisa levanta o lençol
como se desnudasse o tempo,
e nele,
passado e presente se tocam,
como nossas bocas,
lentas, certas, famintas.

Giramos no fogo calmo do querer,
onde o fetiche é semente
e o prazer, flor aberta no meio do dia.

O mundo lá fora desbota —
só nós existimos
neste rito antigo de amar
com todos os sentidos
à flor do agora.

E se o amor é fome,
a gente se devora
num eterno começar.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

DOMA E TOMA




Vem, lambuzar-te em meu mel
deliciar-te em meu êxtase
rouba-me sufocados gemidos

possua-me com ênfase
aprecie meus rugidos
doma e toma meu cio de fera

fazendo-me uivar de prazer
na espera do teu pleno suster.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

A fera,
domada e empalada,
possuída com autoridade
por aquele que te faz rugir
a cada orgasmo.

 GRATIDÃO

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

COMO FOGO A BRILHAR


Fecho os olhos…
e o mundo se dissolve em brisa.
Tua pele, silêncio que me toca,
como se o tempo fosse apenas
o instante do teu gesto.

Teus dedos —
são raízes que dançam sobre mim,
acendem luas no meu ventre,
incendeiam caminhos onde só existe
a curva do teu olhar.

Há uma canção invisível
quando tua presença me atravessa,
e o amor canta
na dobra mais serena da noite.

Que ninguém apague
essa fogueira de ventos e desejos —
teus dedos florescem na sombra,
como segredo que insiste em brotar.

Deixa o tempo se desmanchar,
como névoa leve entre os corpos.
Eu voo contigo
no espaço onde o toque é abrigo
e o sentir é morada.

Cada gesto teu é palavra,
cada olhar teu, poesia.
Somos verso vivo
na canção que o campo escuta

quando a alma, enfim, se entrega
como fogo a brilhar.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Você voa
nas asas do desejo,
entregue ao sentimento,
brilhando na noite
ardente como a sua essência.


 GRATIDÃO