TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





domingo, 2 de agosto de 2020

SEUS OLHOS CINTILAM




Ah! A sua erótica sutileza
Imoralidade com perfeição
Um convite à minha safadeza
Um chamado ao meu tesão.
 
Seus lábios se movem com agudeza
Suas mãos me tocam com suavidade
Te entrego minhas profundezas
Sodomizada por sua tesa sexualidade.
 
Seus olhos cintilam com desejo
Seu corpo se move com verve e prazer
E eu me sinto envolta nesse ensejo
Sensório eretismo de liquefazer.
 
Nas pegadas, toques, você prescreve
Em minha pele, a sua intenção
Me sinto tão solta e presa, tão leve
Sorvida, sugada pela sua sedução.
 
Ah! A sua capciosa sutileza
Arte que me faz entorpecer
Eu me rendo às suas proezas
Em seu falo vou me aprazer.
 
Então me bebe e come com doçura
Me possui com empalada paixão
Sua reentrância me leva à loucura
Pungente fornicar de perdição.




  Cléia Fialho

sábado, 1 de agosto de 2020

SUFOCAÇÃO DE UM CORPO EM CHAMAS




A carne pulsa num ardor sem freio,
Um fogo que consome a alma em seu deleite.
O pensamento, escravo do desejo,
Não encontra repouso, nem um minuto.

Cada toque, um arrepio que me inunda,
Um convite à entrega, um grito abafado.
A pele, sedenta, anseia a funda
União de corpos, num trance encantado.

A noite se estende, longa e velada,
Enquanto a insônia me rouba o sossego.
Em tua ausência, a alma torturada,
Clama por teu abraço, teu apego.

Os sonhos me trazem teu vulto sereno,
A voz que me embala em doce canção.
Mas o despertar é um golpe pequeno,
Que me devolve à cruel solidão.

Um anseio que arde, sem trégua nem fim,
Um clamor que ecoa no meu interior.
Desejo-te perto, sinto em mim
A força que move o mais puro amor.

As horas se arrastam, lentas demais,
Enquanto a saudade me rói o peito.
Quero teus lábios, teus arroubos, teus ais,
Um encontro de almas em perfeito feito.

E em cada suspiro, em cada gemido,
Encontro a promessa de um dia vir a ser.
Um amor que transborda, tão vívido,
Que me faz sonhar em contigo viver.

A mente divaga em mil fantasias,
Onde o toque é o guia, o olhar o compasso.
Em ti me perco em doces alegrias,
Em um labirinto de terno abraço.

A pele que anseia o calor da tua mão,
O corpo que anseia a tua presença.
Em ti encontro a pura redenção,
E a mais doce e intensa experiência.

Um mar de emoções, que me arrasta e me leva,
Em ondas de entrega, em um turbilhão.
É o amor que me chama, que me renova,
E me faz renascer em cada canção.

E assim sigo eu, em ti a pensar,
Com o coração em um ritmo acelerado.
Na espera constante de te encontrar,
Em um amor que me faz realizado.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 31 de julho de 2020

SONHOS E ILUSÕES



Sou a sua realidade
 Dos seus olhos a alucinação
 A doçura de cada instante
 Escorrendo...
 Pelo canto dos seus lábios.

 Eu sou a precisão
 Em seu viver intenso
 Sou seu nada e o seu tudo
 Cada partícula do seu mundo
 De sonhos e ilusões
 Presente em todas as ocasiões.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 30 de julho de 2020

AS HORAS DANÇAM NUAS




Quando o sol romper, exaustos e cheios,
Não me perguntes onde ficaram os meses de ausência,
Estão desfeitos aqui, entre os nossos joelhos,
Entre o suor e o gozo, entre a fome e a essência.

As horas dançaram nuas, sem pudor algum,
Em sinfonia de corpos, um balé sem fim,
Onde o tempo se perdeu, num êxtase comum,
E cada toque um grito, que ecoa em mim.

Teu corpo, mapa de desejo que explorei,
Cada curva um convite, um segredo a desvendar,
Na noite que se estendeu, em ti me mergulhei,
Em busca do abismo que eu sempre quis encontrar.

Nossos gemidos, hinos que a alma entoou,
No altar sagrado da carne, em união divina,
Onde o orgasmo explodiu, e a razão se apagou,
Em cada espasmo, a vida mais pura e genuína.

E agora, ao amanhecer, com a pele ainda a vibrar,
Marcada pelos beijos, pelo amor que nos consumiu,
Não há espaço para perguntas, nem tempo a lamentar,
Apenas a certeza do que em ti se descobriu.

Os meses de ausência, em teu abraço se findaram,
Na tempestade de prazer que nos levou ao céu,
E os instantes fugazes, em memória se gravaram,
Nos nossos corpos exaustos, sob um novo véu.

Não há arrependimento, nem dor que me assombre,
Apenas a plenitude do que juntos vivemos,
Nesse ritual selvagem, onde o amor transborde,
E os nossos corpos cansados, a glória do gozo temos.

Assim, quando o sol romper, exaustos e cheios,
Com a memória vívida do prazer que nos uniu,
Sabemos que os meses de ausência, agora são nossos anéis,
Presos na essência do amor, que em nossos corpos fluiu.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 29 de julho de 2020

terça-feira, 28 de julho de 2020

SENSUAL OLÊNCIA



Prendeu-me em teus braços
 sedutores e ardentes
 fez-me ocupar teus espaços
 de aspiração e expiração quentes.

 Perfumou a minha vida
 na justa e perfeita medida
 em teu corpo há essência
 uma magia hospitaleira.

 Inalando tua sensual olência
 tornaste-me tua prisioneira...




  Cléia Fialho

segunda-feira, 27 de julho de 2020

EM GOZO E VERSO


Daqui onde a boca ainda queima
e o verso desce como fruta madura,
teu tronco é curva, chama, madeira,
e eu sou a sede que não se apura.

Desço por ti como rio em cheia,
molho os lábios no teu beijo,
cada sílaba é uma veia
que pulsa e arde — e ninguém doma.

Não peço calma, peço cais,
não peço luz, peço o escuro,
que o tesão, quando é mais, se desfaz
em gozo e verso — duro, duro.

E bebo, sim, até o osso,
até o fim do teu espanto,
pois todo o corpo é um poema grosso
que eu recito em gozo e canto.




  Cléia Fialho

sábado, 25 de julho de 2020

FORÇA E PRESSÃO



Indo e vindo... 
vindo e indo...
 Em um insano prazer infindo
 Com muita força e pressão
 
Em um gozo abduzida
 Sem pena e sem perdão
 Quero assim ser possuída...

Indo e vindo…
vindo e indo…
num giro de desejo sem fim definido.

E o tempo se quebra em ondas profundas,
onde tudo em mim perde direção,
e resta apenas o impulso do instante.

Força que arrasta, silêncio que chama,
um abismo doce onde eu me lanço inteira,
sem mapa, sem freio, sem nome.

E nesse movimento que não se explica,
eu me deixo levar —
como quem descobre que cair também é forma de voo.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 24 de julho de 2020

SOMBRAS E TOQUES



Deixemos que a noite nos envolva,  
teus lábios, uma promessa de prazer  
enquanto o luar se esgueira das nuvens,  
refletindo a chama que arde em nós.

Neste instante, o universo é pequeno,  
nada além do calor dos nossos corpos,  
cada suspiro uma ode à verdadeira essência,  
onde somos mais que sombras, somos luz.

Assim, os ritmos se entrelaçam,  
enquanto a vida flui entre nós,  
devagar, feroz, como um rio indomável  
que arrasta tudo em sua passagem.

Não sei se em nossa língua me expresso,  
ou se o calor se revela em silêncios,  
mas é nos ecos, nas batidas do peito,  
que nossas vozes dançam em união.

Os nossos corpos, numa sintonia,  
se cruzam em caminhos desenhados,  
como estrelas que atingem seu destino,  
desvendando a noite e suas promessas.

Perdia-me em ti, por dias e dias,  
em teu abraço, calor que me consome,  
cada toque, cada sussurro é um lume  
que queima na memória, ardente e vivo.

E entre as sombras, a paixão se desenha,  
como a maré que beija a areia à noite,  
despertando desejos ocultos,  
uma dança de instintos, livre, intensa.

E nesse devorar silencioso,  
nossos mundos se encontram em um só,  
onde o tempo se dobrando em nós,  
suspende o ar, transforma tudo em puro.





  Cléia Fialho