TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





segunda-feira, 25 de julho de 2022

ETERNIDADE A ALÇAR




Nas folhas do tempo,
Os poetas entornaram,
Suas palavras e almas,
Ao vento esvoaçaram.

No palco das estrelas,
Seus versos ecoaram,
Eram sábios do sentir,
D'alma e do amor.

Cantaram a vida,
Até a dor,
Com muito fervor,
Suas belas letras como rios.

Fluíram sem cessar,
No oceano da poesia,
A eternidade a alçar,
Nas folhas do tempo.





  Cléia Fialho

domingo, 24 de julho de 2022

sábado, 23 de julho de 2022

OCEANO DA CARNE



A carne se abre como mar profundo,
ondas de vertigem se erguem em gemidos,
correntes arrastam sem piedade,
e cada toque é naufrágio inevitável.

Afogo-me em tua pele líquida,
como náufrago que deseja perder-se,
sem bússola, sem porto,
apenas o infinito que engole.

O oceano da carne é vastidão selvagem,
um abismo salgado de prazer,
onde o corpo se dissolve em tempestade,
e o delírio se torna eternidade líquida.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 22 de julho de 2022

SUSSURROS ENTRE O CORPO E A NOITE



Teu nome escorre lento,
gota quente sobre a pele,
desenhando mapas que só
o desejo sabe ler.

A tua respiração me alcança
antes das tuas mãos,
ventania baixa que levanta
a cortina da minha calma.

És brasa que não queima,
mas invade,
se instala devagar sob as costelas,
desfazendo nós que eu nem lembrava ter.

Me perco no contorno do teu riso,
na curva do silêncio entre um beijo e outro,
onde o tempo se entrega e vira pó de estrela
nas dobras do lençol.

E quando teus dedos me encontram,
o mundo vira canto abafado,
gemido antigo que volta da neblina,
ritmo que eu sabia de cor sem nunca ter aprendido.

Fica.
Que a noite ainda é nossa,
e o corpo pede mais que promessa:
pede verdade, pele contra pele,
até virar coro final o nosso arfar.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 21 de julho de 2022

DESEJO ARDENTE



Ofegante, mergulho em anseios carnais,  
Meu ser consome-se em chamas de paixão,  
Cada pensamento é um turbilhão,  
E a presença queima, me rouba a paz.

A mente não se desvia do seu toque,  
Cada gesto, um convite à perdição,  
Tudo em mim vibra, em pura exaltação,  
E a noite se torna palco do amor.

Perco o sono, preso à intensa obsessão,  
No abraço selvagem, sinto-me completo,  
A carne implora, em um grito secreto,  
E o desejo nos une em delirante tesão.

Cru e visceral, o meu peito é ardor,  
Invade, envolve, sem qualquer pudor,  
E nessa dança de um voraz esplendor,  
Somos chama, paixão que não se esconde.




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta J R

 "Valorizar a essência dessa sensibilidade
 faz me ver com transparência
 aumentar minha vontade
 se o ego, ele existe
 é porque é importante
 a essência só existe se existir a transcendência
 aos olhos de um amante
 que disposto está por ter
 um desejo instigante
 mesmo que isso só for por apenas um instante"

 GRATIDÃO 

quarta-feira, 20 de julho de 2022

CELEBRAÇÃO POÉTICA



Rodopiando em círculos, as palavras vão
Sons e sílabas em um melancólico refrão
Ecoando em um ritmo hipnótico sem fim
Entoando a canção que nasce em mim.

Mundo de sonhos em uma dança circular
Belas quimeras são um convite a sonhar
Explorar o universo que a poesia conduz
Onde as palavras se transformam em luz.

Criando novos sentidos e significados
Um universo de possibilidades e estados
Em um fluxo eterno de todos os sentidos
Celebração poética de amores vividos.




  Cléia Fialho

O Experimental Tridoze Poético é uma criação
da Poetisa Norma Aparecida Silveira Moraes 

terça-feira, 19 de julho de 2022

POEMA ESCRITO EM BRASA



Cada impulso teu desperta um clarão,
um idioma secreto tatuado na minha pele.
Meu corpo responde em cadência indomável,
verso vivo, que pulsa sem desenfreado.

Minhas curvas convocam tempestades,
ritmam o delírio que nos devora.
embriagadas pela chama do desejo.
No calor da tua voz entrecortada,
o silêncio também aprende a arder.

Somos dois horizontes sem fronteiras,
dois abismos sem margens,
fundindo respiração, calor e vertigem,
até que o tempo se dissolve,
na intensidade que nos atravessa.

Quando o arrepio alcança o auge,
E o êxtase enfim nos atravessa,
permanece em mim a lembrança do teu calor,
uma assinatura invisível, profunda,
guardada onde nem a chuva consegue chegar,
gravada onde nenhuma água alcança.

E repouso entre lençóis desalinhados,
renascida daquilo que incendiou meus sentidos.
permaneço deitada na cama revolta,
Sou poema moldado pelas brasas,
nascida das chamas,
palavra viva que se recusa a apagar,
e escolheu permanecer acesa.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 18 de julho de 2022

POESIA É VIDA




   P- Poesia é a arte de expressar o que sinto
   O- Onde palavras dançam no coração consinto
   E- Em cada verso, um mundo se revela
   S- Sentimentos profundos, a alma se desvela
   I- Imagens e sonhos em perfeita harmonia
   A- Amor e tristeza, toda a melancolia

   É- É a poesia que dá vida ao pensamento

   V- Vibrando em cada linha, todo sentimento
   I- Inspirando emoções, um verdadeiro encanto
   D- Divina e eterna, no coração eu planto
   A- A poesia é a vida, uma ode de acalanto.




  Cléia Fialho

domingo, 17 de julho de 2022

O LIMITE DA VERTIGEM



O perfume da tua pele sela o ar do quarto,
um calor denso que derrete qualquer distância.
A minha boca decifra cada curva do teu pescoço,
onde o teu pulso acelera e dita o meu ritmo.

Nossos corpos são imãs famintos de atrito,
uma arquitetura de braços, calor e respirações.
O teu toque desliza como brasa viva sobre a pele,
despertando um arrepio profundo que desmancha a espinha.

Não há espaço entre nós para o pensamento;
só existe a textura da ânsia, o peso do desejo,
o som abafado dos suspiros presos na garganta
enquanto nos devoramos com a urgência do escuro.

E a cada segundo que o tempo se comprime,
somos apenas este suor compartilhado,
esta febre que nos funde num só relevo febril,
ardendo juntos até o último limite da vertigem.




  Cléia Fialho

sábado, 16 de julho de 2022

ANJO QUE ESQUENTA MEU INVERNO



Meu doce anjo da noite,
não me solta, me prende,
teu nome é corrente quente
que carrego na pele.

Caminho sem chão,
te procurando em cada sombra,
a imaginação me lambe os dedos
e desenha teu corpo no ar.

Maldita sina que me deixa só,
com a boca cheia do teu cheiro,
sonho contigo de olhos abertos,
minhas mãos te inventam inteiro.

O sangue em mim não corre, galopa,
vendaval preso nas veias,
derrubando castelos que fiz sem ti,
só pra te construir de novo em minha cama.

Tira de mim esta tormenta fria,
esta solidão que me morde os ossos,
vem como primavera de pernas abertas,
com tuas asas de anjo me cobrindo.

Fica no meu abraço sem fim,
esquenta este corpo que o inverno atormentou,
que eu quero me perder no teu calor
até o amanhecer esquecer meu nome.




  Cléia Fialho