TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quarta-feira, 10 de abril de 2024

SONATA DE PRAZER



Todo o teu corpo em curvas de desejos,
Um convite ao toque, queimando a pele.
Em teus olhos, o arpejo dos ensejos,
Sexualidade que a cada gesto expele.

Teus lábios, suaves e provocantes,
Incendeiam os meus sentidos com sabor.
Os nossos corpos dançam, amantes,
Em uma sonata de prazer e ardor.

Desvendo a tua tez num toque lento,
Explorando cada centímetro com tesão,
A luxúria nos envolve num momento,

De entrega total e profunda conexão,
Tu és a tesura da minha inspiração,
Toda poesia, um êxtase de pura emoção.




  Cléia Fialho

terça-feira, 9 de abril de 2024

O CORAÇÃO SORRI 





Amanhece o dia, a aurora a brilhar
Esperança desperta, a alma a renovar
Entreabro os olhos, e o encanto a me envolver.

Inspiração floresce, como o alvorecer
Ao longo do caminho, alegrias a colher
O coração sorri, o amor a florescer.

Ondas de emoção, no oceano do viver

Utopias traçam sonhos, no horizonte a tecer.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 8 de abril de 2024

NÃO FECHA OLHO QUANDO GOZA



Duas da manhã.
A cidade dorme e nós não.

Não há poesia aqui, só boca.
Só tua mão puxando meu cabelo,
minha mão perdendo a educação na tua nuca.

Tu duro.
Eu molhada de vontade.
O lençol já desistiu de nos cobrir.

Não fala bonito, fala sujo.
Me diz o que quer que eu faça com você
como quem dá uma ordem que já vai ser desobedecida
de tão gostosa que é obedecer.

Me manda ficar de quatro
e eu fico.
Me manda não gozar
e eu vou desobedecer só pra te ver perder o controle também.

Me vira de costas pra parede,
me morde a boca,
me marca com os dedos na cintura
que eu quero acordar amanhã com teu mapa na pele.

Sobe em mim.
Me prende com teu peso.
Me deixa sem ar do jeito bom,
do jeito que me faz puxar teu cabelo com mais força.

Quero te sentir fundo,
lento no começo pra me provocar,
fundo depois pra me fazer esquecer meu nome.

Fala no meu ouvido
o que você vai fazer quando não aguentar mais,
que eu já estou quase lá
só de ouvir tua voz rouca.

Me olha.
Não fecha o olho quando goza.
Quero ver tua cara se desfazendo
enquanto eu me desfaço embaixo de você.

E quando acabar,
não sai ainda.
Fica duro dentro de mim mais um pouco,
me deixando cheia, pulsando,
pra eu lembrar a noite inteira
de quem é que me deixa assim.




  Cléia Fialho

domingo, 7 de abril de 2024

SEMENTES DE FORÇA E SUPERAÇÃO



E mesmo diante das provas mais duras
Ela persiste, resistente, radiante e madura
A resiliência é a força que me faz segura.

No horizonte incerto, a resiliência surge
Um raio de luz ilumina o caminho e ressurge
Nas asas do sonho, a alma se hasteia e urge.

Mesmo quando o céu parece em desalento,
e a tempestade insiste em me ferir,
a resiliência floresce em meu pensamento,
feito estrela que jamais deixa de existir.

Ela canta baixinho entre os escombros,
renovando a coragem do coração,
transformando lágrimas e assombros
em sementes de força e superação.

Eu carrega a resiliência no peito
não me perco na dor ou na escuridão,
faço do amor o mais belo leito
e da vida, eterna reconstrução.





  Cléia Fialho

sábado, 6 de abril de 2024

AH! ESSE HOMEM II




Ah! Esse homem.
Que me toca os seios
Como um beija-flor toca
No jardim, as flores.

Arrepiá-me despertando
Antigos devaneios
De mãos no meu corpo
Em longos passeios.

Ah! Esse homem.
Que me cobre de beijos
Que deixa marcas suaves do seu amor
Expõe minha anatomia nua sem segredos
Como se fosse um quadro de célebre pintor.

E a mira com olhos de sol coruscante
Incendeia a tela com seu fogo sagrado
Remexe a lava, no fundo, adormecida
Do vulcão dos meus profundos desejos.

Fazendo explodir em mim a mulher plena
A amante ardente de gestos delicados
Que pouco se importa com os espinhos
Para ser a dona dos seus carinhos.
Ah! Esse homem.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 5 de abril de 2024

O TEMPO SE ABSTRAI




No crepúsculo, nossos olhares se derramam
Como estrelas que dançam no céu noturno
Teus lábios, doces como o mel, me chamam
O coração bate forte em compasso taciturno.

E o mundo lá fora desaparece com calma
Nossas mãos se laçam, como hera na parede
És a doce melodia que embala minh'alma
Neste oceano de paixão, o nosso resguarde.

Teus cabelos, fios de seda, ao vento se agitam
E o perfume da tua pele me envolve, me atrai
Somos dois corpos, uma só essência que grita
Neste abraço apertado, onde o tempo se abstrai.




  Cléia Fialho

O Experimental Tridoze Poético é uma criação
Da Poetisa Norma Aparecida Silveira Moraes 

quinta-feira, 4 de abril de 2024

ALÇAMOS O APOGEU




No doce compasso de nosso encontro
Romantismo e paixão se entrelaçam
Nosso desejo é um eterno confronto

De almas que no amor se abraçam
Em lençóis, o ensejo é disseminado
Luxúria ébria que a vida nos deu

Num eterno abraço, estamos ligados

Na lascívia profunda, alçamos o apogeu.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 3 de abril de 2024

VOO AO ÊXTASE



Desejo-te como um livro que se abre
A explorar as páginas, folha a folha
Delicio-me em cada linha que colha
A expressão é vistosa na viagem.

Na poesia eu encontro a plenitude
De admiração e intrínseca virtude
Decanto nostalgia, de tempos vividos
Na reminiscência, a perda dos sentidos.

Navegar por cada palavreado profundo
Biografia bela, recitada a cada segundo
Ler teu corpo como um clássico sagrado
Voo ao êxtase, num clímax tão desejado.




  Cléia Fialho

O Experimental Tridoze Poético é uma criação
da Poetisa Norma Aparecida Silveira Morais

terça-feira, 2 de abril de 2024

PRA ME OLHAR GOZANDO



Quando eu gozo,
as estrelas piscam fora de ritmo.
Juro.

A Via Láctea estremece,
um cometa se perde do caminho
pra me olhar gozando por sua causa.

Nós dois aqui, tão pequenos, tão nus,
fazendo um barulho tão grande
que o silêncio do espaço fica com inveja.

Eu em cima de você cavalgando o próprio Big Bang,
você embaixo de mim inventando de novo
a gravidade pra me puxar mais pra dentro.

Depois, ficamos em silêncio,
eu brilhando,
você me orbitando.

E eu ainda pulso.
Você sente?
Coloca a mão aqui,
bem aqui onde ainda estou tremendo,
que é o meu jeito de continuar gozando mesmo depois do fim.

Teu peito suado encosta no meu
e faz barulho de maré cheia.
Teu hálito quente na minha nuca
me faz querer recomeçar antes mesmo de ter terminado.

Você me puxa pelo quadril,
me traz de novo pra tua órbita,
e eu já estou molhada outra vez
só de saber que você vai me fazer brilhar de novo.

Me deixa ficar assim em cima,
lenta,
desenhando círculos com o corpo
só pra te ver morder o lábio
e perder a linha do tempo.

Porque quando eu estou em cima de você,
eu não estou em cima.
Eu estou em todo lugar.
Eu sou o céu que você olha
quando fecha os olhos pra gozar.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 1 de abril de 2024