TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




quarta-feira, 7 de julho de 2021

O AROMA DO PAMPA

 


Nas coxilhas, onde o olhar se perde, 
O vento assovia histórias da querência verde. 
Meu peito se enche de orgulho e paixão
Por esse solo gaúcho que é minha razão.  

No trote do cavalo, o campo me chama
O aroma do pampa é o que mais me inflama
Entre o mugir do gado e o chiar do laço
Sinto a terra pulsar, meu eterno abraço.  

No poncho estendido, carrego o passado
Nos mates trocados, o amor é honrado
A guitarra ponteia canções tão serenas
E a alma gaúcha canta suas cenas.  

Os rios que cortam este chão abençoado
São como veias de um coração sagrado
O sol que despede no céu alaranjado
É testemunha do amor por este rincão amado.  

Oh, terra querida, de tradições infinitas
Teus campos são versos, tuas cores benditas
No minuano que sopra, firme e altaneiro
Ouço teu chamado, meu chão verdadeiro.  

Na dança das festas e nos risos tão francos
Celebramos a vida em compassos tão brancos
Solo gaúcho, meu eterno companheiro
És meu orgulho, meu sonho, meu celeiro.  

E ao cair da noite, sob o céu estrelado
Declaro meu amor, forte e apaixonado
Pois no coração de quem ama este lugar
O solo gaúcho é onde sempre vou ficar.  




  Cléia Fialho

terça-feira, 6 de julho de 2021

MAIS SELVAGENS



Depois de tantas luas vazias,
o teu retorno rasga a noite
como um relâmpago impaciente.
Nem existe tempo
para o silêncio respirar.

A porta permanece entreaberta,
o mundo continua do lado de fora,
mas eu já te encontro
com a urgência de quem atravessou
um deserto inteiro
carregando sede na garganta.

A distância morre
no instante em que nossos olhos se reconhecem.
Não há cerimônia.
Não há prudência.

Existe apenas esse choque,
esse ímã desgovernado
que arrasta os nossos corpos
para um território
onde nenhuma ausência sobrevive.

Seguro teu rosto
como quem recupera
algo que nunca deixou de pertencer
ao próprio peito.

Meu beijo nasce faminto,
profundo,
embriagado pela espera.

Nele deposito
cada madrugada vazia,
cada lembrança que queimou por dentro,
cada palavra engolida
era apenas um eco
percorrendo a minha pele.

Te abraço
com força suficiente
para desfazer o tempo.

Meu corpo inteiro
recorda o teu
antes mesmo do primeiro toque.

É memória.
É instinto.

É fogo reconhecendo fogo.
O ar desaparece.
A respiração tropeça.

O coração acelera
até perder o compasso,
como se finalmente entendesse
que algumas esperas
nascem apenas
para tornar o reencontro
insuportavelmente intenso.

Teu perfume
desperta em mim
uma vertigem antiga.

Minhas mãos percorrem
cada contorno,
cada curva,
cada centímetro
que a saudade decorou
sem jamais esquecer.

É como regressar
a um lugar sagrado,
onde cada gesto
acende outro,
e cada aproximação
faz o desejo crescer
como uma tempestade
que se recusa
a encontrar repouso.

Teu calor invade o meu.
Meu calor responde.

Entre nós,
não existe espaço
para hesitação.

Apenas o ritmo acelerado
de dois corações
que decidiram incendiar
a mesma noite.

Tua voz baixa,
quase rouca,
atravessa meu corpo
como uma corrente elétrica.

Fecho os olhos
e deixo que esse som
me conduza
ao lugar onde a razão
abandona qualquer resistência.

A espera nos deixou mais intensos.
Mais livres.
Mais selvagens.

Cada segundo distante
transformou-se
em combustível
para este instante
que explode
feito estrela
dentro do peito.

Somos tempestade,
maré, faísca,
vento atravessando labaredas.

Somos o encontro
de duas vontades
que jamais aprenderam
a caminhar devagar.

Quando a madrugada
se deita sobre nossos ombros,
ainda encontro
nos teus olhos
a mesma fome luminosa
que encontrei
na primeira vez
em que me tocaste.

E descubro,
com um sorriso ardente,
que existem reencontros
capazes de apagar
todos os calendários,
porque certos amores
não contam o tempo.

Apenas reconhecem
o instante exato
de voltar a arder.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 5 de julho de 2021

O QUE VAI SER?



E se eu vier a dizer...
que gosto de ti...
o que tu vai fazer?

E se por acaso eu contar...
que te amo... 
o que tu vai pensar?

E se eu confessar...
que te quero...
que por ti espero...
desde sempre.

Que tão fremente...
há um turbilhão de sentimentos

Uma intensa paixão...
desde o momento...
em que te conheci.

Sinto e sempre senti...
loucuras por ti...
mas jamais admiti

Por simples medo...
de te perder ...
e agora me excedo

E te pergunto: o que vai ser?





  Cléia Fialho

sexta-feira, 2 de julho de 2021

CORPO — ÍMPETO



Desço a boca pela tua manhã de pele,
rasgo o silêncio com língua de fome.
Te engulo em pedaços cálidos, urgente,
chego ao limite — sem trégua, sem desculpa.
Sorvo teu sucro, guardo-o entre os dentes,
um sorriso miúdo que queima por dentro.

Sigo, avassaladora, pelos teus mapas molhados,
cada curva uma promessa de incêndio.
Minhas costas arqueiam, resposta bestial,
mãos que prendem, dedos que descobrem ossos.
O ar corta como navalha; teu nome se rasga,
um gemido largo, sem pauta, sem freio.

Ralho a calma, sou animal que traduz desejo,
rasgo as horas até só restar pele e pulsação.
Beijos como rajadas, mordidas de vento grosso,
ruído primitivo — prazer cravado na carne.
Teu sal cola à minha língua, revela segredos,
e eu te consumo com a paciência de quem devora mundos.

Quando sucumbes, o impacto é queda e voo,
um tremor que me atravessa e me planta inteira.
Ficamos nus de silêncio, suor e raccordos respiratórios,
um rastro de fome saciado e outro recomeçando.
Fecho os olhos, ainda provando cada guerra breve,
sorrio pequeno — e já planejo o próximo incêndio.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 30 de junho de 2021

ALMAS CADENTES



A constelação conspira a nosso favor
Ela confabula em nome do amor
Imagine o mundo onde as estrelas se alinham.

E as danças cósmicas hipnotizantes continham
As cores e matizes vibrantes do universo
Girando somente ao redor e emersos.

Despertam nossa imaginação ardente

Alimentando nossas almas cadentes.




  Cléia Fialho

terça-feira, 29 de junho de 2021

ABAIXO DO UMBIGO



Ritmos acelerados, 
corações a pulsar
Festa íntima 
do desejo incontido
Entrega completa
sem medo de amar
Desvendamos segredos
abaixo do umbigo.

Na cadência
de um toque atrevido
Corpos em febre
num sonho proibido
Beijos incendiando
a pele em arrepio
E o amor deslizando
como um doce desvario.

Mãos que percorrem
caminhos de tentação
Versos sussurrados
em doce provocação
Entre suspiros
e olhares de pecado
Nos perdemos juntos
nesse querer desenfreado.





  Cléia Fialho

domingo, 27 de junho de 2021

SEMPRE ETERNA E FASCINANTE




Entre flores que desabrocham no jardim
Surge uns poemas que ecoam no ar
Palavras se entrelaçam, sem fim
Despindo sentimentos a transbordar.

Versos dançam como folhas ao vento
Revelando segredos do coração
O poeta, com su'alma em tormento
Retrata a vida em sua expressão.

Canta a paixão em versos ardentes
Descreve a beleza com maestria
O poema é o reduto das mentes.

A poesia que acalma e contagia
Seja ela sempre eterna e fascinante
Toque a todos sobremodo cativante.




  Cléia Fialho

Linda interação do amigo e nobre POETA OLAVO

"Venha visitar o meu jardim 
Traga consigo suas flores 
Vamos incrementar enfim  
Nossos desejos e amores."

 GRATIDÃO

sábado, 26 de junho de 2021

MAL DE AMOR



Enroscar-me em seu pescoço,
 pular em seu colo,
 cobrir-te de beijos,
 saciar todos os desejos.

 Seu corpo então esquenta,
 não aguenta,
 suando... arrepia,
 aconchego e calmaria.

 Rouba-te o sossego,
 leva-te à loucura,
 para esse vício só há uma cura.

 Sou o seu anjo pecador,
 que vem... e vai...
 sem que você esqueça jamais
 que esse mal é que te mata de amor!




  Cléia Fialho

sexta-feira, 25 de junho de 2021

quinta-feira, 24 de junho de 2021

VAGINA



  V- Vários nomes tem a tal vagina
  A- Algo que à muitos então fascina
  G- Ginga para um lado e para o outro
  I- Induz ao prazer diversos loucos
  N- Nada há para poder comparar
  A- A úmida vagina quando gozar!




  Cléia Fialho