sexta-feira, 15 de abril de 2016
ESPERA E VERTIGEM
quinta-feira, 14 de abril de 2016
ENTRE O PENSAMENTO E A PELE
Teus lábios são meu refúgio e abrigo,
A cada beijo, renasce a sedução,
No toque suave, encontro o que preciso.
Nosso amor é chama que nunca se apaga,
Brilhando nas noites que nos envolvem,
Sinto em cada gesto o desejo que traga,
E me entrego ao amor que nos dissolve.
No silêncio que entrelaça nossos nomes,
o mundo se desfaz em pura vertigem,
e o tempo, rendido aos nossos contornos,
se curva diante dessa doce origem.
Te encontro no espaço entre pensamento e pele,
onde a alma respira sem pressa de partir,
e cada segundo que em ti se revela
é um universo inteiro a florir.
Há um fogo sereno que nos guia por dentro,
como mar que acaricia a margem do ser,
e tudo o que somos, nesse mesmo momento,
aprende de novo o verbo “viver”.
E quando a noite se derrama em mistério,
teu nome acende estrelas em mim,
e eu me perco nesse amor tão etéreo,
que nunca começa… e nunca tem fim.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
UM DOCE PRAZER
Bailando nas flores, um doce prazer.
Corações entrelaçados, em magia,
Dançando juntos, em pura sintonia.
Beijos suaves, carinho no olhar,
Caminhos de sonhos, prontos a encantar.
Dois corações, um só destino,
Despertar a vida, em amor divino.
E segue o tempo em tom de emoção,
Desliza lento dentro do coração.
Teu nome ecoa em cada manhã,
Como um segredo na luz de um afã.
O vento acaricia nossa história,
Trazendo lembranças vestidas de glória.
Cada instante se faz infinito,
Quando em teus braços eu habito.
Há um silêncio cheio de calor,
Onde se entende o próprio amor.
Sem precisar dizer nada ao luar,
Basta o teu toque pra me completar.
E se o mundo se perder do caminho,
Ainda assim não estaremos sozinhos.
Pois somos chama, mar e clarão,
Dois universos numa só paixão.
terça-feira, 12 de abril de 2016
DELIRA E SUSPIRA
No sussurro, a vontade desliza e avisa
Teu toque, em segredo, provoca e choca
Na pele, o desejo arde e resguarde
O beijo, em silêncio, inflama e derrama
A noite, em brasa, me chama e embriaga
Teu cheiro, tão perto, me prende e carrega
Nos olhos, o fogo insiste e persiste
Teus dedos, lentos, despertam e apertam
Meu peito, no teu, se perde e se entrega
Na dança dos lençóis, a chama passeia
Teu riso, baixinho, seduz e incendeia
A lua, lá fora, vigia e suspira
Enquanto a paixão nos envolve inteira
E o amor, sem pressa, floresce e flameja.
segunda-feira, 11 de abril de 2016
JÁ NÃO SEI RESISTIR...
Tento não pensar em ti,
mas falho sem perceber.
Teu nome se esconde em mim
nas dobras do meu ser.
Esqueço de te esquecer,
e volto a te encontrar.
Na luz da tua lembrança
me deixo naufragar.
Te sonho sem resistência,
em murmúrios de calor.
Teu toque inventado acende
minha pele em ardor.
E quando a mente te chama,
já não sei resistir…
sou chama, sou entrega,
me perco em ti.
domingo, 10 de abril de 2016
NO AUGE DO INSTANTE
Eu te amo no tempo exato em que meu coração se perde.
Chego perto de ti como quem entra num sonho quente.
Sem pressa. Sem defesa.
Meu corpo aprende teu idioma.
Vai e vem de maré.
Dentro de mim.
Sorrio de leve. Meio segredo.
Lembro do primeiro encontro.
Como se já te conhecesse antes do tempo existir.
Te deixo carinho na pele.
Gestos que falam sem som.
Minha respiração me entrega.
Eu não sei esconder o que sinto aqui.
Entre nós, há um jogo silencioso.
Proximidade. E rendição.
As linhas se dissolvem devagar.
Quando te alcanço, não há distância.
Só presença.
Te encontro como abrigo.
Depois da tempestade.
Teu calor me atravessa.
Me desmonta. Me refaz.
E tudo em mim começa a pulsar.
Sem ordem. Sem controle.
No auge do instante,
eu me perco… completamente.
sábado, 9 de abril de 2016
MOMENTOS DE TENTAÇÃO
Um encontro ao acaso,
emoções soltas no ar,
um enlace quase sagrado,
corações a se entregar.
Desejos sem direção,
segredos a se revelar,
momentos de tentação,
amores sem se limitar.
Madrugadas de entrega,
corpos em suave cansaço,
a paixão que nos navega,
e renasce em cada abraço.
Lençóis em leve desalinho,
suspiros cheios de calor,
o prazer feito caminho,
entre o desejo e o amor.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
A VIDA SEGUE IGUAL
Eu jamais pensei
que te perder seria assim.
Mas tudo insiste
em te trazer pra mim.
Eu conto os dias
na vontade de te ver de novo.
Num reencontro frágil,
cheio de saudade, pouco a pouco.
Teu sorriso ainda fica
preso dentro de mim.
A vida segue igual.
Tudo continua normal.
Mas em mim só fica
um choro silencioso, fatal.
É como um vinho forte
que invade o pensamento.
Algo que ocupa tudo
em todo instante, em todo momento.
Eu era inteira em alegria.
Sem perceber, só amava,
Agora entendo tarde
o quanto fui descuidada.
Nada dói mais
do que viver sem teu calor.
Só sobrevivo esperando
o retorno desse amor.
Meu corpo sente frio.
Ainda te chama sem saber.
Sem rumo, sem destino,
sem saber o que fazer.
Se tu não tivesses ido.
Se ainda estivesse aqui.
Eu seria completa…
Mas... nunca compreendi.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
NOS PAMPAS DO DESEJO
onde o vento assovia segredos
e o céu se deita inteiro no campo,
te vi, entre os cavalos e a bruma,
com o lenço rubro solto no peito
e o olhar mais quente que a tarde de verão.
Tinhas a alma de relâmpago,
as mãos talhadas pra domar
não só potros bravos —
mas também meus silêncios.
Chegaste sem pressa,
com passos de quem conhece a terra e o corpo,
e entre um mate e outro,
teus olhos me despiam devagar,
como quem sabe que desejo também se cultiva.
O cheiro do suor se misturava
ao cheiro de couro e de cio,
e a bombacha justa te moldava
feito a própria intenção do pecado.
Na calmaria do galpão,
onde o luar se intromete entre as ripas,
teu toque firme me achou inteira
como se decifrasse os mapas do meu pampa.
E quando o silêncio nos cobriu,
com cheiro de mato molhado,
fizemos amor com gosto de tradição
e gemidos que ecoaram
mais longe que o grito de um tropeiro.
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