No pampa aberto, ela é fogo solto,
pele que arde, desejo sem medo,
corpo que fala em línguas sem palavras,
e dança a noite inteira, sem regra, sem freio.
que leva no olhar a promessa da entrega,
na boca o convite que queima e molha,
nas mãos o toque que desata, enlouquece.
A tradição? Ela carrega na pele,
mas também carrega a sede do instante,
onde tudo é suor, gemido e abraço,
onde o tempo some e só fica o fogo.
Ela é punho forte, é sombra quente,
é flor aberta na madrugada,
é rosa que queima e ao mesmo tempo seduz,
é tudo isso junto — e muito mais.
No campo vasto, o vento leva seu cheiro,
sussurros, suspiros, loucura fina.
Ela é poema que não se prende,
é festa, é fogo, é pura liberdade.
❦
Cléia Fialho


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