TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

LABIRINTO DE FEBRE



O ar aqui dentro rareia, vira fumaça densa,
um curto-circuito invisível que estanca o tempo.
Basta o teu reflexo cruzar a penumbra da sala
para que o meu mundo perca o eixo e desabe.

Tu és a tontura que recusa o remédio,
o eco de uma voz que me chama no meio do breu.
Minhas mãos buscam o vazio onde o teu calor insiste,
uma febre cega que me consome por dentro.


Não há lógica que resista a esse ímã,
a essa eletricidade estática que arrepia a pele inteira.
Olhar-te nos olhos é despencar de um penhasco,
sabendo perfeitamente que não haverá chão.


E no delírio de te querer inteira, de te buscar no escuro,
a sanidade se desmancha como papel na chuva.
Ficamos nós, suspensos no limite do abismo,
queimando na ânsia de um fogo que nunca se apaga.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

AMOR ALÉM DA VIDA



Amor além da vida,  
teço o destino com palavras,  
cada sussurro é um ciclo,  
cada riso, um eixo do tempo,  
vibrando nas margens do Ser,  
onde a sombra dança com a luz.  

Em noites revestidas de veludo,  
encontro o calor do teu olhar,  
a eternidade não é um conceito,  
mas um abraço que não se solta,  
um eco no coração da matéria.  

Os caminhos se entrelaçam,  
como raízes profundas,  
segredos guardados nas folhagens,  
nas sinfonias das coisas simples,  
uma flor que nasce no abandono,  
o amor em seu estado puro.  

É na memória das estrelas  
e no calor fugaz do dia  
que compreendo a realmente bela,  
a vida dançando entre os mundos,  
teus passos ecoando na eternidade,  
mas, eu te sinto, além de todos os limites.  

E se a vida, em sua dança,  
tentar apagar o traço  
da nossa história compartilhada,  
eu serei a brisa,  
o murmúrio da terra,  
na eternidade onde te alcanço.  

Assim, amor além da vida,  
meu ser se guarda em ti,  
como a essência de um poema,  
que nunca se acaba,  
mas transforma-se em nuances,  
em cada batida, em cada luz.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

NOITES REVESTIDAS DE VELUDO



No toque suave da brisa,  
no sussurro das folhas,  
onde as almas dançam invisíveis,
ali se encontra o amor.

Teu olhar, um farol,  
lança luz sobre as sombras,  
tábuas de um barco à deriva,  
navegando mares sem fim.

Entre os ecos do tempo,  
a memória se entrelaça,  
como raízes profundas  
da terra que nunca se esquece.

E mesmo na ausência,  
teus passos são canções,  
chorando na madrugada,  
um chamado da eternidade.

Amor que transcende a carne,  
florindo em cada despedida,  
em cada lembrança que arde,  
como estrelas em um céu infinito.  

Te carrego em meu cerne,  
na luz que nunca se apaga,  
em cada batida do coração,  
a vida, incessante,  
te trazendo de volta.




  Cléia Fialho

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

VINHO QUE INCENDEIA



Teu nome, um eco sussurrado
no silêncio das estrelas que morrem.
Teu abraço, a terra que ainda me acolhe
mesmo quando o solo sob os pés
se desfaz em poeira de saudade.

Eras o pão que partilhávamos
o vinho que incendiava nossas veias.
Eras a mão que me guiava
na escuridão mais funda
e o riso que desvendava a aurora.

Agora, és o vento que acaricia
o meu rosto, um beijo invisível.
És a água que me sacia
na sede infinita de te encontrar
em cada flor que desabrocha.

Sei que tua essência tece
o tecido sutil do tempo.
Que em cada sopro de vida
tu renasces, eternamente.

E assim, eu te amo, amor.
Para além do que os olhos veem,
para além do que a carne sente.
Um amor que desafia a noite,
que acende o dia.

Um amor que transcende a morte
como a semente que dorme
e espera a primavera.
Um amor que sou eu
e que sou tu, para sempre.




  Cléia Fialho

domingo, 8 de janeiro de 2023

POEMA DA VIDA




F-lor que desabrocha na alvorada
F-olhas dançam com a suave brisa
F-é que cresce, como semente plantada
F-irmes laços que o tempo não concisa.

F-ios de ouro tecem a luz do entardecer
F-ábulas se entrelaçam na noite a findar
F-ogos de artifício, estrelas a acender
F-estejam contos que o universo vem contar.

F-ios do destino, emaranhado de emoção
F-ascínio que transcende, sem explicação
F-ragmentos de sonhos, na vastidão
F-ormam o poema da vida em expansão.




  Cléia Fialho

O Experimental PoeRima é uma criação
da Poetisa Fernanda Xerez

sábado, 7 de janeiro de 2023

CHAMA DA PAIXÃO



Chama da paixão, o coração se inflama
Fogo que consome, deixa rastros sem drama
Emoções intensas que incendeiam a alma.

Na dança dos corpos, a paixão se revela
Em cada toque, a entrega se desvela.

Um desejo intenso que nos consome
Encontro dos olhares, a paixão se acende
Em cada suspiro, o coração se rende.

Um fogo que arde e não se contém
Chamas dançam, corações se incendeiam
Na paixão ardente, desejos que não se freiam.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

POESIA FLAMEJANTE



No jardim do afeto, a flor do carinho
Desabrocha em cores, doce como vinho
No suave toque, um versar murmurinho.

Tece laços ternos, como um destino
No abraço terno, um quente ninho
Suave melodias do coração sozinho.

No calor da chama, a paixão se acende
Corações em dança, onde o amor se prende
Em versos ardentes, o desejo transcende.

No peito a chama, ardente paixão
Poesia flamejante, amor em canção.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

COM ESTRELAS EM UM CÉU INFINITO



Prazer é um sopro leve  
que dança no ar da manhã,  
sorriso de luz sobre o rosto,  
coração que batuca na brisa.  

É o calor de um abraço,  
o sabor de um café amargo,  
a risada que ecoa na casa,  
o eco de memórias suaves.  

Nos dias de sol,  
encontro a poesia na sombra,  
nas flores que se abrem  
e nas cores de um pôr do sol.  

É a música do vento,  
o perfume da terra molhada,  
pequenas alegrias,  
coisas que se agitam no peito.  

Prazer é um sonho desperto,  
uma conversa entre amigos,  
o simples ato de viver  
com olhos que brilham de esperança.  

E em cada instante,  
nós tecemos nossos prazeres,  
como estrelas em um céu infinito,  
iluminando o caminho do ser.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

UM CONVITE AO SABOR



No toque suave da brisa  
a pele se entrega,  
coração pulsando em esperas,  
o aroma da terra após a chuva,  
um convite ao sabor,  
à dança dos sentidos,  
flor que se abre no silêncio.

Na luz morna do entardecer,  
os olhos se encontram,  
refletem histórias não contadas,  
o calor de um sorriso,  
o calor de um olhar  
que desliza suave,  
como o canto distante de um pássaro.

Cada movimento é um verso,  
a sinfonia da pele sob o toque,  
palavras que não se falam,  
mas ressoam no espaço,  
um universo que se forma,  
um entrelaçar de vidas,  
onde o ser se revela nu.

E nesse espaço sutil,  
a essência é pura,  
a luz se transforma em sombra,  
na suavidade do instante,  
a sensualidade é um sonho,  
um sussurro entre as folhas,  
onde tudo é permitido e certo.

Deixe a mente flutuar,  
como a brisa nas montanhas,  
em cada gesto, um poema,  
na quietude de um abraço,  
a celebração do estar,  
na vastidão do desejo,  
um eco que nunca cessa.




  Cléia Fialho

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

DEDOS DANÇAM NA BRISA



No calor do olhar que desliza,  
os dedos dançam na brisa,  
como folhas ao vento,  
tateando a essência do instante,

aromas que respiramos,  
mistura de risos e sussurros,  
a vida se revela,  
como um fio de seda estendido,

na suavidade do toque,  
um mundo inteiro se desenha  
em cada curva, em cada sombra,  
como se o tempo parasse,  
e o universo coubesse em nós.

Luz que se infiltra,  
nos espaços entre as palavras,  
é no silêncio que se encontra  
o verdadeiro eco do desejo,  
pulsações que não se conseguem conter,

todos os sentidos acordam,  
o corpo é um instrumento,  
cada batida, um verso,  
cada suspiro, uma melodia.

Assim seguimos,  
explorando a suavidade da vida,  
onde a sensualidade  
é o abraço do cotidiano,  
a beleza do simples existir.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

NOS CONFINS DA ALMA



Nos confins da alma  
habita o desejo,  
como sussurro ao amanhecer,  
como luz que atravessa a janela,  
mal contida,  
pulsando entre os dedos.  

É a flor que não murcha,  
a brisa que acaricia os rostos,  
o abismo que nos atrai,  
seu perfume enreda os sentidos,  
e na dança da vida,  
nos revela o que somos.  

O desejo é um mar revolto,  
ondas de esperança e dor,  
navegar em suas águas é livre,  
como o pássaro que abraça o céu,  
cada batida do coração  
é um verso que ecoa no silencio.  

Teus olhos,  
duas estrelas a brilhar,  
são a chama que me guia,  
no labirinto do que é querer,  
e em meio ao caos,  
encontro serenidade.  

Com um pé no mundo,  
e outro em sonhos,  
seguimos,  
tecendo histórias com a luz da manhã,  
onde o desejo,  
é a ponte mais pura entre nós.




  Cléia Fialho

domingo, 1 de janeiro de 2023

SUSSURRA SEGREDOS EM CADA CANTO



Desejo é um pássaro  
que canta nas manhãs  
envolto em névoa,  
abrindo os braços da luz.  

Ele voa sobre a cidade,  
desenha sonhos na brisa,  
acaricia as flores que despertam  
e sussurra segredos em cada canto.  

Nos campos de sombra e sol,  
aparece como um rio,  
fluindo livre entre as pedras,  
levando ecos de esperanças.  

O desejo é como um mar,  
a espuma trazendo lembranças,  
frágil como um sorriso,  
forte como a maré que volta.  

Há um perfume de terra molhada,  
um sabor a frutas maduras,  
ele se esconde e se revela,  
entre risos e lágrimas.  

Não há limites para a extensão,  
na vastidão do coração,  
onde habitam todos os sonhos,  
e o desejo é apenas começo.  

Na solidão da noite,  
é a estrela que aponta,  
é a voz que não se cansa,  
é a vida aforementioned em instantes.




  Cléia Fialho