TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

ATREVIMENTO



  A- Aguçada libido que desponta
  T- Toda cheia de sensualismo
  R- Redundante minha escrita conta
  E- Excitante e instigante erotismo
  V- Vivo de um jeito que julgo
  I- Incapaz de ofender alguém
  M- Minhas poesias divulgo
  E- E não há o que me abstém
  N- Nada pode, nem vai detendo
  T- Tanto atrevimento assim
  O- O que de mim... vou escrevendo.




  Cléia Fialho

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

CONDENADOS A AMAR



Na névoa densa da noite sombria
Ouço sussurros de almas perdidas
Passos silenciosos ecoam na escuridão.

Enquanto os corações pulsam em solidão
No véu da noite, a lua brilha intensamente
Iluminando o caminho dos amantes decadentes.

Condenados a amar com paixão

Réprobos eternamente sem salvação.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

CANTO SINISTRO




Cristais quebrados, beleza sombria
Noite eterna, vestígios, a alma se guia
Mistério e dor em versos entrelaçados.

Um universo obscuro, tão desejado
Trínula volata, sombras a bailar
Essência e mistérios, o ar a cortar.

Voos noturnos em céus de escuridão

Um canto sinistro, de pura sedução.




  Cléia Fialho

domingo, 22 de janeiro de 2023

ROSAS OBSCURAS



Pétalas negras
de rosas sombrias
Desabrocham à luz da lua,
alegrias vazias

Perfume enigmático,
seduções suscetíveis
Amores fadados,
destinos imprevisíveis.

No véu da noite,
sussurros de agonia,
sombras dançam
na fria melodia.

Olhares perdidos,
promessas quebradas,
sangue e silêncio
em almas seladas.

O vento arrasta
segredos mortais,
beijos que queimam
em ecos fatais.

Na eternidade sombria,
a paixão se consome,
e a rosa negra
com o tempo não some.





  Cléia Fialho

sábado, 21 de janeiro de 2023

RITOS DE PAIXÃO



No altar da noite,
sob céus estrelados
Ritos secretos,
paixão profanada

Corpos em chamas,
almas entrelaçadas
O amor proibido,
pela escuridão celebrada.

Entre velas rubras,
sussurros de eternidade,
A lua testemunha
os pactos da intensidade.
Beijos que sangram,
marcados na pele,
Desejo que invade,
na sombra se revele.

Cânticos ecoam
na penumbra silente,
Um êxtase sombrio
consome a gente.
Na dança sombria
de delírio e pecado,
O destino é selado,
no abismo encantado.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

UMA ÚNICA NOITE PODE SER INESQUECÍVEL




Era uma noite quente de verão, em que o calor do ar parecia envolver tudo ao redor.
Eu caminhava pelas ruas vazias, sentindo a brisa suave acariciar minha pele.
Um convite irresistível para aproveitar a noite de uma forma especial.

Ao passar por um pequeno café, meus olhos encontraram um homem sentado sozinho em uma mesa próxima à janela.
Ele tinha olhos penetrantes, cabelos negros bagunçados e uma expressão misteriosa no rosto.
Nosso olhar se cruzou por um instante, criando uma conexão instantânea entre nós.

Movida pela curiosidade e uma vontade repentina de me aventurar, decidi entrar no café e me sentar na mesa ao lado da dele.
Com um sorriso tímido, ele me cumprimentou, e nossa conversa fluiu naturalmente.
Descobrimos que tínhamos interesses em comum e uma química palpável.

Conforme a noite avançava, a atmosfera carregada de eletricidade entre nós se intensificava.
Cada palavra e cada risada trocada despertava um desejo profundo, uma conexão ardente que clamava por mais.
A energia sensual entre nós era palpável, e podíamos sentir a tensão no ar.

Decidimos deixar o café para trás e buscar um lugar mais íntimo e acolhedor.
Encontramos um hotel boutique nas proximidades, com quartos sofisticados e um toque de luxo discreto.
O clima de excitação aumentava a cada passo que dávamos em direção ao quarto.

Assim que a porta se fechou atrás de nós, não havia mais motivos para segurar nossos desejos.
Nossos lábios se encontraram em um beijo voraz, carregado de paixão e urgência.
Minhas mãos deslizaram por seu corpo esculpido, explorando cada centímetro com desejo.

Despi-me lentamente enquanto ele observava cada movimento com olhos famintos.
Minha pele arrepiou-se ao sentir suas mãos firmes acariciando meu corpo, descobrindo lugares nunca antes explorados.

Cada toque era uma promessa de prazer e êxtase.
Nos entregamos a uma dança apaixonada, nossos corpos entrelaçados e nossas respirações em uníssono.
A noite se transformou em um vai e vem.. em um entra e sai... em um verdadeiro festival de sensações, cada carícia e beijo deixando rastros de calor em nossas peles suadas.

No ar pairava um aroma de cio selvagem, olência de coito lúbrico, uma sinfonia com múltiplos atos orgásmicos, como em forma de tecelagem, fios de arrepios subiam e desciam seguros nos liçaróis ao longo do tear confrontuoso e reentrante.

Exploramos os limites do prazer, rendendo-nos ao êxtase e ao desejo incontrolável.
Cada gemido, cada suspiro era uma sintonia de satisfação, um convite para explorar ainda mais as fronteiras do prazer.

O amanhecer chegou lentamente, e nos encontramos entrelaçados em um abraço caloroso e afetuoso.
Nossos corpos ainda palpitavam com a lembrança da noite que tivemos juntos.
Sabíamos que aquela seria apenas uma noite, um encontro fugaz e intenso, mas deixaria memórias eternas.

Com um último beijo apaixonado, nos despedimos, levando conosco a lembrança de uma noite de paixão e êxtase que nos marcaria para sempre.
A experiência deixou-nos com a certeza de que o prazer pode ser encontrado em encontros efêmeros e que a entrega total a uma única noite pode ser inesquecível.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

NOCTURNA SEDUÇÃO



Sob a lua pálida e fria
Dançamos na noite sombria
Teus lábios gélidos, toque ardente.
 
Misturando luxúria e tormento
O olhar profundo como abismo
Reflete desejos sem altruísmo.
 
Nossos corpos em dança insana

Na escuridão, a paixão profana.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

ROSAS E ESPINHOS



Entre sombras densas,
sussurros se confundem,
Almas se entrelaçam,
os segredos se fundem.

Na penumbra fria,
arde a chama insistente,
O amor se faz abismo,
tão doce e pungente.

Sangue e carmim,
na pele se misturam,
Os gemidos ocultos
na noite se perduram.
Em cada cicatriz,
renasce a nossa sina,
Um pacto eterno
de luxúria e neblina.





  Cléia Fialho

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

domingo, 15 de janeiro de 2023

FARÓIS EM NOITES DE LOUCURAS



Nos teus braços, encontro meu tudo,
meu ninho agora é a tua pele,
é a cama onde nos perdemos.

Teus olhos, faróis em noites de loucura,
me encontram nua,
me devoram antes que a mão chegue.

A brisa suave vem nos embalar,
só que não é brisa,
é o teu hálito quente no pescoço,
nos embalando para trás,
até que as costas encontrem o colchão.

E sussurra segredos de amor,
segredos que soam como ordens,
como a boca ordenando que eu abra.

Caminhando juntos — em pura conexão,
pele contra pele,
sem espaço para o ar,
só para o suor.

As estrelas se rendem ao nosso ardor,
e o ardor não brilha — ele ferve,
transborda — penetra.

No compasso do tempo — dançamos a canção,
um vaivém — um embate,
um ritmo que não pede descanso.

Cada toque é um verso que acende a paixão,
o toque que desce,
que insist —  que abre.

Teu sorriso é luz que sempre reluz,
mas agora a luz é provocação,
é o aviso do que a boca fará.

Em teu abraço — o mundo se desfaz,
e a roupa se desfaz,
e o limite se desfaz.

E o amor se revela — doce e audaz,
doce na língua,
audaz no dente,
voraz no querer.

No silêncio — os corações se entendem,
mas os corpos gritam — e eu grito.

A ternura nos une — é pura verdade,
mas é a fome que nos prende,
que nos torce, que nos funde.

E nesse instante — nada nos ofende,
tudo nos invade — tudo nos toma.

Ficamos imersos em nossa felicidade,
imersos no suor — no sabor,
no depois que ainda arde.




  Cléia Fialho

sábado, 14 de janeiro de 2023

POEMA QUE SE INVENTA



O corpo busca um nome,
um calor que dissolve a tarde,
a poeira do dia esquecida
no sulco de uma linha suave.

Não a fome crua, não o grito agudo,
mas a onda mansa que chega
e molha os pés na areia
de um tempo que se desdobra.

Um abraço que não aperta,
uma fruta madura, o sumo
na ponta da língua, silêncio.

Um livro aberto na mesa
e o sol que entra sem pedir licença,
pintando o chão com ouro.

É a mão que encontra outra,
o olhar que se demora,
um poema que se inventa
na simplicidade da hora.

É a paz que pousa leve,
como pássaro em galho seguro,
o murmúrio da terra
depois da chuva.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

LABIRINTO DE FEBRE



O ar aqui dentro rareia, vira fumaça densa,
um curto-circuito invisível que estanca o tempo.
Basta o teu reflexo cruzar a penumbra da sala
para que o meu mundo perca o eixo e desabe.

Tu és a tontura que recusa o remédio,
o eco de uma voz que me chama no meio do breu.
Minhas mãos buscam o vazio onde o teu calor insiste,
uma febre cega que me consome por dentro.


Não há lógica que resista a esse ímã,
a essa eletricidade estática que arrepia a pele inteira.
Olhar-te nos olhos é despencar de um penhasco,
sabendo perfeitamente que não haverá chão.


E no delírio de te querer inteira, de te buscar no escuro,
a sanidade se desmancha como papel na chuva.
Ficamos nós, suspensos no limite do abismo,
queimando na ânsia de um fogo que nunca se apaga.




  Cléia Fialho