TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





terça-feira, 25 de novembro de 2025

VESTIDA DE DESEJO


Rendas e sedas, suspiros em forma de pele,
um toque — e já sou chama,
acendo os cantos da alma com gestos de afago,
tecendo fantasias no corpo da manhã.

As cores — provocantes — me anunciam
no compasso atrevido dos meus passos.
Atravesso a vida em dança,
com a ousadia escorrendo dos quadris,
me cubro de tesão como quem veste coragem.

Não peço licença ao pudor,
deixo que o desejo me conduza
pelos caminhos da intensidade,
onde o prazer é bússola,
e a confiança, lençol que me embala.

E assim, sou lascívia em flor,
em cada peça que escolho com alma,
em cada dobra que fala,
sou a pele viva da vontade.

Me visto de desejo todos os dias —
com rendas, com sedas, com cor.
Provocante, plena, eu sou.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DULCE

Vestida de desejo,
nua de prazeres
e entregue ao Meu Domínio.
Você é a luxúria desenfreada,
a indecência sem limites,
a chama ardente do pecado.
Mulher provocante,
fera sexual e prostituta submissa
aos Meus pés.


 GRATIDÃO

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

FOGO E ENCANTO NA PENUMBRA


Na penumbra da paixão,
Tudo arde em sintonia,
O desejo faz canção

Com seu toque de magia.
Corpos vão se enlaçando,
No silêncio se buscando,
Como em doce cantoria,
Onde a alma é melodia.

Suspiros ganham a sala,
Feitiço se faz presente,
Luxúria dança sem fala,
No olhar incandescente.
A pele vira alvorada,
A chama já está lançada,
No calor que se pressente,
Cada gesto é eloquente.

No compasso dos sentidos,
Corações se põem a nu,
Sonhos antes contidos
Agora ganham o azul.
A noite, cúmplice e bela,
Desenha a cena singela
Com promessas de um batuque
Que o desejo a todos induz.

E assim, nessa emoção,
De entrega e fascinação,
Voa livre o coração...
Na penumbra da paixão.





  Cléia Fialho

domingo, 23 de novembro de 2025

sábado, 22 de novembro de 2025

ENTRE OS CAMPOS DO DESEJO



Nos campos verdes do encanto,
teu olhar vem me buscar,
o vento sopra e, em pranto,
nossos corpos vão dançar.

Te entregas como o orvalho
que desliza sem pudor,
no teu toque sinto um galho
se enlaçando em minha flor.

Cada suspiro é semente
no jardim do bem-querer,
floresce a paixão ardente
no silêncio do prazer.

No riacho nos banhamos
com a alma despetalada,
em delírio nos amamos
sob a lua apaixonada.

E quando o gozo floresce
feito sol no entardecer,
a ciranda então acontece
num eterno renascer.

Que essa dança tão sentida
siga além do amanhecer,
nossa história é nascida
pelos ventos do querer.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

NA TEIA DO PRAZER



Nossos corpos dançam, em ritmo quente,
Trazendo à tona prazeres latentes.
Ecos de gemidos ecoam no ar,
Rendidos ao êxtase, sem hesitar.
 
Entrelaçados na teia do prazer,
Sussurros e suspiros a florescer.
Sensualidade em cada movimento,
Unidos pelo fogo do sentimento.
 
Almas se conectam, num enlace divinal,
Lembranças eternas, como um ritual.
Intimidade compartilhada, segredo nosso,
Onde a poesia eroticamente se faz gozo.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

TOQUES PROIBIDOS



No silêncio da noite, a escuridão nos acolhe,
Teus dedos traçam caminhos proibidos,
Cada carícia uma promessa,
Que acende em mim um fogo sagrado.

Tua boca busca minha com sede,
Num beijo que quebra todos os limites,
E no meio do caos, nos encontramos,
Numa dança que só nós dois entendemos.

Teu corpo contra o meu, pele com pele,
O mundo desaparece, resta apenas a nós,
Na loucura do desejo nos perdemos,
Numa paixão que queima e não pergunta.

As tuas mãos exploram, dominam,
Cada centímetro meu é teu território,
E no auge do prazer, nos entregamos,
A uma intensidade que nos consome.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

ENTREGUES À LUXÚRIA



Sensualidade em cada olhar,
Ecos de gemidos no ar.
Nossos corpos se entrelaçam,
Sussurros de prazer a ecoar.
 
Universo de desejos a se revelar,
Amantes entregues à luxúria e ao pecado.
Liberdade de sentir, de se entregar,
Intensidade e paixão lado a lado.
 
Ardor que queima em nossa pele,
Rendidos à entrega total.
Envolvidos num amor selvagem,
Seduzidos pelo desejo carnal.




  Cléia Fialho

terça-feira, 18 de novembro de 2025

ENCANTO ENTRE OS CAMPOS E O PRAZER



Na relva macia, ao sopro do vento,
corpos se buscam num doce momento.
Na dança da pele, suspiros se vão,

feito rio manso fluindo o verão.

Em meio ao trigo, beijos se acendem,
nos lábios que ousam, desejos estendem.
Carícias flamejam, em laços tão quentes,
os céus se curvam aos corpos ardentes.

O orvalho das flores beija os amantes,
que seguem os passos, tão delirantes.
Em poesias, o prazer se escreve,
na terra e no céu, o amor se atreve.

Sem medo ou pudor, em sonho e verdade,
a alma se abre à sensualidade.
Rodando no tempo, num só alvorecer,
sussurra o campo o prazer de viver.

E assim, paixão sem medida,
vive-se o gozo, celebra-se a vida.
Entrelaçados, num canto fremente,
colhem os frutos do amor em semente.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

DESPERTA DESEJOS EM GESTOS


No campo onde a brisa doce assovia,
Nossos corpos bailam, pura harmonia,
O canto das aves guia a emoção,
E o ritmo acende a pulsação.

Teus olhos, estrelas no céu da colina,
Refletem paixão que o amor ilumina,
No compasso do vento, nosso abraço se faz,
Em sussurros do vale, se escuta a paz.

A natureza toca seus próprios acordes,
Desperta desejos em gestos concordes,
Entre flores silvestres e o calor do arrebol,
Nos entrelaçamos sob o mesmo sol.

Num poema que nasce do chão e do céu,
Vivemos a dança sob o véu do mel,
E nesse rondel de prazer e ternura,
Colhemos amor na mais pura doçura.





  Cléia Fialho

sábado, 15 de novembro de 2025

ENTRE A CARNE E ALMA



Em versos rimados, se encontram na mata,
E a noite é palco de uma dança exata.
Corpos suados, em ritmo frenético,
No canto sensual, vivem um amor herético.

Entre sombras de folhas, segredo se trama,
Na clareira acesa de desejo e chama,
O luar testemunha esse enlace e arrebata.
Versos se espalham, a pele se inflama,
Em versos rimados, se encontram na mata.

O silêncio se rende a cada movimento,
Entre beijos urgentes e puro tormento,
O cio da noite se torna sonata,
E o corpo inteiro se faz instrumento,
E a noite é palco de uma dança exata.

Num compasso de fogo, se movem sem freio,
Explodem vontades sem medo ou receio.
A mata é templo do ato profético,
Na nudez dos gestos, o prazer é cheio,
Corpos suados, em ritmo frenético.

Ali, sem pecado, só rima e calor,
Se faz do desejo um sagrado clamor.
Com voz e pele, o verso é estético,
Entre a carne e a alma, explode o amor —
No canto sensual, vivem um amor herético.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

ETERNIDADE NA BOCA DO BEIJO



Na saliva do beijo,
escorre o néctar da fantasia —
onde o tempo silencia
e o desejo dança sem pressa.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

ONDE O TEMPO NÃO APAGA


Queria apagar o rastro do teu olhar,
mas ele brilha
onde o tempo não alcança.
Fica nas coisas simples —
no sopro do vento,
na luz torta da manhã
que toca o vazio da sala.

Te amei no silêncio que vinha do mar,
um silêncio antigo,
profundo,
como quem dança
mesmo quando sangra.

Teu nome era doce na minha boca,
um poema que eu lia sem saber.
Agora é lembrança,
mas não se cala.
É toque ausente
que ainda percorre minha pele
sem pedir licença.

O tempo levou tua voz na alvorada,
mas ainda escuto —
aqui,
no coração que não se cansa —
a música sutil do que um dia foi meu.

Saudade é flor sem poda,
cresce sem rumo,
semeia-se nas frestas
de um jardim desfeito.

E a dor,
essa dor mansa e inteira,
não morreu.
Apenas aprendeu
a respirar comigo.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

ENTRE O DESEJO E A PELE


Não há começo.
Só o instante em que tua respiração
encosta na minha nuca
e o mundo se cala.

Tua mão não pergunta —
ela sabe.
Sabe onde meu arrepio mora,
onde o calor pulsa,
onde o querer não mente.

Somos pele, suor e silêncio.
Somos fome que dança devagar,
como se cada segundo
fosse um templo a ser cultuado
com a língua, com o toque,
com a entrega inteira.

Minha boca encontra a tua
não para beijar —
mas para incendiar.
E a língua, essa serpente lúcida,
explora cada recanto do teu sim.

Tua carne treme como poema sem rima,
tua alma se curva em prazer.
Eu te decifro com os olhos fechados,
porque no escuro,
te enxergo melhor.

Somos dois —
e ainda assim, um só.
Um desejo que respira,
uma urgência que geme,
um gozo que reza,
sem culpa.

E quando tudo explode —
não é fim.
É reinício.
Porque o desejo,
meu bem,
tem fome de eternidade.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

UM ENCONTRO DE AMOR



Na penumbra, os corpos
se entrelaçam sem pudor
Pele a pele, em um
ballet de desejos ardentes
Cumplicidade sensual,
dança sem fim, sem dissabor.

À luz do luar, corpos
se entrelaçam com ardor
Na dança dos desejos
num ritmo de paixão
Sensualidade aflora
um encontro de amor.




  Cléia Fialho

domingo, 9 de novembro de 2025

AINDA MAIS PRAZEROSO



Manhã de chuva, início do ano. 
Um amigo para compartilhar desejos e segredos. 
Como negar uma amizade tão envolvente?
Impossível.

As conversas carregavam um toque de malícia, insinuações sutis que acendiam a chama do desejo. 
A tensão entre nós era palpável, um convite inegável para algo mais.

E naquela manhã, o encontro finalmente aconteceu. 
O coração acelerado, a pele quente. 
Minhas pernas tremiam levemente enquanto ele se aproximava. 
Moreno, com olhos intensos e um sorriso safado que fazia meu corpo inteiro vibrar. 
Que delícia de homem!

Entramos no apartamento, e antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ele me encostou contra a parede. 
Seus lábios deslizaram pelo meu pescoço, enquanto suas mãos exploravam cada curva do meu corpo. 
Senti minha calcinha já úmida, umedecendo-se ainda mais quando ele sussurrou no meu ouvido:

— Quer que eu te deixe louca aqui mesmo?

Sem esperar resposta, ele ajoelhou-se, ergueu meu vestido e afastou a renda delicada da calcinha, tomando para si o mel que escorria de mim.
Sua língua, quente e faminta, me fez gemer alto. 
Um arrepio percorreu meu corpo enquanto ela se deliciava com cada gota do meu prazer.

Fomos para o quarto.
Ele me deitou na cama, me despindo com calma e desejo. 
Seus lábios passaram pela minha pele, dos seios ao ventre, até encontrar meu centro pulsante. 
Eu me arqueei, entregando-me por completo, enquanto ele lambia, sugava, mordiscava. 
Minha pele fervia, cada centímetro do meu corpo pedia mais.

E quando eu menos esperava, ele subiu em mim. 
Seu peito roçava os meu, sua boca encontrou a minha em um beijo intenso, enquanto nossas pernas se entrelaçavam. 
A fricção, o calor, o desespero. 
Era impossível resistir àquela conexão intensa e viciante.

Depois, deitamos juntos, respirando ofegantes. 
Ele acariciava meu rosto, desenhando linhas invisíveis com os dedos enquanto eu sorria, ainda sentindo o sabor dele nos meus lábios.

Almoçamos juntos, rindo e conversando como velhos amigos. 
Mas agora, o gosto daquela manhã ainda pairava no ar, e eu sabia que aquilo não terminaria ali. 
Não poderia terminar ali. 
Porque foi a primeira vez que alguém me fez gozar tantas vezes sem perder o controle — e isso tornava tudo ainda mais prazeroso.




  Cléia Fialho