TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





segunda-feira, 6 de abril de 2026

SE FAZ TOTALMENTE



Minha alcova
é o lugar do prazer
Onde a luxúria 
se faz presente

Onde desejos se 
tornam um querer
E a entrega se 
faz totalmente.

Entre veludos e sombras,
arde o fogo da sedução
No toque suave da pele,
desperta a doce tentação.

Suspiros rompem o silêncio
em notas quentes ao luar
Enquanto corpos e sonhos
aprendem juntos a dançar.

Minha alcova guarda segredos
de um amor febril e envolvente
Onde o desejo se derrama
em carinho intenso e ardente.

E no calor dos abraços,
sem medo, sem distração
Dois corações se perdem
na mesma chama de paixão.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 1 de abril de 2026

A CONCUNPISCÊNCIA



A concupiscência é fogo ardente
Que inflama os corpos, faz suar
E nesse ardor tão envolvente
Não há limites para amar.
 
As mãos deslizam pela pele
Os lábios se tocam em frenesi
E a luxúria que nos impele
Nos leva ao êxtase sem fim.
 
Os gemidos são melodias
Que ecoam pela madrugada
E a lascívia em suas malandragens
Faz fermentar todas libertinagens.
 
A concupiscência é a chama
Acende o desejo di prazer, a flama
E mesmo que dure apenas uma noite
Deixa lembranças para o amanhecer.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

É a intensidade que desnuda os corpos
como uma tempestade que varre a luxúria
e nos conduz à paixão desenfreada.
A depravação do seu desejo
sendo a minha vontade desejada,
a noite toda e além do amanhecer.


 GRATIDÃO 

Seu blog

quinta-feira, 26 de março de 2026

ACEITO! DEITO E ROLO...



Entrando no quarto
Corpo em devaneio farto
Uma doce e sensual penumbra
 O prazer no ar vislumbra...

Sob a claridade do luar
Coração quente a palpitar
Colocou-me em sua cama
 Calor que invade e inflama...

Sentou-se ao meu lado
No lençol de cetim azulado
Despiu-me com o olhar somente
 Delicado e envolvente...

Quase desmaio ao sentir
Um queimor vem a me afligir
Uma mordidinha leve na orelha
 No chão ele vai e se ajoelha...

Sobe, beijando o meu colo
Aceito! Deito e rolo...
Um convite para o amor
 Pra degustar o seu sabor...




  Cléia Fialho

segunda-feira, 23 de março de 2026

QUERO TEU DESEJO CONTRA O MEU



Vem —  
não com promessas,  
mas com a urgência acesa na boca.

Chega perto  
até o ar entre nós perder o nome,  
até meu perfume te alcançar  
como uma vertigem quente.

Percorre-me sem pressa,  
mas sem piedade:  
há caminhos em meu corpo  
que só se revelam  
a quem sabe escutar com as mãos.

Toca-me  
como quem desperta uma fera,  
como quem conhece o perigo  
e ainda assim sorri.

Quero teu desejo  
contra o meu,  
a respiração quebrada,  
o pulso selvagem  
batendo no mesmo incêndio.

Beija-me até a noite estremecer.  
Morde o silêncio.  
Deixa que a pele diga  
o que a boca não consegue.

E quando o mundo desaparecer  
atrás da porta,  
quando restarem apenas  
calor, vertigem e entrega,

vem inteiro.

Eu também virei tempestade —  
crua, faminta,  
acesa por dentro,  
pronta para te consumir  
sem apagar teu fogo.




  Cléia Fialho

domingo, 22 de março de 2026

MAPA ARDENTE DE PROMESSAS



Teu beijo, um fruto que rompe o véu da noite,
um suco denso, rubro, escorrendo em meus lábios.
Não há jardim, mas selva úmida onde o desejo
é raiz que se aprofunda, sem pudor, na terra escura.

Tua pele, mapa ardente de promessas mudas,
onde a fome tateia, cega, por cada dobra.
Somos tempestade e raio, maré alta e espuma,
um grito rouco que rasga o silêncio da carne.

Incêndio sob a pele, mel e suor entrelaçados,
até que o mundo exterior seja apenas fumaça.




  Cléia Fialho