TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia






quarta-feira, 10 de junho de 2026

VERTIGEM DO TEU CORPO


Te quero agora,
sem distância,
sem demora,
como a chuva quer a terra seca
antes da tempestade cair.

Meu corpo te chama
num idioma antigo,
feito de arrepios,
respiração falha
e desejos que queimam por dentro.

Imagino tuas mãos
percorrendo minha pele
como quem conhece caminhos secretos,
e teus beijos — fundos, lentos —
desfazendo toda a pressa
enquanto me incendiamos juntos.

Tua voz rouca
atravessa a noite
e encontra em mim
um lugar onde o desejo floresce
sem medo,
sem medida.

Há um calor crescendo,
um mar inquieto sob a pele,
uma vontade que transborda
e já não cabe no silêncio.

Então vem.

Vem como vento forte,
como fogo em madrugada fria,
como quem sabe exatamente
onde tocar
para transformar saudade
em vertigem.

E me abraça inteira,
até que não exista mais
teu corpo e o meu —
apenas essa chama viva
nos consumindo devagar.





  Cléia Fialho

terça-feira, 9 de junho de 2026

CHAMA NA PENUMBRA


Na penumbra do quarto a pele arde,
Teu corpo ao meu se entrega em ardor,
Cada toque desvenda, sem alarde,
Os segredos profundos do amor.

No compasso da noite, a dança cresce,
Beijos pairam suaves pelo vento,
Cada curva em poesia resplandece,
E o desejo governa o firmamento.

A lua espia à fresta da janela,
Silente guardiã da chama acesa,
Ouve gemidos doces na viela.

E ao final da paixão que nos consome,
Nossas almas repousam na beleza
Desse fogo sem fim que traz teu nome.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 8 de junho de 2026

IDIOMA DA PELE


No encontro dos corpos
a noite aprende outro idioma.

Há fogo no toque,
há febre no silêncio entre um beijo e outro,
como se a pele escrevesse poemas
antes mesmo das palavras nascerem.

Teus lábios chegam famintos,
e eu me perco nesse instante
em que desejo e ternura
deixam de ser coisas separadas.

Nossos corpos dançam devagar,
às vezes urgentes,
às vezes suaves como maré noturna,
inventando uma música
feita de respiração, arrepio e entrega.

Tuas mãos percorrem caminhos secretos,
acendem constelações sob minha pele,
e cada suspiro parece abrir
mais espaço para o infinito.

Não há medo aqui.
Só dois corações incendiados
atravessando a madrugada
como quem descobre o amor
pela primeira vez —
intenso, ousado, inteiro.

E entre gemidos baixos
e versos sem medida,
nos amamos assim:
livres,
ardentes,
profundamente vivos.





  Cléia Fialho

terça-feira, 2 de junho de 2026

TRILHA ENVOLVENTE



No toque que acende o desejo ardente
Os corpos se encontram em doce chama
Suspiros sussurram em trilha envolvente.

Pele na pele, um fogo que clama
Olhares que dizem o que a voz não ousa
Beijos profundos em paixão confusa
Onde o amor se faz e se derrama.

No ritmo febril da noite serena
Mãos desenhando caminhos secretos
Entre arrepios de seda e poema.

E enquanto o silêncio recolhe os afetos
Fica no ar a fragrância pequena
De dois corações em laços inquietos.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 1 de junho de 2026

UM DESEJO ENVOLVENTE



Teus dedos percorrem
meus caminhos mais secretos,
e entre suspiros inquietos
vou perdendo as defesas.

Tua boca em minha pele
é febre lenta e ardente,
um desejo envolvente
que em meu corpo se revele.

E quando o instante explode
em calor e rendição,
já não existe razão
que nosso querer impeça.

Pois no compasso dos beijos,
na vertigem do tocar,
somos fogo a incendiar
a noite dos nossos desejos.




  Cléia Fialho

sábado, 30 de maio de 2026

QUANDO TE BEIJO



Quando te beijo
e o tempo se rende,
tua boca é chama
que em mim se entende.

Sou brisa em delírio,
sou mar em ondas,
teu toque me guia,
teu gosto me sonda.

Te beijo e descubro
o céu do teu cio,
ardendo comigo
no mais doce arrepio.

E quando enfim
o silêncio nos toma,
é teu corpo o poema
que o meu verso entona.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Quando você me beija,
seus lábios são uma chama de fogo
que traça meu corpo ereto,
dissolvendo-se em sua boca
e se tornando seu doce sabor
a cada beijo.


 GRATIDÃO 

Seu blog

sexta-feira, 29 de maio de 2026

CHAMA ETERNA DA PAIXÃO



Como rios que o mundo não pode domar,
A paixão arde, chama a se libertar,
Transborda os muros, desafiando o normal,
Quebra as correntes, com seu fogo vital.

É tempestade que em fúria se solta,
Destrói a calma, submete a razão,
Transforma a alma, a mente revolta,
Liberta os sonhos com intensa paixão.

No peito, um coração nunca se aquieta,
Bate forte, um desejo sem fim,
Grita no silêncio, e a alma inquieta
Carrega a centelha do amor que é assim.

Paixão que transborda, torrente sem par,
Poder que queima, que eleva e que oprime,
Cada ferida se torna arte no mar,
E cada noite, um céu que se redime.

Na escuridão, ela é luz que conduz,
Um farol que guia a alma perdida,
Fogo que arde, mas nunca se reduz,
Rugido eterno, chama da vida.

É maré que jamais se acalma,
Dança entre céu e terra sem fim,
Cada batida traz sua guerra,
E cada suspiro é um grito sem fim.

Paixão, fonte de vida infinita,
Não pode ser presa, não pode ser contida,
Grito eterno, mistério e causa bendita,
Que dá sentido à vida escolhida.




  Cléia Fialho



quinta-feira, 28 de maio de 2026

NOSSO BEIJO NO AR



Caminho lento,
como quem escuta o silêncio da terra —
e nos teus olhos,
me deito sem pressa.

A boca te encontra
como flor encontra o orvalho:
com desejo e reverência.
Dedos se buscam —
tímidos, trêmulos —
e no espaço entre nós,
flutua o beijo:
nosso beijo no ar,
brilhando como vaga-lume
em tarde que se despede.

O tempo, derretido
feito mel no sol do campo,
cede ao florescer do instante.
Olhares se perdem
como folhas levadas pelo vento,
e o respirar —
ah, o respirar canta
como grilo sob o céu de abril.

Tua pele é trilha,
e minhas mãos, errantes,
seguem o mapa do desejo.
Somos fogo sereno —
não chama que destrói,
mas calor que acaricia.

O coração dança,
batida sobre batida,
e o amor canta em sua língua muda,
guiando os corpos
como águas que sabem
para onde ir.

A noite sussurra,
e ouvimos.
Ela nos quer vivos,
sendo,
simplesmente sendo.
Corpos entrelaçados
sorriem no silêncio —
e a vida floresce
no breve da eternidade.

As sombras bailam
com a luz das estrelas,
e o vento carrega
o canto do nosso amor,
transformando o universo
em paisagem encantada.

No ápice,
respiramos devagar,
como quem colhe um segredo.
Cada suspiro
se torna raiz no corpo.
E na pele,
fica a memória:
nosso beijo no ar —
eterno,
como a brisa que toca
a flor que ama.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 27 de maio de 2026

NO EMBALO DA NOITE



No rubor da noite
teu toque me acende
Desliza em minha pele
feito brisa e calor
Teu beijo provoca
meu corpo se rende
No compasso do desejo
floresce nosso amor.

Entre lençóis macios
há suspiros no ar
Tua voz rouca e lenta
me faz estremecer
Cada gesto teu
vem me incendiar
Na vertigem do instante
deixo-me envolver.

No brilho dos olhos
há febre e tentação
Teus dedos desenham
caminhos sobre mim
Em chamas secretas
pulsa o coração
E o tempo silencia
quando chegas assim.

Tuas mãos explorando
meu desejo crescente
Fazem nascer estrelas
em cada sensação
Teu perfume embriaga
meu lado mais ardente
E tua boca desperta
louca inspiração.

Na sensualidade corporal
o prazer vem surgir
Teu abraço me prende
com doce intensidade
Somos fogo e delírio
difíceis de medir
Afogados na febre
da nossa verdade.

Sob o luar dourado
teu beijo me chama
A noite inteira pulsa
em suave tentação
Somos versos ardentes
alimentando a chama
Num enlace profundo
de entrega e paixão.

Teu olhar me desnuda
sem sequer tocar
E em silêncio provoca
tempestades em mim
Cada toque é promessa
de me fazer sonhar
Num jardim de desejos
sem começo nem fim.

Na calma do instante
teu peito no meu
Há um fogo secreto
difícil esconder
Teu calor me envolve
feito céu que se abriu
E em teus braços descubro
o prazer de viver.




  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Sob a lua desta noite,
enquanto o vento do desejo sopra
e agita nossos corações,
corpo a corpo,
a tempestade da paixão surge
entre você e eu.
Você se abre como uma flor
que anseia pelo meu mel,
que eu derramo em você com prazer.


 GRATIDÃO 

Seu blog