TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia






domingo, 19 de julho de 2026

GRAVADA EM ESSÊNCIA



Gravada em essência,  
imune ao depois,  
é chama perpétua,  
somente de nós.  

O primeiro suspiro,
a trama de um véu,
como segredo escrito
nas páginas do céu.

O eco escondido,
a luz que se abriu,
na trama do tempo,
o que ninguém viu.

O início moldado
em sonhos sem fim,
girando no vento,
chamando por mim.

O rastro marcado
por sombras e luz,
na pele do Éden,
onde me conduz.

Tinta indeleável,
um nome em fulgor,
escrito na brisa,
gravado em amor.




  Cléia Fialho

sábado, 18 de julho de 2026

CADA INSTANTE LONGE DE TI



No silêncio da madrugada
A tempestade vem cair — lamento
O vento invade a solidão
E gela fundo o coração — te penso.

Tento então adormecer
Mas vejo você em meu viver — ilusão
Cada instante longe de ti
Parece uma eternidade em mim — paixão.

Meu desejo busca o teu
Quer teu abraço junto ao meu
Pra afastar de vez essa tristeza
Como estrelas e o luar
Nós dois a nos entregar
Descobrindo o amor com delicadeza.

Já não consigo suportar
Esse querer a me queimar
Teu beijo ainda mora em minha boca ardendo
Já não consigo viver assim
Devolve a paz que levou de mim
E leva essa saudade que sigo sofrendo
Mesmo distante… continuo te querendo.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 17 de julho de 2026

NOVAS FORMAS DE QUERER-TE MAIS



Quero receber de ti tudo o que houver vontade,
E te entregar carinho, amor e intensidade,
Porque esse sentimento que em meu peito se faz
Sempre inventa novas formas de querer-te mais.

Quero ser teu porto manso nas marés da emoção,
A voz doce que repousa no silêncio do coração,
Ser o verso mais bonito que teus olhos vão ler,
E eternizar no tempo esse nosso bem-querer.

Quero viver escondida entre os teus segredos,
Na ternura silenciosa do calor dos teus dedos,
Ser desejo permitido ou doce tentação,
O abrigo mais bonito dentro do teu coração.

Quero morar nos teus sonhos pela madrugada,
Ser o aconchego da tua alma apaixonada,
Roubar beijos teus enquanto o sono vem manso,
E despertar teu sorriso no primeiro balanço.

Quero ser a melodia que embala o teu olhar,
A cor suave dos teus lábios ao me tocar,
Ser a espuma perfumada no banho demorado,
E o tecido que percorre teu corpo delicado.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 16 de julho de 2026

DENTRO DA MINHA VIDA



Teu amor alimenta meus sonhos e fantasia,
Transforma qualquer silêncio em festa e poesia,
És o aroma, o desejo, a canção mais querida,
A essência mais bonita dentro da minha vida.

Tu és o sabor mais doce que meu viver provou,
Meu café nas manhãs frias, o perfume que ficou,
Minha bebida preferida, meu melhor alimento,
Presença que ilumina cada instante e momento.

Teu carinho é chama acesa em noites de calmaria,
É abrigo nos meus medos, luz que o peito guia,
Um querer que nasce leve, mas cresce sem medida,
Feito flor desabrochando pelos jardins da vida.

Teu olhar é doce abrigo onde minha alma faz morada,
É a brisa mais serena numa estrada iluminada,
E no toque dos teus sonhos vou vivendo essa verdade:
Te amar virou poesia escrita pela eternidade.

Porque amar-te é descobrir novos céus no amanhecer,
É fazer dos simples dias um eterno florescer,
És a paz que me envolve, meu mais belo destino,
Como estrelas desenhadas no azul do desatino.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 15 de julho de 2026

QUERO OUTRA VEZ



Ainda preciso confessar que o meu coração te chama
Que a saudade me derrama
E não me deixa descansar
Toda noite, em pensamento, você retorna.

E ao menor som na porta
Corro achando te encontrar.

Tenho tanta coisa presa aqui no peito
Da carência, do meu jeito
De sofrer sem teu calor
Me perco nas lembranças dos teus abraços
E ainda sinto em meus braços
A doçura do teu amor.

Quero outra vez provar teus lábios nos meus
Ver teu olhar dizendo os segredos teus
Sentir teu corpo estremecer junto ao meu
Enquanto o tempo para só pra nós dois.

Quero teu toque percorrendo a minha pele
Teu abraço me envolvendo devagar
E ouvir bem perto, entre suspiros e desejos
Que em teu mundo
Meu lugar é te amar.





  Cléia Fialho

terça-feira, 14 de julho de 2026

DO TEU AMOR


Uma tempestade de memórias
Deságua sobre a minha solidão
E junto nasce uma doce esperança
Iluminando o fundo do coração.

Teu retrato sobre o vidro
É um fragmento de ilusão
Na cama ficou teu perfume
Misturado à recordação.

E nesta noite tão intensa
Até a Lua chama por ti
Amor verdadeiro não se esconde
Desculpa — eu não sei mentir.

Meu pensamento chama teu nome
Meu corpo procura teu calor
Sou falha, humana, cheia de desejos
E sobrevivo apenas do teu amor.
— Do teu amor —

Hoje teus olhos já não me enxergam
Nem encontro abrigo no teu olhar
Agora faz frio dentro do peito
E a saudade insiste em machucar.

O céu e a terra parecem se tocar
Mas eu já não posso te alcançar
Vivo perdida entre perguntas
Sem nenhuma resposta pra encontrar.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 13 de julho de 2026

— TE AMO —


Quero entender de vez esse turbilhão no coração
Por que você insiste em morar na minha emoção?
Quando cruzo o teu olhar, tudo em mim ganha luz
Meu corpo inteiro arrepia, como chama que seduz

É um sentimento intenso, difícil de explicar
Que acelera o peito só de te encontrar
E nada disso muda

Algo tão diferente eu jamais vivi
Como se o amor lançasse encantos sobre mim
Sem deixar mais dúvidas

Percebi que em você encontrei meu complemento
E hoje só desejo confessar meu sentimento
— Eu te amo — eu te amo —

Está tão claro no meu jeito de te olhar
Que não consigo mais tentar disfarçar
Preciso de você, eu te amo, eu te amo

Quem diria que um dia aconteceria assim
De repente o amor floresceria em mim
Como um sonho que não terá final

Quando estou contigo o mundo perde a razão
Só quero o doce abrigo do teu beijo e tua paixão
E o meu coração repete sem parar:
— Te amo —

Só eu conheço a força desse amar
Desse amor tão grande dentro do meu olhar

E o meu coração continua a sussurrar:
— Te amo —





  Cléia Fialho

domingo, 12 de julho de 2026

MEU CORAÇÃO


Meu coração vive se perdendo
Quando ama, não sabe se cuidar
Mesmo em paz, insiste em reviver
Velhas histórias guardadas no olhar.

Meu coração parece uma criança
Tão frágil, sozinho e sonhador
Se apega a quem não lhe pertence
E espera em silêncio por amor.

Amanhã quero nascer diferente
Vestir coragem na alma inteira
Deixar para trás minhas lembranças
Os medos - as falsas esperanças
E esse sentimento
— sem verdade verdadeira —

Meu coração tão inconsequente
Às vezes me faz acreditar
Se lança inteiro, ama sem medida
Sem perceber o risco de se entregar.

Quero distância dessas paixões intensas
Que me confundem e me fazem cair
Desses amores breves e vazios
Que passam como ventos frios
Mas deixam cicatrizes por onde partir.





  Cléia Fialho

sábado, 11 de julho de 2026

SEM DEIXAR DE TE QUERER



No silêncio da madrugada,
a chuva insiste em cair
— eu lamento —
O vento dança na janela
E o frio invade meu peito, 
te procuro a todo momento.

Tento dormir pra esquecer
Mas em sonhos volto a te encontrar
— ilusão —
Alguns instantes distante de você
Viram eternidade dentro do coração.

Minha alma chama pela tua
Quer teu abraço junto à minha lua
Pra afastar de vez essa solidão.

Como o encontro do céu e do mar
Nós dois perdidos a nos amar
Entre carícias e doce paixão.

Já não consigo viver desse jeito
Esse desejo explode no peito
E o sabor do teu beijo ardente
Ainda insiste em permanecer.

Já não consigo viver assim
Traz de volta o que levou de mim
E leva embora essa saudade
Que aos poucos tenta me vencer
Pois sigo sem deixar de te querer.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 10 de julho de 2026

SEJAS MEU — AMOR


De onde nasce esse riso encantador
Esse olhar travesso e sonhador
Tentando em mim se revelar.

De onde brota esse amor inquietante
Esse querer tão dominante
Essa hesitação no olhar.

De onde surge essa vontade repentina
Que explode e desafina
Sem medida pra parar.

De onde vem tanta dúvida perdida
Essa estrada confundida
Esse receio de se entregar.

Sejas meu — amor
Deixa-me realizar em ti o meu querer
Sejas o meu caminho
Meu desejo - ser tua mulher.

Sejas meu — amor
Quero habitar a tua emoção
Sejas meu doce destino
O guardião do meu coração.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 9 de julho de 2026

TEUS OLHOS


Teus olhos são clarões na madrugada,
Cortando a névoa fria do caminho,
Como dois astros na distância calma
Guiando os passos meus sozinhos.

Teus olhos são fachos reluzentes,
Indicando ao coração abrigo,
Como chamas acesas docemente
Iluminando o meu destino.

Teu olhar carrega um doce enigma,
Como o sereno ao tocar a flor,
Sopro leve embalando minha alma
Com perfume de amor.

Teu olhar desperta encanto e desejo,
Água pura da nascente viva,
Brisa suave das primeiras horas
Que renova a minha vida.

Teu olhar é constelação brilhando,
Derramando luz sobre o meu ser,
Como um rio correndo sem descanso,
Paixão eterna a florescer.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 8 de julho de 2026

MINHA INSANIDADE


Como um delírio, como correnteza
Vai tomando conta de mim
Me abandono sem defesa
Como quem chegou ao fim
É minha insanidade.

É o vento levando embora a tormenta
É a chuva regando a dor que me atormenta
É minha insanidade.

É um amor sem remédio
Uma força sem freio
Um grito ecoando dentro do peito
É minha insanidade.

Como ave de asas feridas
Como alma sem saída
Meu coração se desfaz em dor.

A solidão bate à porta
E a paixão já criou rota
Faz crescer ainda mais meu sofrer.

Como um rio perdendo o curso
Como um céu ficando escuro
Meu coração desaprendeu viver.

Como vidro estilhaçado
Como um sonho abandonado
Vou seguindo sem saber por quê.





  Cléia Fialho

terça-feira, 7 de julho de 2026

SAUDADE FEZ MORADA EM MIM


Após tanto tempo longe do teu olhar
Hoje estou novamente diante de você
E nem encontro palavras
Pra explicar o que guardei no peito.

Há tanto sentimento querendo sair
Contar que esse amor só cresceu em silêncio
Que a saudade fez morada em mim
E que sem tua presença
Tudo perdeu o brilho e o sentido.

Agora entendo
Que tua história era um livro bonito.

Que minhas mãos nunca
conseguiram folhear por inteiro.

Entrei de alma no jogo da paixão
Arrisquei meu coração sem medo
Mas no desfecho dessa estrada
Foi você quem eu perdi.

Sem você
Não existem madrugadas aquecidas
Nem abraços demorados na penumbra
Nem lençóis bagunçados pelo amor.

Sem você
Até a Lua parece distante
Sou apenas alguém perdido pelas ruas
Desfazendo-me aos poucos
Carregando tua falta dentro do peito.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 6 de julho de 2026

DESEJO VESTINDO ILUSÕES


Não se acha um amor verdadeiro pelas ruas
Nem perdido nas noites de um balcão qualquer
Às vezes é só desejo vestindo ilusões
Que mais tarde a memória prefere esquecer.

Não se encontra um grande amor em aventuras
São instantes vazios, carícias sem calor
Promessas disfarçadas, jogos de aparência
Que cobram caro demais de quem chama isso amor.

Pensei em você outro dia, quando a chuva caía lenta
E teu semblante ainda vive dentro do meu olhar
Eu te quis com tamanha entrega e inocência
Sonhei dividir contigo um caminho e um lar.

Mas quem nasceu rio pequeno
Não entende a imensidão do mar.

Você cruzou minha vida como vento violento
Desarrumou meus sonhos, feriu meu coração
Mas o tempo foi curando o que restou do sofrimento
E hoje já não carrego tua lembrança na mão.

Pensei em você outro dia, enquanto o céu chorava
E teu sorriso ainda insiste em me visitar
Te amei de forma sincera, imaginei nossa história
Mas um rio é pouco demais pra quem nasceu pra navegar.





  Cléia Fialho

domingo, 5 de julho de 2026

O CHEIRO DO MATE QUENTE



Nos campos abertos do Sul,
onde o horizonte se estende sem pressa,
eu respiro junto da terra
o cheiro do mate quente
enquanto o vento brinca
nos meus cabelos de mulher do pampa.

Carrego em mim
o mistério das tardes douradas,
o passo firme
de quem cresceu entre bois, guitarras
e silêncios compridos de estrada.

Meu olhar aprende
a profundidade dos lagos escondidos
entre os cerros,
e meu coração conhece
a calma antiga da natureza.

Visto cores que dançam com o sol,
flores bordadas em tecidos leves,
e caminho devagar,
como quem entende
que o tempo não precisa correr
para ser bonito.

Ao longe, vejo o galpão soltando fumaça,
e o cheiro da lenha queimando
mistura-se à relva molhada
que cobre os campos depois da chuva.

Quando passo pelos caminhos do interior,
parece que o próprio campo sorri para mim.
Os pássaros cantam mais livres,
o vento sopra mais manso,
e a tarde inteira ganha outro brilho.

Não existe pressa nos meus gestos,
nem medo na minha liberdade.
Sou filha da terra,
sou vento que atravessa coxilhas,
raiz que resiste ao tempo,
flor que nasce no silêncio
e fogueira acesa nas noites frias do Sul.

Entre o mugir dos bois
e o canto do quero-quero,
sigo firme,
guardando na alma
o sabor simples da vida campeira
e levando no corpo
as marcas vivas da paisagem
que me criou.





  Cléia Fialho

sábado, 4 de julho de 2026

ÁGUAS ADORMECIDAS



A luz da lua
toca o mar
com dedos de prata silenciosa,
espalhando reflexos
sobre as águas adormecidas
da noite.

Nada se move
ao redor do horizonte.
Nem a brisa desperta
as folhas cansadas,
nem o céu parece respirar.
Existe apenas esse instante
parado entre nós.

O tempo
não passa como antes.
Ele se arrasta devagar,
como se cada segundo
carregasse o peso
da tua ausência.

Eu fico
na margem das lembranças,
guardando tuas palavras
como quem protege
uma chama acesa
contra o frio da madrugada.

Você vai
silenciosamente,
levando contigo
o calor dos encontros,
o brilho dos olhos
e os sonhos que inventamos
em noites antigas.

A saudade
nos separa
em distâncias que não se medem
por caminhos ou mapas,
mas por silêncios longos
que doem dentro do peito.

Os ventos
já não se ouvem
cantando entre as árvores.
Até eles parecem perdidos,
como se também procurassem
o eco da tua voz
na imensidão da noite.

E a lua continua ali,
tocando o mar
com sua luz tranquila,
enquanto eu permaneço
entre lembranças e espera,
ouvindo o coração
chamar baixinho por você.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 3 de julho de 2026

COMO NÉVOA SOBRE RIOS



Nas noites em que o luar
despeja prata sobre a pele do mundo,
há um fogo silencioso
percorrendo os corpos
como um segredo antigo.

Teus olhos encontram os meus
e, nesse instante suspenso,
o tempo se desfaz
como névoa sobre rios
que correm para o mesmo destino.

Há desejo nas entrelinhas do toque,
na demora breve dos dedos,
na respiração que vacila
ao sentir a proximidade
de um beijo ainda não dado.

O vento passa devagar,
acariciando nossos silêncios,
enquanto a noite nos envolve
em sua dança morna
de sombras e arrepios.

Cada suspiro acende
uma chama delicada,
e a paixão, viva e inquieta,
floresce sob o luar ardente
como estrela incendiando o céu.




  Cléia Fialho