TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

sexta-feira, 4 de abril de 2025

TRILHAS SUCULENTAS




Provar... lambuzar... saborear...
 o mel jacente do seu ser
 fonte inesgotável de prazer
 que brota desses lábios ávidos
 sôfregos e impávidos
 escorre e percorre esse corpo
 que em trilhas suculentas
 a minha boca sedenta
 com a língua vai contornando
 envolvendo e subjugando.

 Tragar... sugar... devorar...
 esse néctar úmido e quente
 tão calidamente luzente
 condensado e derramado
 emanente do seu interior
 explode como lavas de vulcão
 em uma impetuosa erupção
 e borbulha em meus lábios.

 Amar... gozar... descansar
 nesse peito ofegante
 onde o coração arfante
 guarda essência de blandícias
 devaneios e carícias
 que consomem e comprazem
 realizam e satisfazem
 meus fetiches e fantasias.





  Cléia Fialho

Linda interação do Amigo Poeta DUlCE

Prove
o verdadeiro mel
que brota do mais íntimo,
do calor do ser.
Beba a essência que escorre entre os
lábios
carnudos e inchados
sob as carícias úmidas.

 GRATIDÃO 

quinta-feira, 3 de abril de 2025

EM SEU CORPO EU VELEJO



Quero praticar com você
 Uma orgia louca de prazer
De abraços e olhares
 Recheada de manjares.

De cheiros e sabores
 Orgasmos arrebatadores
De toques e sensações
 Rapinando as emoções.

De odores inebriantes
 Essências estonteantes
Em volúpia me abrirei
 E eu te receberei.

Igual pétala molhada
 Em manhã de orvalhada
Desejando o seu gosto
 Todo néctar exposto.

Para banhar meu prazer
 Fazer o corpo estremecer
Entre lençóis de desejo
 Em seu corpo eu velejo.

Despojando o meu véu
 Assentindo o fogaréu
Que abduz em pecado
 Em teu corpo salgado.

Transpirando loucura
 Devaneio e aventura
Onde a nossa paixão
 Consumiu-nos em tesão.

Desde a cavalgada
 Dessa sensual dança
Chegando à gozada
 Que adoça e amansa.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 2 de abril de 2025

RASTRO DE CARÍCIAS



No suave luar que nos ilumina
Nossos corpos nus em doce harmonia
Segredos partilhados nesta sintonia
Paixão a crescer, cada vez mais divina
Teus olhos nos meus, a chama se culmina.

Num olhar profundo que arde em ousadia
Toques que incendeiam, pele que fascina
Rastro de carícias, trilha de fantasia
Cada sussurro é uma melodia
Numa dança de prazer que nos domina.




  Cléia Fialho

O Experimental Almognose
é uma criação da Poetisa ANA LUCIA S PAIVA

terça-feira, 1 de abril de 2025

MEU DESEJO SACIADO



Eu quero provar de ti
 do teu corpo o calor
 degustando teu sabor...

 Eu quero sentir em ti
 meu desejo saciado
 no teu corpo alvorotado...

 Eu quero sugar em ti
 teu prazer derramado
 condensado e depositado...

 Eu quero beber em ti
 cada gotícula de paixão
 o teu relento de tesão...

 Eu quero esfregar em ti
 com devassa sofreguidão
 o meu gozo em frenesi...




  Cléia Fialho

segunda-feira, 31 de março de 2025

domingo, 30 de março de 2025

COLA TUA BOCA NA MINHA



Se queres uma resposta
 então agora eu te darei
 vou fazer-te uma proposta...

 Algo louco que pensei
 deixe de lado tua ilusão
 venha colar tua boca na minha...

 Esfregue teu corpo no meu
 vou me dar inteirinha
 e te levar ao apogeu!




  Cléia Fialho

sábado, 29 de março de 2025

ANJO DO PRAZER



Quero ser dona
 Dos seus sentimentos
 Do seu tesão
 À todos os momentos
 Do seu corpo
 Da sua excitação...

 Rouba-lhe o sossego
 Deitar-me no aconchego
 Que seu abraço me oferece
 Onde seu calor me aquece
 Escraviza e enlouquece...

 Quero alimentar-me do prazer
 Que estás à oferecer
 Sem nada em troca pedir
 Querendo apenas sentir
 O quanto bem me faz
 Esse desejo e essa paz
 Que vem do seu ser
 Meu anjo do prazer.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 28 de março de 2025

MADRUGADA SEDENTA



Madrugada sedenta tomada de tesão
 Entro por debaixo do lençol a procurar
 Libido ardente feito lavas de vulcão
 Encontro o licor que vem me acalmar.

 Aroma entorpecente, doce pecado
 Corpo sumoso, saborosa tentação
 Deleitoso teor do peito transpirado
 Onde me perco e encontro redenção.

 Obra de arte que a luxúria inspira
 Prazer libertino que a boca suspira
 Conduzida pelo instinto da sedução.

 Borbulhas germinam gozo em fulgor
 Saciando o apetite lascivo do amor
 Serenando enfim tão louca paixão.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 27 de março de 2025

ABISMO DA PERDIÇÃO



Julgados por nossas fantasias
 Sentenciados por nossa paixão
 Condenados por nossos beijos
 Aprisionados por nosso tesão
 Submissos aos nossos desejos.

Presos nas grades da sedução
Reféns da pele e do coração
Cúmplices do que nos consome
Sem juízes, apenas nosso nome
Ecoando no abismo da perdição.




  Cléia Fialho

O Experimental Almognose
é uma criação da Poetisa ANA LUCIA S PAIVA

quarta-feira, 26 de março de 2025

GRITOS E GEMIDOS



Perder-me em tua libido
Pulsão animal destemido
Quero gritos e gemidos
Até o orgasmo alcançar
Num voluptuoso cavalgar.

A pele em brasa, rendida
Entrega plena, tão ardida
Na dança louca e atrevida
Corpos que vão se encontrar
Fogo que insiste em queimar.  

O desejo, chama acesa
Explode em rima e surpresa
Na volúpia, a natureza
Do amor a se completar
Até no êxtase transbordar.




  Cléia Fialho

O Experimental Almognose é uma criação
da Poetisa ANA LUCIA S PAIVA

terça-feira, 25 de março de 2025

OSCILAÇÕES DO AMOR



Mergulhei na paixão, o rio no seu leito
Oscilações do amor me envolvem forte
A chama ardente, ondeando em meu peito
É a luz que guia a minha nau, meu norte.
 
Nas águas doces desse curso ardente
Perco-me, sem temor de naufragar
Pois o desejo é o vento, a corrente
Que me leva aos segredos do teu olhar.
 
Em teus braços, encontro o meu abrigo
No calor do teu beijo, o meu alento
Tua paixão, fogo que ressalva o perigo.
 
Nesse mergulho fundo, intenso, lento
Descubro o viridário, o jardim antigo
Onde os sentimentos adejam ao vento.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 24 de março de 2025

NADA ACONTECE POR ACASO Pt.3



O Infinito


O tempo passou, mas a chama nunca se apagou. O amor deles não era feito de rotina, mas de surpresas cotidianas, de olhares que ainda tremiam, de beijos que ainda prometiam mais. Cada dia, uma nova descoberta; cada momento, um eco do primeiro suspiro, do primeiro toque, do primeiro olhar que selou tudo.

Sob o céu estrelado de uma praia deserta, ele a segurou pela cintura e, em um sussurro rouco, perguntou:

— Para sempre?

Ela sorriu, os olhos brilhando como constelações, e respondeu:

— Para sempre. E um pouco mais.

O vento soprou suave, como se os próprios deuses abençoassem aquela jura. E ali, entre as ondas e o céu, selaram um amor que desafiava o tempo, queimava como o sol e brilhava como a eternidade. A lua, testemunha silenciosa de promessas antigas e novas, refletia em seu rosto, e naquele instante, tudo parecia possível. O infinito não era uma promessa distante, mas uma realidade viva que pulsava no coração de ambos.

Os anos passaram, e a paixão continuava tão viva quanto no primeiro toque. Eles se amavam na luz do dia e na sombra da noite, reinventando-se, descobrindo-se sempre, sem jamais perder o encanto um pelo outro. Cada cicatriz, cada ruga que o tempo desenhava, era um testemunho de tudo que haviam vivido lado a lado. A dor que surgiu em alguns momentos tornou-se parte do amor, pois nada é mais forte do que o que é vivido e superado em conjunto.

O amor deles era um rio que fluía sem fim, com águas calmas e furiosas, mas sempre movendo-se em direção a algo maior. Quando as dificuldades surgiam, eles se abraçavam mais forte, encontravam no outro a coragem de seguir em frente. E quando a vida sorria, a risada deles era como música, ecoando em cada canto do universo.

E assim seguiram, dois corações entrelaçados, desafiando o mundo, provando que o verdadeiro amor não se mede pelo tempo, mas pela intensidade com que faz a alma dançar. Era uma dança sem fim, onde, em cada passo, eles se encontravam e se perdendo novamente, sem medo, sem limites.

O amor não envelhecia; ao contrário, ele florescia, crescendo em todas as direções, sempre renovado, como as estrelas que, embora milênios distantes, ainda iluminavam seus olhos com a mesma intensidade de um primeiro olhar.

E ali, sob a mesma lua que os uniu, eles entenderam: o amor não tem começo nem fim, apenas a eternidade do agora, onde cada segundo se torna infinito, onde cada toque é uma promessa eterna.




  Cléia Fialho

domingo, 23 de março de 2025

NADA ACONTECE POR ACASO Pt.2



A Entrega


Os dias seguintes foram um desfile de sensações. Ele a esperava na porta do trabalho, trazendo uma flor que roubava do jardim da cidade, como se cada pétala fosse um símbolo de seu afeto. 

Ela, por sua vez, o surpreendia com cartas delicadas, sempre escondidas em seu bolso, com palavras que incendiavam mais que o próprio toque, que desnudavam seus sentimentos mais profundos. Cada palavra, uma promessa; cada frase, uma chama que se acendia em seu peito.

Quando, finalmente, seus corpos se encontraram, foi como se o mundo ao redor parasse de girar. O tempo perdeu a razão, e tudo o que restava era o pulsar de dois corações em sintonia, a dança silenciosa dos corpos em busca de um ao outro. Na penumbra do quarto, os lençóis se tornaram testemunhas de confissões sussurradas entre beijos urgentes e carícias que desenhavam territórios nunca antes explorados. 

Cada toque era uma poesia, um verso declamado pelo desejo que transcende qualquer lógica. Seus corpos eram versos vivos, e cada movimento se tornava uma estrofe de um poema sem fim.

Ele percorreu sua pele com os lábios, como um viajante que desbrava uma terra sagrada, tocando-a com reverência, com uma adoração quase divina. Seus dedos, ágeis e exploradores, desenhavam arrepios pelo seu corpo, como se quisessem mapear cada curva, cada linha que formava sua essência. 

A respiração quente dele se misturava ao ar, carregado de promessas e de algo mais profundo, algo que só os amantes sabem reconhecer. Ela respondia em suspiros, em gemidos suaves que vinham do fundo de sua alma, em entregas intensas e suaves ao mesmo tempo, como se seu próprio ser se fundisse com o dele.

O que aconteceu ali foi mais que um simples encontro de corpos; foi uma união de almas, uma entrega que não exigia explicações. Quando o cansaço os alcançou, como se tivessem vivido uma eternidade em poucas horas, permaneceram ali, em silêncio, mas com a sensação de que tudo o que precisavam já estava dado. 

Ele traçou um círculo imaginário em seu ombro nu, como se quisesse marcar o território de seu amor, e ela, num gesto doce e irresistível, beijou-lhe a testa, como se fosse a promessa de um recomeço. Nenhuma outra jura era necessária, pois naquele momento eles já estavam marcados um pelo outro. O mundo lá fora parecia distante, irrelevante. Nada mais importava além daquele instante, único, perfeito, eterno.


(Continua...)




  Cléia Fialho

sábado, 22 de março de 2025

NADA ACONTECE POR ACASO Pt.1



O Encontro

A cidade parecia um universo de possibilidades naquela noite. As luzes douradas refletiam no chão molhado pela chuva recente, e os aromas do café e do jasmim pairavam no ar. Foi ali, em meio ao burburinho suave das ruas, que seus olhares se encontraram.

Ela, vestida de vermelho, com um sorriso que carregava promessas. Ele, de olhar intenso, como quem já reconhecia sua alma antes mesmo de ouvi-la falar. O tempo desacelerou quando trocaram a primeira palavra, e a noite se abriu como um livro ainda por escrever.

Entre goles de vinho e risadas sussurradas, descobriram-se pedaço a pedaço. A vida deles, tão diferente e tão igual, entrelaçava-se a cada frase dita. Era como se, naquele instante, tudo fizesse sentido. As mãos se tocaram por descuido e, naquele instante, ambos souberam: algo novo e irremediável havia nascido ali.

A conversa fluía como um rio manso, mas carregado de correntezas profundas. Falaram de sonhos, de medos, de segredos que nunca tinham sido ditos a ninguém. O mundo ao redor desaparecia, reduzido a aquele instante mágico. Quando a noite se despediu e o primeiro raio de sol iluminou o horizonte, eles ainda estavam ali, como se a aurora fosse um testemunho silencioso do começo de algo grandioso.

O vento suave acariciava suas faces enquanto o silêncio tomava conta do momento. Eles não precisavam de palavras para entender que, de alguma forma, o universo os havia juntado ali, naquela esquina onde os destinos se cruzam e a vida toma novos rumos. 

O brilho dos olhos dela refletia a tranquilidade de quem já havia encontrado algo raro, algo que nem os anos ou o tempo poderiam apagar. O sorriso dele, sereno, era um convite para um futuro compartilhado, sem pressa, sem exigências.

E assim, entre risos e suspiros, entre os ecos da cidade e o calor das mãos entrelaçadas, o sol despontou no horizonte como um novo começo. Eles, agora, não eram mais estranhos, mas dois seres que, por um milagre do acaso, haviam se reconhecido. Eles estavam prontos para escrever juntos a história que apenas começava a ser desenhada.


(Continua...)




  Cléia Fialho

sexta-feira, 21 de março de 2025

O ECO INFINITO DAS PALAVRAS

21 de marco - Dia Mundial Da Poesia


No dia em que as palavras dançam,
livres, leves, sem amarras,
o mundo se veste de versos,
e o silêncio se faz canção.

A poesia, essa magia antiga,
desperta em cada canto,
nos olhos de quem lê,
nas mãos de quem escreve,
no coração de quem sente.

Ela é rio que corre,
vento que sopra,
luz que invade a escuridão.
Ela é o grito e o sussurro,
a dor e a cura,
o ontem, o hoje, o amanhã.

No Dia Mundial da Poesia,
cada alma é um poema,
cada instante, uma estrofe,
cada sonho, uma rima.

Celebremos a arte que nos une,
que nos faz humanos,
que nos faz infinitos.

Que a poesia nunca se cale,
pois ela é a voz do mundo,
o eco da vida,
o abraço que nos salva.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 20 de março de 2025

NO AUGE DO PRAZER E DA LUXÚRIA



Seu corpo é uma fonte de prazer
De curvas sedutoras e formas suaves
Que acendem em mim um louco querer
Sonho com suas carícias conchaves.
 
Seus lábios vermelhos são minha ruína
E seus olhos chamas de fogo e tentação
Levam-me a um mundo que tanto fascina
Onde me perco e perco totalmente a razão.
 
Em seus braços sinto a carícia do vento
Que me afaga com suavidade e paixão
E me leva a um abismo de sentimentos.
 
Ali, no auge do prazer e da luxúria
Eu encontro seus beijos e fomentos
E me rendo à paixão e toda sua fúria.




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo Poeta Adelphous Mongiardino

No auge do prazer e da luxúria 
Adentrei teu corpo e tua alma 
Caminhos repletos de alegria 
Furacões invadindo nossa cama.


 GRATIDÃO